quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

'The True Cost' A Documentary Film

Olá colegas!
Deparei-me na internet com um documentário relacionado com alguns dos temas que foram tratados por nós tanto em aula como nos textos de apoio. The True Cost é um documentário realizado pela Netflix em 2015 e pretende elucidar o espetador sobre o verdadeiro preço daquilo que vestimos diariamente, mostrando quem realmente paga pelos bens que consumimos no mundo ocidental. Deixo então aqui o trailer, para quem estiver interessado, e vou também deixar o link para o site oficial do documentário.


 Espero que tenham todos tido um ótimo Natal e desejo-vos muito boas entradas!

Rita Alves, nº 46737

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Voluntariado na Índia?

"The KENOSIS FOUNDATION (KF) is a non-profit, non-governmental and non-political organization working with passion in India, focusing on awakening and empowering women and children towards their sustainability, dignity and will to change."
 

Issac Rayappan
Founder & Director Kenosis Foundation (KF), 
Bangalore, India 
E-mail: kenosisfoundation@yahoo.com

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Teste e...

Viva, espero-vos bem!

Recordo que o nosso teste é de consulta de material escrito
e vai decorrer 
dia 12 de janeiro de 2017
na sala 2.1. (onde tivemos as aulas este semestre)
entre as 14 e as 16h (com 30 minutos de tolerância)

Quanto à estrutura, o teste terá 3 secções. Duas perguntas teóricas sobre textos por nós estudados nas aulas. A última pergunta será a análise de um anúncio publicitário.
Pretendo ler respostas bem estruturadas a nível textual e argumentativo. Ou seja, leiam com atenção os excertos apresentados, sigam as linhas de orientação propostas, elaborem esquemas para as vossas respostas e revejam os vossos textos antes de darem o teste por terminado. 
Podem ver aqui o exemplo de um teste anterior.

Nesta mesma aula, deverão entregar-me uma lista impressa dos vossos posts e comentários no blogue e a versão final do vosso poster. Dia 9 de janeiro estou no ICA entre as 14 e as 16h para esclarecer eventuais dúvidas sobre o poster e/ou a matéria.
 
Recordo ainda os parâmetros de avaliação por nós acordados:

Presenças — 5%
Participação —15%
Análise de texto — 20%
Projeto de pesquisa — 30%
Teste — 30%

Festas luminosas para tod@s nós* 

O que é a Cultura Visual?







sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

'Que Estranha Forma de Vida'_alternativas

 Olá, colegas!
Por estarmos quase a dar por terminada esta nossa jornada na cadeira de Cultura Visual, achei interessante partilhar convosco um pouco da sinopse de um documentário que vi noticiado num conhecido jornal online.
O pequeno filme chama-se Que Estranha Forma de Vida e foi realizado por Pedro Serra, um jovem realizador português, que nos mostra três comunidades sustentáveis e autossuficientes: Cabrum e Tamera, em Portugal, e a Cooperativa Integral Catalana, em Espanha. O realizador e a a sua equipa de filmagem conviveram de perto com o dia-a-dia dos habitantes, vivendo durante uma semana em cada uma destas comunidades, experimentando refeições feitas com produtos biológicos, escutando música e participando em muitas outras atividades.
“Quem vive numa cidade não tem de falar com as pessoas com quem se cruza na rua. Ali lida-se constantemente com egos e o tempo ganha outro sentido”, disse o cineasta em entrevista ao jornal.
Que Estranha Forma de Vida foi exibido em inúmeros festivais de cinema nacionais e internacionais, por exemplo, no Brasil, nos Estados Unidos, na Croácia e na Roménia, e obteve diversos prémios.
A história narrada neste documentário fez-me recordar de imediato grande parte das temáticas abordadas em aula, nomeadamente, o ponto 4.2 do nosso programa, isto é, sustentabilidade vs. crescimento; o texto Active Hope: How to Face the Mess We're in Without Going Crazy, mais precisamente, "The Third Story: The Great Turning", que a budista e ecologista Joanna Macy e o médico Chris Johnstone nos contam; e, claro, a inspiradora história de vida da nossa convidada Filipa Santos, educadora para a sustentabilidade.
Vejam o trailer e (se tiverem curiosidade) o documentário integral.


Mariana Nunes, nº 14580

Invest Lisboa


Invest Lisboa é o resultado de uma colaboração estratégica entre várias entidades portuguesas, com o propósito de divulgar a incrível cidade que é Lisboa. Fiquei interessado nesta associação depois de ver este video:


Acho que todos vocês deveriam de visitar o web site deles (INVESTLISBOA) para ficarem a conhecer melhor esta iniciativa. Vamos valorizar o que é nosso, descobrir o que ainda não conhecemos e ficar a conhecer a nossa cidade como nunca a tínhamos sequer imaginado.

Fábio Montoito, nº52344

Companhia para as férias...

ATLANTA


Atlanta passa na FX e leva-nos a descobrir, através do humor (por vezes bastante abstrato) de Donald Glover, a “cultura da rua” num subúrbio da cidade norte-americana que dá nome à série. Quando “Paper Boi” se torna o rapper mais famoso do bairro, Earn (o seu primo) vai tentar gerir a sua carreira, de forma a obter um certo estatuto. A série aborda temas que se tornam cada vez mais comuns na sociedade e na cultura contemporâneas. 


Fica aqui um teaser desta série, criada por Donald Glover, mais conhecido como Childish Gambino. 

WESTWORLD

Já alguma vez questionaste a natureza da tua realidade? 


Já foi, anteriormente, mencionado no blogue, mas como nunca é demais relembrar, Westworld é uma séria atual que nos faz refletir sobre o mundo que nos rodeia. Bastante complexa, esta série mergulha-nos num universo onde tudo é possível, pois qualquer pessoa se pode dirigir a um parque de diversões (numa espécie de universo paralelo) e fazer o que bem entender, sem ser perseguido pela lei. Se és fã de puzzles, esta série é para ti.

MR. ROBOT


A nossa sociedade está cada vez mais a ser controlada pelos media e pelas grandes empresas/corporações, que ganham mais amplitude e se tornam uma espécie de culto. 
O sistema está claramente a favorecer os mais fortes, esquecendo os mais pequenos. Mr Robot é uma série de Sam Esmail, que nos mostra os pensamentos de Elliot, um empregado da AllSafe, com grandes aptidões para "hacking" e com um passado turbulento. Descobre qual a ligação desta personagem à empresa mais poderosa de todos os tempos (Evil Corp) nas duas excelente temporadas desta série.


Fábio Montoito, nº52344

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Video "The Road Trip" (H&M)

Boa Noite colegas!
Tendo em conta a apresentação do nosso grupo relativa à publicidade "Modern Essentials selected by David Beckham", da marca H&M, deixamos aqui o vídeo da campanha, uma vez que não tivemos a oportunidade de o mostrar na sua versão completa.




Ana Teresa Pousadas, Nº145793
Catarina Marques, Nº54110
João Nobre, Nº147216
Sandra Moreira, Nº145785

SWEATSHOP - Documentário sobre a indústria da moda (H&M)

Boa noite colegas,
Após a apresentação sobre uma publicidade da H&M falei-vos deste pequeno documentário. 3 bloguers de moda da Noruega foram desafiados a conhecer a realidade por detrás de uma marca multinacional. Frida, Ludvig e Anniken aceitaram o desafio para conhecer o mundo da indústria de roupa. Viveram em casa dos trabalhadores das fábricas de confeções; trabalharam nas mesmas condições impostas a esses trabalhadores e descobriram a triste realidade por detrás do glamour.

Pequenos episódios que valem a pena ver. Fica aqui o primeiro ( no site podem ver os outros).



Sara Meess, nº47160

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Teaser - Dylan Blue by VERSACE



És Homem para Dylan Blue?
És Mulher para oferecer Dylan Blue?
Atreves-te a usar? 

Vem descobrir hoje, dia 14 de Dezembro, pelas 12 horas

Ana Rita Santos, Nº52342
Duarte Gonçalves, Nº52368
Pedro Santos, Nº145823
Vanessa Silva, Nº146231

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Cosméticos biológicos

Boa noite colegas!

Nos últimos anos tenho vindo a ter cada vez mais cuidado com a escolha dos produtos de cosmética que utilizo, visto que muitas das marcas que circulam no mercado hoje em dia, apesar de serem de boa qualidade, descuram em muitos pontos do processo de produção. Infelizmente, ainda são muitas as empresas que utilizam nos seus produtos ingredientes prejudiciais para a saúde humana, poluentes para o ambiente e que ainda são testados em animais.
Cabe-nos a nós, consumidores e habitantes do planeta Terra, reverter esta situação. Como? Utilizando o poder de escolha do qual somos detentores, escolhendo procurar alternativas que sejam amigas do ambiente, dos animais e no fundo… nossas amigas também! Cabe-nos a nós tomar esta decisão de agir em prol de um mundo melhor.
Decidi eu, então, começar já por agir passando aqui pelo blogue e partilhando convosco este projeto bastante inovador. Trata-se de uma loja que abriu no início de dezembro no Porto, a “Terraço da Cotovia”. Por isso se forem do Porto façam uma visita a esta loja.


(Fotografias - Elisa Simões)

Rita Vasconcelos, nº 145794





Teaser - Modern Essentials by DBeckham (H&M)



                                                                                         "Fashion never sleeps, neither do we." - H&M

O que será verdadeiramente essencial para si?
David Beckham ajudá-lo-á a preencher o deserto da sua vida.
A não perder esta revelação, no dia 14 de Dezembro.


Ana Teresa Pousadas, Nº 145793
Catarina Marques, Nº 54110
João Nobre, Nº 147216
Sandra Moreira, Nº 145785

Teaser - Good Girl









Nova Iorque. Usa a nova fragrância Carolina Herrera e terás o mundo aos teus pés.

Good Girl : #GOODTOBEBAD


Beatriz Rocha, nrº 51960
Joana Alves, nrº 145828
Mónica Rosendo, nrº 500419
Sara Meess, nrº 47160

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

VIVE A TUA BELEZA - Projeto




O “Vive a tua beleza” é um projeto de mulheres para mulheres, cujo título diz tudo. O projeto surgiu durante uma inauguração da Rota das Tapas no ano passado. Um grupo de oito bloguers juntou-se para mostrar a todas as mulheres que cada uma é bonita à sua maneira, utilizando também a vertente da blogosfera que é cada vez mais poderosa, num mundo em que os media insistem em mostrar uma imagem padrão de beleza inacessível, sem marcas, sem arranhões, sem imperfeições.
Cada vez é mais importante destruir a imagem chauvinista, machista e inteiramente comercial que a imprensa, a televisão e a sociedade criaram. É de reter que esta pressão a nível da imagem (especialmente da imagem feminina, mas com um peso cada vez mais direcionado também para a imagem masculina) cria diversos problemas na vida das pessoas. A nível psicológico, devido às expectativas irreais e absurdas que são impostas a todos nós desde que somos velhos o suficiente para ter alguma noção da nossa aparência, e a nível físico quando aquelas (e aqueles) que acabam por ser mais afetados por estas expetativas tomam atitudes de risco para tentarem conseguir aquele corpo "perfeito". Desta forma, e para contrariar esta tendência doentia e demente que ainda assola a nossa sociedade oito mulheres, de diversas idades e tipos físicos, contam a sua história particular, partilham as suas ideias sobre este assunto e explicam como lidam no seu dia-a-dia com os atentados ao seu aspeto, de forma a chegar a públicos diferentes. Dão a cara por este movimento Adriane Garcia (O Meu Vício), Helena Magalhães (The Styland), Magda Soares (Macarons & Purpurinas), Marta Martins (Pegada Feminina), Sara Cabido (Little Tiny Pieces), Ana Gomes (A Melhor Amiga da Barbie), Marta Pinto de Miranda (M por Amor) e Sara Meess (Diary of Fashion). O objectivo do projeto foi, e é, mudar as mentalidades acerca da perfeição e ajudar a que todos se aceitem como são, procurando a melhor versão de si próprias. 
Este movimento dirige-se a todas as mulheres e visa aligeirar os padrões de beleza rígidos que nos são impostos. Usamos para isso oito histórias com muito impacto, de modo a chegarmos ao maior número possível de pessoas, dentro do público feminino. 
As companhias O Boticário e Salsa juntaram-se ao movimento. A mentora do movimento afirma a este respeito: “Queríamos ter marcas que compreendessem as mulheres e que praticassem, nas suas filosofias de venda, valores positivos em prol da autoestima”. 


Sara Meess, nrº 47160

domingo, 11 de dezembro de 2016

Donald Hoffman: "Do we see reality as it is?"

Olá colegas!

Na sequência do nosso estudo do conceito de visão, deparei com um TED Talk que me pareceu interessante partilhar.

Donald Hoffman, cientista cognitivo, tenta responder a uma questão complexa: será que experienciamos o mundo como ele realmente é… ou como precisamos que seja?
Numa conversa de aproximadamente 20 minutos, Hoffman reflete sobre o modo como as nossas mentes constroem a realidade e mostra como a perceção visual é responsável pela construção da nossa realidade diária. A realidade é, pois, um conjunto de fenómenos que o nosso cérebro constrói para orientar o nosso comportamento. Criamos tudo o que vemos e não há nenhum aspeto da realidade que não dependa da nossa consciência.

Citando o cientista: “Well, neuroscientists tell us that they are creating, in real time, all the shapes, objects, colors, and motions that we see. It feels like we're just taking a snapshot of this room the way it is, but in fact, we're constructing everything that we see. We don't construct the whole world at once. We construct what we need in the moment”.


Marta Simplício  Nº145651


A industria têxtil nos países em desenvolvimento

   Boa noite, colegas!

   Decidi partilhar dois vídeos a respeito das condições de trabalho precárias que muitas multinacionais, especialmente da industria têxtil, oferecem aos seus trabalhadores.
   O primeiro vídeo é-nos apresentado por uma marca de roupa bastante conhecida mundialmente, a H&M. Devo confessar que me deu uma vontade enorme de rir ao assistir a este vídeo. Não me interpretem mal, mas a maneira como são retratadas as condições de trabalho é completamente ridícula e foge à realidade. No vídeo a companhia tenta-nos persuadir de que, na verdade, é responsável pelo desenvolvimento económico da região e promove não só boas condições de trabalho, como também igualdade de géneros. Trata-se de ''Business as Usual'', como é descrito em Active Hope (2012), de Joanna Macy e Chris Johnstone. O objectivo destas empresas é distanciar-nos dos graves problemas que existem no nosso mundo e fazer-nos consumir cada vez mais, para garantir o crescimento contínuo da economia:

           ''This is the story told by most mainstream policy makers and corporate leaders. Their view is that economies can, and must, continue to grow'' (p. 15).




    Neste primeiro vídeo é-nos contada uma história com um final feliz, a versão em que nos querem fazer acreditar. Porém, nós sabemos que nada disto é verdade e que, na realidade, as condições que estas empresas oferecem aos seus colaboradores são desumanas. Os salários são baixíssimos e muitas vezes insuficientes para estas pessoas sustentarem as suas famílias; o número de horas de trabalho é muito superior ao recomendável; as condições laborais põem muitas vezes em risco a saúde e mesmo a vida dos trabalhadores. Estas e outras situações são retratadas no segundo vídeo, que deixo abaixo. A meu ver, é um documentário bastante importante e um enorme ''abre olhos''. Se não tiverem tempo de ver o documentário todo, vejam a partir do minuto 13 que retrata em específico a situação da H&M e prova exactamente o contrário do que foi dito no vídeo anterior.



    Depois de assistirmos a este documentário acho que vamos todos pensar duas vezes antes de comprar uma peça de roupa deste tipo de marcas.


Luís Campos,
Nº 50491

sábado, 10 de dezembro de 2016

Muito Além do Peso


Resultado de imagem para muito além do peso

Olá colegas,

Hoje, quero partilhar um documentário sobre um problema que afecta cada vez mais a nossa sociedade — a obesidade infantil. O filme retrata o que se passa no Brasil, desde as grandes cidades como São Paulo, até ao lugares mais inacessíveis como a Floresta Amazónica. Embora se tratem de realidades distintas acabam por ter problemas idênticos. Uma das questões aqui abordadas é a publicidade especialmente direccionada para as crianças e os seus efeitos, assim como a incapacidade de os pais conseguirem controlar os caprichos dos filhos. Também se sublinha  a falta de conhecimento (e de educação) sobre a alimentação, tanto dos adultos como das crianças hoje em dia. Este é um problema que afeta crianças em todo o mundo, o Brasil serve apenas de exemplo para demonstrar esta realidade inquietante em que vivemos.

Marco Correia   Nº145788

Vhils

Na aula antes das apresentações orais, falámos sobre o livro How to Change de World, de John-Paul Flintoff. Referiu-se o facto de, por vezes, quando se aborda o tema "querer mudar o mundo", haver falta de motivação. Como contraponto, foi dado um exemplo bastante simples do poder da arte para influenciar o nosso estado de espírito — (convi)ver (com) um prédio degradado ou todo bonito pode determinar o modo como encaramos o nosso dia. Quando esse assunto foi falado não pude deixar de pensar no artista português Vhils, conhecido por criar as suas obras em espaços urbanos (paredes, muros, etc). Vhils consegue dar beleza aos sítios mais degradados, é extraordinário. Deixo aqui algumas fotos para o caso de alguém estar interessado em descobrir mais!





Catarina Conde nº146442



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

E se retirarmos o texto à publicidade?

Olá colegas!

Na sequência do que temos vindo a falar ao longo do semestre, deixo-vos um artigo super interessante com vários anúncios publicitários a que retiraram o texto verbal, ficando apenas a imagem. Esta é susceptível de várias interpretações, sendo que estão retratados "100 anos de estereótipos gerais da sociedade perpetuados através da publicidade".
Resto de bom feriado!

Patrícia Faria | 147315

Teaser - Eisenberg

                                     O SEGREDO DE UMA PELE SEM HISTÓRIA


                                               Lembra-se? Sim, estou a falar consigo. 
                              Lembra-se da sua pele quando era "perfeita e bem hidratada"? 
                              E se lhe dissesse que temos o segredo para os seus problemas?


                                        


                                                  Parece bom demais para ser verdade?
                                            Venha na sexta e o segredo ficará só entre nós.


Cláudia Lourenço
Erica Fialho
Flávia Machado
Marta Simplício
Marco Correia

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Taschen - Mid-Century Ads

Aqueles que se interessam pela História da Arte já conhecem, provavelmente, a editora Taschen. Nestas últimas aulas, em que nos temos focado com mais atenção em exemplos particulares de publicidade recente, lembrei-me da colecção que a editora dedica à cultura popular, onde existe um conjunto de livros reunidos sob o título Mid-Century Ads que agrega publicidade norte-americana dos anos 1950 e 1960. 

A organização dos volumes é da responsabilidade de Jim Heimman, antropólogo cultural e historiador, e de Steven Heller, professor na School of Visual Arts, NYC. Pode ser interessante comparar as imagens que ali são apresentadas com aquelas que são produzidas na actualidade, numa tentativa de compreender como a publicidade se cita a si própria enquanto forma de validação (dando origem, por isso, a um raciocínio circular e falacioso). Abaixo deixo algumas reproduções de páginas dos livros, que têm o rigor e o primor característicos da Taschen. Reparem, por exemplo, como a composição da imagem do anúncio da Benefit que hoje vimos evoca o da Maidenform, embora publicitando produtos distintos.




Tiago Silva

A NECESSIDADE


Diálogo entre “A NECESSIDADE” e “UM ARTISTA”

Acto I, Cena I

(UM ARTISTA está de pé, sozinho no palco de um teatro, com apenas um projector central ligado e a olhar vagamente para o vazio da plateia. Entra A NECESSIDADE e põe-se ao lado dele.)

A NECESSIDADE
O que vês?
UM ARTISTA
Não vejo, penso.
A NECESSIDADE
É esse o teu problema.
UM ARTISTA
Pensar?
A NECESSIDADE
Não. Não ver. Não ver é o teu problema.
UM ARTISTA
Se eu passasse a ver, deixava de ter problemas?
A NECESSIDADE
Não. (breve silêncio) Mas pelo menos estarias mais capacitado para lidar com o vazio.
UM ARTISTA
Qual vazio?
A NECESSIDADE
Vês, como não vês?
(breve silêncio)
Repara, tudo que existe, existe por minha causa. A evolução da espécie, o sexo, a sede, a fome, o nascer, o morrer, o conviver, o estar sozinho... O pensar... E não me faças continuar porque não me apetece, estou cansada e tenho fome. Estou sempre com fome.
UM ARTISTA
O que é que eu estou a fazer de errado?
A NECESSIDADE
Não estás, o problema é esse.
Estás tão fixado na tua própria existência que não me conseguiste ver.
Eu não estou satisfeita... Fui obrigada a vir até aqui chamar-te a atenção.
UM ARTISTA
Então e o que é que eu não estou a fazer?
A NECESSIDADE
A VER!
UM ARTISTA
Mas o quê!?
A NECESSIDADE
O VAZIO! (agarra-o pela cabeça e dão os dois um passo à frente)
O vazio só está vazio porque tu não foste capaz de me ver do outro lado! Eu estive sempre lá, a acenar, a gritar o teu nome!
E sabes qual é o teu maior inimigo? O tempo! Eu adapto-me bem a ele, já tu... (larga-o)
Depois admiras-te quando dizem que o teu trabalho é obsoleto...
UM ARTISTA
E o que é que eu faço?
A NECESSIDADE
Tens de transformar coisas que ainda não são coisas em coisas e fazer com que essas coisas sejam atractivas ao olhar e ao gosto de quem vive neste tempo.
É simples!
UM ARTISTA
Não faço as vontades a ninguém.
A NECESSIDADE
Então junta-te. (começa a sair pela direita de cena)
UM ARTISTA
Junto-me a quem?
A NECESSIDADE
Ao CAMO.
UM ARTISTA
Quem?
A NECESSIDADE
CAMO – Clube dos Artistas Mortos e Obsoletos!
Tchau, vou procurar comida.

FIM?

Filipi Di Ramo

          A propósito da cadeira de Cultura Visual com a Prof. Diana V. Almeida, sempre quis fazer um post neste blog. A falta de tempo seguida de uma leve procrastinação nunca me permitiu fazer mais do que acompanhar o que aqui era postado.
          Eu estou no segundo ano do curso de Ciências da Cultura e, até agora, se alguém me pedisse para resumir o que eu já consegui aprender com o curso numa única frase eu diria: “O que realmente importa não é o que se diz, mas a forma como se diz.”. Essa ideia que me assombrou durante todo o primeiro ano ganhou uma forma mais concreta através desta cadeira. Gosto. Gosto da ideia de que nós podemos influenciar, não as pessoas, mas a forma como elas veem o mundo e abordam certas questões...Talvez porque goste da publicidade, de prender a atenção das pessoas e, acima de tudo, satisfazer o público em geral. De todas as culturas, a Pop Culture é a que eu mais admiro pela capacidade de atrair e influenciar um grande número de pessoas.
          “Homo sum humani nihil a me alienum puto.” é uma frase dita pelo poeta e dramaturgo Terêncio que significa “Eu sou um ser humano e tudo aquilo que é humano a mim não me é estranho.” e que dela se compreende que, se alguém foi, em algum momento, capaz de fazer uma grande acção benéfica para a humanidade, nós também somos capazes de o fazer. De igual forma, se alguém foi, em algum momento, capaz de fazer algo terrível, nós também temos tudo o que é necessário para a mesma prática – o poder de escolha entre o bem e o mal é que nos difere. Esta ideia de que nós podemos influenciar positivamente o mundo que nos rodeia e a forma como olhamos para as coisas não é exclusiva e está também presente na publicidade e em todas as ramificações daquilo a que se pode chamar “Cultura Visual”.
          Também acho importante que as coisas sejam partilhadas - partilhadas com o maior número de pessoas possível. A arte, com toda a sua característica baseada na liberdade criativa, poderia encontrar o seu ideal (ativar o pensamento crítico e estético) se conseguisse atingir também o grande público – mas isso, infelizmente, nem sempre acontece devido a interesses de classe e a pseudo-intelectualismos. Qualquer artista, ou pessoa criativa que queira simplesmente criar e expor a sua obra, poderia almejar o grande público para ter, de forma objectiva, maior influência.
          Através da época, das características culturais, da tecnologia existente e de uma boa gestão de recursos, um criador é convidado a adaptar-se à necessidade dos seus contemporâneos. Essa escolha e liberdade de adaptação permite ao criador sair da sua esfera egocêntrica e fazer do seu trabalho/obra algo muito mais dinâmico culturalmente.
          É esta a minha proposta: uma reflexão sobre a possibilidade de intersecção entre a vontade do artista e a necessidade do seu público alvo.

NOTAS: 
1) Filipi Di Ramo é o pseudónimo registado de J. Felipe Ramos.
2) O blog alterou a formatação do diálogo - daí as diferenças no tamanho das letras.

Cultura Visual – Diana V. Almeida
J. Felipe Ramos
145813

FLUL

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vídeo - Am I Pretty Enough?

Boa noite mundo,

Hoje deparei-me com um vídeo nas redes sociais e achei por bem partilhar aqui. De uma maneira simples o vídeo retrata uma realidade de muitas pessoas - porque apesar de estar retratado no feminino é obviamente um problema que abrange ambos os sexos - as inseguranças e a maneira como olhamos para nós próprios. A verdade é que o olhar que temos sobre nós nem sempre é, ou nunca é, o que os outros têm sobre nós e por muito que nos achemos insuficientes/inúteis/incapazes a nossa presença marca as pessoas à nossa volta e faz de nós únicos e imprescindíveis.
Tu és suficiente, para ti, para os outros e para o mundo!
Be(YOU)tiful

Ana Rita Alves
53424

Teaser - I Need Time




" What happens in the dream is supposed to happen to us." 

John Berger, Ways of Seeing, Episode 4, 1972- BBC


E se te dissessem que podias voltar a ser criança? Seria tudo um sonho? 

Acompanha-nos nesta viagem no tempo na próxima sexta-feira, dia 9 de dezembro!

Mariana Barata - Mariana Nunes - Ricardo Nunes - Rita Vasconcelos

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Teaser - DKNY



ARE YOU WILLING TO...


Segundo a Bíblia, no início dos tempos, Eva tenta Adão ao fruto proibido. A história de pecado e tentação mantém-se através dos séculos. Descobre o desenrolar desta história dia 7 de Dezembro. 




... BE TEMPTED (?)


Ana Salgado - Ana Rita Alves - Fábio Montoito - Luís Castro - Patrícia Faria

Teaser - She is Real, Honest!



Quais as características necessárias para se ser uma mulher ideal?
O que poderá transformar uma entidade feminina num sex symbol?
De que forma a ambiguidade entre o verdadeiro e o falso é explorada para brincar com a cabeça do observador?

Na nossa apresentação falaremos sobre estas e muitas outras questões relacionadas com a nossa publicidade.
Curiosos? Apareçam dia 7 de Dezembro.
                                                                                           


                                                                                                             Luís Filipe Silva Pereira
                                                                                                             Miguel Curto
                                                                                                             Olga Garasymiv
                                                                                                             Maria Beatriz Rosa

Teaser Estée Lauder

Existirá uma "chave" para a juventude eterna?
Será ela de cariz instantâneo?
Poderá ela ser contida num creme anti-idade (de poder celular)?


Venham descobrir connosco no dia 9 de Dezembro!

Daniela Cabral
Laura Dias
Mafalda Coimbra
Rita Alves

Teaser | Diva


"Sinta-se uma Diva em Nova Iorque". 




Qual a fórmula para ser uma Diva?

 "Os jeans adelgaçantes perfeitos"


Andreia Capelo 146445
Catarina Ferreira 146443
Joana Miranda 146447
Margarida Louro 146425

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Vivemos dentro dos nossos telemóveis?

A revista Super Interessante nº 220 (Agosto 2016) tem um artigo da área da psicologia em que aborda a dependência, cada vez mais perigosa, que temos vindo a desenvolver dos nossos telemóveis. 
O artigo começa por questionar "Consegue ir almoçar sem ele?". É percetível a cada vez mais rápida inovação que os telemóveis têm tido nos últimos anos. Aparelhos com duas câmaras traseiras, mais qualidade, bateria mais autónoma, mais pixels, mais memória, etc. 
Estas engenhosas "maquinetas" há muito que se tornam partes físicas de nós, como se fossem um braço extra ou uma mão. Nunca estão a mais de um metro de distância, pois pode ser necessário mandar uma mensagem a alguém que não se encontra a mais de cinco metros de nós. Daí que o artigo lance a seguinte questão: "O crescimento das redes sociais e a constante ligação à internet mudaram as relações (...). Comunicamos através das máquinas ou cada vez mais com as próprias máquinas?".
A respeito de relações pessoais, vemos que há telemóveis com o luxo de ter um assistente pessoal como a Siri ou o Google Now. Como pode ser possível ''alguém'' (com muitas aspas) dentro um aparelho estático, organizar o nosso calendário, ligar para algum contacto ou fazer pesquisas avançadas? A verdade é que estes assistentes virtuais não só nos poupam trabalho, mas também custam pequenas fortunas. 
A internet tem-se tornada mais interativa: canais de YouTube, blogues de beleza e de discussão política, jornais e revistas em formato digital (com as suas enormes vantagens), fóruns e um crescente número de plataformas sociais. Com toda esta aliciante inovação, vocês são capazes de desligar das redes sociais, de interagir por palavras com a pessoa que está a cinco metros de distância, de deixar de lado a gerigonça nos almoços de família? É sem dúvida um tema que tem (muito) pano para mangas.

Link do artigo


                                                                          
                                                                                    Ana Filipa Pereira nº 145780