domingo, 13 de novembro de 2016

PUBLICIDADE | Experiência Lipton

Olá! Numa das minhas visitas habituais a um blogue que acompanho, encontrei este anúncio da Lipton que me sensibilizou de um modo inesperado. Mesmo sabendo que o objetivo do discurso publicitário é o lucro, gostei da mensagem pura e honesta, que nos alerta para um tópico comum nos dias de hoje — o uso constante do telemóvel.
Estamos tão concentrados neste pequeno aparelho que nos esquecemos que existe, de facto, um mundo à nossa volta que, muitas vezes, exige a nossa atenção. O vídeo mostra-nos que pequenos gestos podem fazer a diferença e que "os atos falam mais alto do que as palavras". Espero que gostem!


- Andreia Capelo, nº 146445

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Confessions of a Shopaholic - The Movie





Confessions of a Shopaholic é uma comédia romântica baseado no romance de Sophie Kinsella. Rebecca Bloomwood (insere o nome da actriz), para os amigos Becky Bloom, a protagonista, é uma jornalista com um vício enorme: é louca por compras. Becky gasta todas as suas finanças em roupas. Uma mulher cosmopolita que possui mais de dez cartões de créditos, progressivamente rejeitados, à medida que o filme decorre. Bloomwood perde o emprego e acaba por ir trabalhar para uma revista de finanças, como colunista. O filme segues as desventuras de Becky até que uma sequência de eventos humilhantes e constrangedores a leva a ingressar numa versão dos AA, os Shopaholic Anonymous. Durante todo o filme a protagonista é seguida por um cobrador de dívidas, Derek Smith (insere o nome do actor). A protagonista consegue uma catarse no final do filme, ao vender os seus bens supérfluos e ao pagar tudo o que deve, vingando-se do cobrador através de um esquema curioso (não quero aqui fazer um spoiler). 

Este filme dá-nos, sem dúvida, algo para reflectir, pois,  entre gargalhadas, chegamos à conclusão de que, de facto, acabamos por comprar mais do que devemos. De uma forma ligeira e bem humorada, o filme consegue fazer uma crítica pertinente e incisiva à sociedade de consumo, mostrando o que acontece a muitas famílias que se endividarem. 
Tal como James Elkins refere, em The Object Stares Back: On the Nature of Seeing, quando vamos às compras caçamos e somos caçados. Os outdoors e os cartazes espalhados pelas ruas conseguem provocar em muitos de nós um frenesim de compras, que nos soterram em coisas supérfluas. O filme ilustra na perfeição quanto nos sabotamos a nós próprios quando nos tornamos vítimas da publicidade. De facto, ao adquirirmos coisas que não são necessárias, acabamos por excluir aquilo que realmente importa. Uma mala, um casaco, uma noitada entre bares, muitas vezes custam apenas o suficiente para que, na longa caminhada até ao final do mês, já não possamos passar uma tarde com os amigos, ou até pagar alguma emergência. Qualquer filme pode ser entretenimento e ter uma lição. Por mais simples que um filme pareça, se escolhermos ver, em vez de olhar apenas, conseguimos sempre discernir nele algo de valor. Assim, espero que, caso decidam ver este filme, consigam também ver algo para além de uma simples comédia de Hollywood, e que partilhem o que o ecrã vos mostrou. Para terminar, deixo uma frame com uma citação da protagonista, que põe por palavras tudo aquilo que existe de errado com as comunidades consumistas.



FULL MOVIE HERE

Sara Meess, nrº47160

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Marketing Multinível e Esquemas em Pirâmide

Olá colegas.
Trago aqui um vídeo do John Oliver sobre "Multilevel Marketing". O tema central são os esquemas em pirâmide e a maneira como algumas empresas promovem o recrutamento de distribuidores. Os esquemas em pirâmide são negócios em que o lucro advém do próprio negócio, isto é, o lucro acaba por vir dos distribuidores que se registam. Estas pessoas são induzidas em erro pelas empresas que optam por este esquema. São-lhes prometidas grandes recompensas monetárias, mas no fim a grande maioria acaba por não ganhar nada e por perder dinheiro. Estas empresas utilizam celebridades conhecidas para fazer com que todo o esquema pareça legítimo e para atrair a população, convencendo-a a registar-se. 
É um vídeo extremamente interessante, acompanhado pela comédia e pela ironia do John Oliver, de que espero que gostem. Espero também que percebam como estes esquemas operam; caso conheçam alguém envolvido, ajudem a abrir-lhe os olhos para a situação.
Deixo-vos o vídeo e um link explicativo do que são estes esquemas em pirâmide.



Fábio Meseiro
Nº 145790

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

'Before the Flood'_documentário de L. DiCaprio

Boa noite colegas,

Venho aqui deixar-vos este maravilhoso documentário/filme Before the Flood, da National Geographic, feito pelo reconhecido actor Leonardo DiCaprio.
DiCaprio tem vindo a tornar-se cada vez mais consciente do que estamos (eu, tu, eles) a fazer ao nosso adorável planeta. Sempre que tem oportunidade, e quando não tem arranja (este é um bom exemplo!), faz chegar a sua mensagem ao maior número de pessoas possível. Aborda vários temas, como as mudanças climáticas, os resíduos tóxicos, o desperdício, etc.
Encontra-se nas tendências portuguesas do YouTube em 8º lugar e já conta com mais de 5 milhões de visualizações! Espero que a tua também conste. Não te vais arrepender de ''dar uma vista de olhos'' ou vais ignorar o que DiCaprio tem para te dizer?






                                                                                                 Ana Filipa Pereira nº 145780

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NaNoWriMo

Novembro é mês de NaNoWriMo - National Novel Writing Month - e um dos projectos de escrita criativa mais giros que podem conhecer.
O objectivo é o seguinte, chegar a dia 31 de Novembro com 50,000 palavras escritas! É isso mesmo, se têm um história presa na vossa cabeça desde o início dos tempos ou não têm nenhuma mas querem dar asas à vossa imaginação, escrevam! O que importa é escrever sem parar! 
Abram as vossas páginas do Word, peguem nas vossas canetas e comecem, é hoje que o primeiro rascunho do vosso livro nasce; tudo o que precisam é de entusiasmo e vontade de escrever e quando se sentirem sem motivação vão receber nas vossas caixas de mensagens pep talks de vários autores de renome!
Qualquer um pode participar, visitem o site oficial (aqui) e descubram mais sobre a magia da escrita que acontece este mês; podem contar ainda com a página do grupo de portugueses no site acima referido,  não só serve para trocar ideias como ainda organizam meets em várias partes do país durante todo o mês porque ninguém está sozinho nesta jornada!
Já sabem, keep calm and write on.


Ana Rita Alves
nº53424

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

The Ugly Truth in Beauty Magazines

Olá! Há cerca de um mês, enquanto fazia scroll pelo Facebook, deparei-me com um vídeo que na altura não me pareceu importante, mas na aula de hoje (26/out.) lembrei-me dele devido à nossa conversa sobre o "papel da mulher" no discurso publicitário e como consumidora, nomeadamente a projeção da imagem da mulher consumista.
Vimos que as revistas femininas representam a mulher como um ser poderoso, se usar saltos altos e tiver uma certa atitude (recordo aquele exemplo da fotografia da senhora em cima da secretária, no capítulo "Visual grammar and the meaning of metaphorical associations", da obra Introduction to Multimodal Analysis, de David Machin, onde, por acaso, até é mencionada uma das revistas que o vídeo nos mostra, a Cosmopolitan).

Por outro lado, este vídeo remete também para Ways Of Seeing, de John Berger, pois apresenta várias palavras-chave como idealização, consumismo, valor próprio, apontando para o facto de o discurso publicitário sugerir que precisamos de estar sempre a consumir para nos sentirmos realizados.

As revistas femininas, em particular, apelam ao seu público alvo para comprar inúmeros produtos. Como podem constatar no vídeo 85% do conteúdo de uma das revistas analisadas é publicidade (mais precisamente, 364 de 426 páginas são publicidade). Grande parte desta publicidade leva-nos a acreditar que podemos ser algo que nem as próprias modelos de revista conseguem ser (a H&M admitiu usar corpos gerados por computador nas modelos que fazem as photoshoots da marca, como podem ver também no vídeo). 

É realmente algo que nos faz pensar. Na altura em que vi este vídeo pela primeira vez não tive a perceção de tudo o que estaria por detrás desta informação, mas agora que já refletimos mais sobre estes assuntos, podemos encarar esta informação de uma perspetiva bastante diferente daquela que teríamos há uns tempos atrás. 


- Andreia Capelo, nº 146445

Dolphin Project and The Cove

Escrevo este post para falar de um projeto que apoio e defendo — o Dolphin Project—, para que tenham conhecimento dele. Como temos observado nas aulas, tem existido um grande descuido por parte dos humanos no que toca à natureza e aos animais. Habitamos a Terra como se ela fosse propriedade nossa da qual podemos usar e abusar sem pensar nas consequências dos nossos atos. Refiro-me ao caso particular dos golfinhos.

Os golfinhos são dotados de enorme inteligência. Estes seres magníficos conseguem compreender-nos mas nós não os conseguimos compreender. Salvam vidas humanas e o que é que lhes dão em troca? Capturam-nos e escolhem os mais bonitos para viverem uma vida curta e horrível em cativeiro. Os outros? São chacinados sem piedade. Não tinham conhecimento disto? Não são os únicos. A maior parte da população visita espetáculos de golfinhos sem ter a mínima ideia do que se passa por trás da cena. Eu era uma dessas pessoas; na verdade, até o fundador desta organização fazia parte deste grupo.


Ric O’Barry era tratador de golfinhos e em 1963 foi contratado para capturar e treinar golfinhos para o famoso programa televisivo Flipper. Na sua convivência diária com golfinhos O’Barry percebeu que estes animais, tal como muitos outros, não são felizes em cativeiro. Desde então, tem lutado pela sua liberdade e proteção, expondo a monstruosidade que acontece no Japão.



De facto, o governo japonês é o maior causador da morte de golfinhos no planeta. O número é tão elevado que tem de se esconder do resto do mundo. A área (designada como "the cove") na qual isto acontece foi estrategicamente escolhida para que ninguém consiga ver. A carne de golfinhos, além de ser altamente prejudicial para a saúde devido à elevada percentagem de mercúrio que possui, é vendida no Japão sem que os seus consumidores saibam o que estão a comprar.

Os golfinhos são animais únicos. Eles têm radares super apurados, viver num aquário é o mesmo que para um humano viver numa sala toda espelhada. Não se deixem enganar pelo ar sorridente dos golfinhos, uma grande parte dos que vivem em cativeiro têm depressões. Estas depressões são escondidas ao público pela quantidade enorme de anti-depressivos colocados no peixe que lhes é dado, e mesmo assim um grande número de golfinhos comete suicídio. Sim, suicídio. Cada fôlego de um golfinho é um ato pensado, ao contrário do que sucede com os seres humanos, que respiram involuntariamente.
E por isto convido-vos a ver o documentário The Cove, de Ric O’Barry, e a visitarem o site. Façam parte desta causa. Vamos ajudar a mudar esta situação, protegendo uma das espécies mais sábias que connosco partilham o planeta Terra.



 “We’re their biggest threat and their only hope.”





Deixo aqui o link para o site do Dolphin Project. E para o documentário The Cove

Erica Fialho

sábado, 22 de outubro de 2016

'How John Berger taught us to see'


Ao ler a nova edição da Prospect Magazine (Novembro 2016, #248), fui surpreendido por um excelente artigo de Colin MacCabe sobre John Berger. Caso queiram saber mais sobre a história da produção de Ways of Seeing, as ideias do autor sobre arte e política e ainda ficar a conhecer alguns episódios importantes do seu percurso intelectual, contados por alguém que convive com ele de perto, não deixem de ler 'How John Berger taught us to see' na íntegra aqui. Na mesma edição, se tiverem interesse, há ainda uma perspectiva de Barry Eichengreen sobre a globalização que me parece fugir aos habituais lugares-comuns.

Tiago Silva

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Quando a Greenpeace faz humor para nos sensibilizar as questões ecológica

Olá a todos!

No Facebook (onde não aparecem só coisas estúpidas) encontrei um vídeo de Greenpeace, uma organização que toda a gente conhece, imagino.
Este vídeo parece ser um remake do Senhor dos Anéis e apresenta uma situação de guerra na Terra: as empresas e os governos que só têm o objetivo de fazer crescer uma economia da matéria vs. as pessoas que não concordam com este sistema.

Isso fez-me recordar o texto da Joanna Macy que lemos na aula hoje: o sistema pode mudar e evoluir somente se toda a gente estiver consciente dessas questões fundamentais e procurar agir em conjunto, em comunidade, para salvarmos a nossa casa comum, a Terra.

O vídeo foi criado especificamente para uma petição, "Stop Dark Trade!" que visa lutar contra os "free trade agreements" que permitem às empresas e aos investidores terem mais lucros.
Podem encontrar o site da petição neste link.

Achei o vídeo muito fixe, porque permite sensibilizar mais pessoas, se calhar um público mais jovem.





Alexandra Comnos- Estudante Erasmus



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

FIAT 500S - "Slaps"

"Todas as mulheres sabem que o Fiat 500S é um carro de atrevidos. Novo #Fiat500S: o carro que os #BadBoys conduzem!"

Boa tarde, colegas. No meu post anterior partilhei convosco o anúncio do novo movelo da FIAT. Como se não fosse já problemático o suficiente quanto às representações que faz da masculinidade vs. feminilidade, conseguiram lançar outro anúncio com implicações ainda mais perturbadoras. Exalta uma masculinidade absolutamente tóxica mas que será, ao mesmo tempo, desejável? Afinal, são os "bad boys" que compram este carro... É assim que os homens que compram este modelo da FIAT querem ser percecionados? Não percebo. Felizmente, a última mulher que aparece também não. Segue o anúncio.


Até sexta!

Ricardo Roseiro - 48231

terça-feira, 18 de outubro de 2016

"Give the orangutan a break"

Boa noite colegas!

Na aula de quarta feira passada, dia 12, na pós-discussão do documentário de John Berger, abordámos momentaneamente o tema da exploração do óleo de palma.  A plantação de palmeiras, das quais são extraídas as sementes deste óleo, é feita em larga escala principalmente na Ásia e em África — 85% do óleo de palma produzido é exportado da Indonésia e da Malásia. Este é usado por várias marcas de fast food, cosmética e produtos alimentares. Aqui fica um breve vídeo feito pela Greenpeace, legendado em português brasileiro, sobre mais um pouco da história.




Ao pesquisar sobre marcas que usam óleo de palma, deparei-me com os seguintes anúncios, realizados para uma campanha da Greenpeace, que usa pessoas disfarçadas de orangotangos - animais afetados pela deflorestação para a plantação da palmeira que destrói o seu habitat - a protestar com um slogan inspirado na marca Kit Kat, da indústria alimentícia Nestlé, uma das grandes usuárias deste óleo.




É muito mais agradável comer uma barrinha de chocolate ou um iogurte da marca sem sermos atingidos por um sentimento de culpa, mas temos a obrigação de ser conscientes sobre o que nos rodeia, e ainda mais sobre o que comemos! 

Maria Beatriz Rosa

Legado para o futuro

Pista para reflexão

A meu ver, para perceber a importância das últimas paginas do texto de J. Macy é necessário compreender em que contexto é que surge esta grande viragem, "the great turning".

A realidade da primeira história, "business as usual", está a ser interrompida pelo pessimismo e pelas más notícias da segunda, "great unravelling". É facilmente visível que o avanço tecnológico tornou as nossas vidas mais fáceis, e também mais facilmente controláveis, mas acabamos por ultrapassar os limites, usar recursos de modo indevido e cair no declínio. Isto faz-nos pensar que pertencemos ao grande descalabro desta segunda história.

Felizmente, é aqui que surge a terceira história, "the great turning", a grande viragem, que nos convida a agir, deixando a atitude conformista e tomar como certeza que a mudança é a única via de resolução deste conflito.
Levanto aqui uma questão: é possível mudar as estruturas da nossa sociedade sem marcar a diferença com ideias novas? Não, se nada de novo aparece, mais do mesmo será.
Então: o que posso eu fazer para mudar? Cada um de nós tem de perceber que para existir uma evolução saudável é necessário assumir que não temos só responsabilidade pessoal, mas também social, para com os outros e os seus feitos.
Temos de repensar a maneira como encaramos a situação global em que nos encontramos, está na nossa mão fazer escolhas diferentes. Às vezes, é necessário afastarmo-nos para ver as conexões e perceber o grande ponto da questão: somos nós que vamos deixar algo para as próximas gerações.

Ana Cláudia Alves

Story of Stuff no Facebook

Podem ver aqui os projetos e as ações em que está envolvida a ONG que começou com a inquietação de um pequeno grupo sobre as implicações da economia de materiais contemporânea, como vimos no documentário The Story of Stuff, na última aula.

we can love *


Desde já, uma óptima semana a todos! 


Como foi pedido na aula passada, venho lançar pistas sobre esta terceira parte do texto (a minha favorita) que se chama "The Third Story: The Great Turning". Esta parte do texto faz-nos realmente pensar sobre a nossa importância a nível global. Aqui há uma percepção de que, apesar de sermos pequenas peças do puzzle que é o mundo, conseguimos criar algo muito, muito maior. Temos de apelar a todos para que deixemos essa ideia que nos tem vindo a perseguir ao longo de gerações de que "se for só eu a fazer não vai mudar nada". A questão é essa! Se todos pensarmos assim, ninguém nunca vai fazer nada, certo? A consciência de cada um de nós apenas depende exactamente disso: de cada um de nós! Da nossa forma de pensar. Da nossa forma de ser. Da nossa forma de estar perante o Mundo.

Gostei imenso desta parte do texto e aquilo que deixo aqui para vocês é só uma parte das minhas reflexões. Deixo-vos ainda uns dos melhores vídeos que já vi. De uma forma ou outra, tem tudo a ver com aquilo que temos vindo a falar nas aulas. Espero que gostem! :)





Flávia Machado

melhor para Nós *

Pista para reflexão sobre Active Hope

"It is too easy to go on unconsciously contributing to the unraveling of our world. We become part of the story of the Great Turning when we increase our awareness, seek to learn more and alert others to the issues we all face." (pág. 28)

A citação acima refere-se à "primeira dimensão" de envolvimento na história da "Grande Viragem" e mostra-nos um primeiro e importante passo de tomada de consciência relativamente às opções que  de momento existem — podemos continuar numa atitude defensiva pessimista ou assumir a nossa responsabilidade na mudança.

Confesso com tristeza que só recentemente me juntei a esta viragem, e apenas através da reflexão — tenho-me questionado bastante sobre o que me leva a mim, e a tanta gente, a viver neste sistema e não noutro.

Penso que inconscientemente (como alerta a citação) tinha a impressão de que era mais fácil ou cómodo e sobretudo que "compensava" em termos utilitários. Qual não foi a minha surpresa quando me apercebi de que não. Comecei a fazer uma lista mental de como é mais benéfico e não mais custoso fazer as opções mais sustentáveis, e convido-vos a continuá-la na vossa cabeça.

Como é mais rápido andar de transportes públicos e não ficar no trânsito ou a tentar estacionar, como a comida biológica sabe melhor, como os cabazes não são mais caros (e evitam várias idas ao supermercado e várias indecisões), como sai mais caro estar sempre a comprar produtos baratos que se vão estragar facilmente, como os termus mantêm a água mais fresca do que as garrafas de água, etc. De facto, a maioria das escolhas que fazemos, e pelas quais nos desculpamos porque é o melhor "no imediato", não o são.

Portanto, esta não é uma luta onde, por um lado, temos uma opção eticamente correta mas desconfortável, por outro, uma opção menos responsável mas mais prática. São provavelmente cantigas da publicidade, frutos do "obtenha agora… por apenas". Sugiro que paremos para pensar o que é realmente melhor para Nós.

Luísa Silva