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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Planet of the Humans


E se as "soluções verdes" forem, afinal, mais um discurso que esconde a raiz do problema? Será que podemos continuar a consumir recursos energéticos para sustentar os atuais padrões de vida do ocidente? Este documentário ajuda-nos a pensar sobre estes assuntos e desvenda os interesses económicos por detrás da chamada "energia limpa".

Brigada do Mar

Esta ONG foi fundada por dois queridos amigos, que há mais de 12 anos dinamizam ações de limpeza da costa e de zonas fluviais. Eu mesma já participei em vários desses encontros, porque (parafraseando Gandhi) acredito sermos a mudança que queremos ver no mundo. Deixo-vos o site do projeto, onde se podem informar sobre futuras ações e inscreverem-se como voluntários, e ainda um documentário sobre a Brigada do Mar realizado no ano passado. 
Entretanto, todos podemos contribuir para um futuro mais sustentável, através de pequenas ações como as nossas escolhas de consumo (deixar de comprar produtos embalados em plástico e preferir o granel, por exemplo) e de gestos generosos como apanhar lixo quando vamos dar um passeio à natureza. Espero que se sintam inspirados e ponham mãos à obra!

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Microplásticos


Boa tarde colegas!
    Venho partilhar convosco a minha experiência numa das praias com mais microplásticos em Portugal.
    Visto que ao longo das nossas aulas temos falado sobre a importância de termos consciência da nossa pegada ecológica no planeta, decidi trazer-vos o meu testemunho. A praia de que falo situa-se nos Açores, na ilha do Faial, e chama-se Praia do Porto Pim. Enquanto alguém que nasceu e cresceu nesta ilha, posso admitir que sempre tive orgulho em dizer que passava todos os verões na areia escura desta baía. Apesar da sua linda paisagem, é impossível ignorar a quantidade de microplásticos existente. De facto, e de acordo com um estudo realizado pela Sic Notícias no ano passado, vim a descobrir a chocante realidade: ali, existem cerca de 10 mil fragmentos de plástico por cada metro quadrado!
De facto, ao contrário do que eu achava anteriormente, os pedaços coloridos espalhados pela areia não são resultado do desgaste de rochas ou de outros organismos marinhos, mas sim fragmentos de embalagens e de outros produtos à base de plástico que são trazidos pelas correntes. Claro que, apesar da praia ser limpa anualmente, torna-se impossível recolher todos estes fragmentos e deixar o areal impoluto.
Por fim, deixo-vos com esta fotografia tirada por mim onde podem ver todo o plástico brilhar na areia. Espero possamos todos levar ainda mais a sério o impacto que as nossas ações possam ter no mundo ao nosso redor.

Sofia Luís

sexta-feira, 6 de março de 2020

Eurythenes plasticus

Recentemente foi encontrada uma nova espécie animal. Não se trata, porém, de uma espécie qualquer, pois esta tem uma particularidade que outros animais não têm. De facto, Eurythenes plasticus é a primeira espécie conhecida que tem dentro de si uma partícula de plástico.


O consumo de plástico é de tal maneira excessivo que até contamina as profundezas do mar. Espécies que até hoje desconhecemos devem estar contaminadas também. É triste pensar em casos como este, mas ainda é mais triste pensar que o mundo não melhora pois o número de pessoas que evitam plástico (ou pelo menos tentam) é inferior a quem o continua a utilizar. Felizmente a esperança é a última a morrer e com as várias campanhas de consciencialização ao longo dos anos, acredito que, num processo longo e demorado, estamos a progredir para um mundo com menos plástico e com mais alternativas para o mesmo.

Para mais informação sobre esta notícia, podem consultar este link.

"Existem espécies que vivem nos lugares mais profundos e remotos da Terra que já ingeriram plástico antes mesmo de serem conhecidas pela humanidade. Os plásticos estão no ar que respiramos, na água que bebemos e agora também nos animais que vivem longe da civilização humana" — Heike Vesper, diretor do programa marinho da WWF Alemanha.

 A partícula de plástico encontrada
Patrícia Carmo 153919

quinta-feira, 9 de maio de 2019

"I want you to panic for our planet!"

Muito boa tarde colegas,
Temos cerca de 12 anos até que o aquecimento global seja irreversível; ou seja, dispomos apenas de uma dúzia de anos para salvar o planeta e as espécies que o habitam.
Embora ainda existam imensas pessoas que ignoram o estado alarmante do nosso planeta, este ano tenho me deparado com muito mais iniciativas ambientais. Sinto que as pessoas ao meu redor e no mundo inteiro estão a ficar cada vez mais sensibilizadas relativamente a esta questão, assumindo comportamentos mais equilibrados.
Por exemplo, vejo cada vez mais pessoas a comprarem em lojas de segunda mão; a evitarem comer carne; a não utilizarem sacos de plástico; a preferirem palhinhas de metal ou de papel. E até me parece que estão a abrir mais mercados biológicos!
Mesmo nas redes sociais, como o Instagram, encontro vendas de produtos ecologicamente conscientes, como escovas de dentes de bambu, que são muito mais sustentáveis do que as de plástico (que podem demorar até 400 para se decomporem!), ou copos menstruais, que são reutilizáveis e podem poupar cerca de 10 anos de lixo. Encontro também informação relativamente a marcas de maquilhagem que ainda testam em animais, e que devemos evitar a todo o custo, como por exemplo:
  • Nars
  • L’Oreal
  • Estee Lauder
  • MAC
  • Benefit
  • Maybelline
  • Rimmel
  • Revelon
  • Covergirl
  • Clinique
  • Alamay
  • Chanel
  • Bourjeois
  • Armani
  • Tom Ford
  • Yves Saint Laurent
  • Sephora
  • Shiseido
  • Burberry
  • Dior
  • La Mer
  • Gurlain
  • Avon
  • Mary Kay
Gostaria de terminar este post partilhando algumas das notícias a nível ambiental que mais me deixaram feliz este ano, como: o supermercado na Tailândia que agora utiliza folhas de bananeira invés de plástico; o facto de Portugal começar a proibir palhinhas, cotonetes de plástico e qualquer saco que se fragmente em microplásticos até ao próximo ano de 2020; o jovem indiano que limpou dez lagos para manter uma fonte de água sustentável para a sua aldeia e, por último, um vídeo comovente de Greta Thunberg, uma ativista ambiental sueca de 16 anos que ganhou atenção mundial devido aos seus protestos e discursos de consciencialização ambiental.



 Muito obrigada pela vossa atenção, espero que este post vos faça pensar na vossa pegada ecológica e que vos motive a viver de forma mais ética e consciente!

Desejo-vos um bom resto de dia e até amanhã,

Cristina Isabel Dabó nº153574

#MeuPlanetaMeusDireitos

Imagem alusiva à primeira sessão desta campanha, decorrida em Bogotá 

  À medida que o tempo avança, assiste-se a uma cada vez maior destruição do meio ambiente. Podemos verificá-lo em inúmeras situações, entre as quais as mudanças de clima, ou os espaços verdes destruídos. Tudo isto compromete a vida das gerações atuais e futuras, pelo que se torna cada vez mais necessário informar as pessoas acerca dos perigos que daqui advêm, com consequências que poderão mesmo ser irreversíveis. Nos últimos tempos temos assistido a várias formas de mobilização para promover um meio ambiente mais saudável, nomeadamente as greves climáticas estudantis (Fridays for Future). No entanto, a luta por um meio ambiente saudável não se fica por aqui. 

    Neste sentido, a ONU, juntamente com algumas instituições parceiras, como a UNESCO e a UNICEF, lançou no passado dia 2 de maio a Iniciativa Global para Promover o Direito das Crianças a um Meio Ambiente Saudável — #MeuPlanetaMeusDireitos. Este projeto propõe várias reuniões, entre 2019 em 2021, em várias regiões do globo. O primeiro encontro decorreu em Bogotá (Colômbia) e ainda se voltará a repetir no Sudeste da Ásia e no Pacífico. Em 2020, o evento terá lugar na Europa, na América do Norte, na Ásia Ocidental e em África. Nestes encontros, as crianças e os jovens interessadas participam num inquérito online, onde expressarão as suas preocupações sobre o meio ambiente. A ideia será eles mesmos proporem soluções concretas para promover os seus direitos ambientais; estas propostas serão posteriormente partilhadas com os decision-makers a nível regional, nacional e internacional. Com base na informação reunida, desenvolver-se-á uma Declaração Global para o Direito das Crianças a um Meio Ambiente Saudável, a ser entregue aos líderes mundiais.


    Esta estratégia visa alertar para o impacto que os desequilíbrios da natureza têm na saúde e no desenvolvimento dos mais novos, que, juntamente com a população idosa, são os mais vulneráveis aos problemas ambientais. Tanto no interior como no exterior do local onde habitam, as crianças estão continuamente expostas a fatores que podem desencadear doenças, incluindo algumas que se mantém para o resto da vida. Por exemplo, dentro de casa poderão eventualmente estar expostas a água impura ou a alimentos contaminados, enquanto que no exterior se deparam com poluição atmosférica e depósitos de lixo a céu aberto. Aliás, é assustador pensar que, por ano, mais de 1,5 milhão de crianças abaixo dos cinco anos morrem devido a impactos ambientais evitáveis, conforme é apontado num artigo referente a esta campanha, disponível no site da ONU.

    Na minha opinião, este tipo de iniciativas são valiosas, sobretudo numa altura como o momento presente, em que é curto o tempo limite para alterarmos as políticas ambientais. Devemos travar a poluição do ar, a emissão de CO2 e a destruição dos ecossistemas, pois as consequências são nocivas não só para o próprio ambiente, como também para todos nós. Somos a geração do futuro e penso ser importante termos uma palavra a dizer através de iniciativas como esta, de forma a salvar o meio ambiente, que é um espaço coletivo.


Obrigada pelo vosso tempo: espero levar-vos a refletir e a ganhar interesse por esta iniciativa!


Carina Ferreira - 151930

sábado, 4 de maio de 2019

We Love The Earth!

Boa noite colegas!

Hoje venho partilhar uma música associada a uma campanha de consciencialização que possivelmente alguns de vocês já conhecem.
A música é do rapper Lil Dicky e chama-se "Earth", abordando o tema do aquecimento global, que, como sabemos, apesar de sério, continua a ser controverso.


Este vídeo foi feito em parceria com a fundação Leonardo DiCaprio, cujos objetivos são encorajar melhores práticas ambientais em todo o mundo.
A música inclui as vozes de mais de 30 celebridades como Ariana Grande, Justin Bieber, Miley Cyrus, Ed Sheeran, SIA, Snoop Dogg. O envolvimento destes grandes nomes da cultura pop apoia fortemente a divulgação de um projeto musical deste tipo, sendo que o vídeo já arrecadou mais de 81 milhões de visualizações. Dito isto, sublinho ainda que todos os lucros da música vão diretamente para a fundação acima referida.
O autor da música fez outros 4 vídeos para expor mais claramente o problema que enfrentamos e as medidas que podemos tomar para o ultrapassar. 
Nestes vídeos são explicados temas também apresentados em Active Hope: How to Face the Mess We're in Without Going Crazy, de Joanna Macy e Chris Johnstone, analisado em aula, tais como: o aquecimento global e as suas consequências; o degelo e a consequente subida do nível dos oceanos e a extinção de espécies. No entanto, é também referido que nós temos a capacidade para reverter os danos causados. Na verdade, estudos científicos referem que temos 12 anos para inverter esta situação, mas para isso devemos mudar 3 coisas:

1. A forma como produzimos a nossa energia:
  • Ao invés de utilizar combustíveis fósseis, que libertam carbono para o ar, devemos utilizar cada vez mais energias renováveis;
  • Devemos votar em representantes que se preocupem com o ambiente e se demonstrem dispostos a fazer mudanças;

2. A forma como conservamos e protegemos a natureza:
  • É importante parar a desflorestação, uma vez que as florestas absorvem 1/4 do carbono produzido na Terra;
  • A proteção de espécies é crucial porque estas fazem parte do mesmo sistema em que nós vivemos, ou seja, quando esta organização é afetada, toda a comunidade sofre;

3. A forma como produzimos a nossa comida:
  • A agricultura com químicos e maquinaria pesada contribui fortemente para a poluição;
  • O consumo de carne vermelha é um dos fatores que tem maior impacto no ambiente, elo que devemos reduzir drasticamente a sua ingestão.

Espero que consigamos ajudar o planeta e reverter os danos causados, visto que nós somos a geração que tem o dever e o poder de o fazer!

Obrigada pela atenção e bom fim-de-semana!

Luana Bento
153657

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Portugal, sem plástico?


Boa noite colegas!

O tema que venho aqui partilhar com vocês já deve ser do conhecimento da maioria, no entanto, achei pertinente refletir um pouco sobre ele.
Ao que tudo indica, a União Europeia chegou a acordo para a implementação da lei que irá proibir o uso de alguns plásticos de utilização única como cotonetes, palhinhas, talheres, pratos ou copos. Este acordo necessita, ainda, de ser ratificado, mas espera-se que esteja tudo preparado até ao fim deste ano para que, desta forma, o plano possa entrar em prática ainda em 2021.
Este ato legislativo fará com que os sacos de plástico usados na maioria dos hiper e supermercados acabem por desaparecer. Para quem não sabe, os sacos de plástico oxo-degradáveis não se degradam facilmente, pelo contrário, fragmentam-se em pedaços muito pequenos, contribuindo para a poluição dos oceanos, e não só…
Portugal decidiu antecipar-se a esta medida, tentando implementá-la ainda em 2020. Não se esta sabe se irá, verdadeiramente, entrar em vigor a 100%, e, apesar desta diretiva, eu continuo indignada e preocupada com o aumento da produção e utilização de plástico.
São cada vez mais as famílias e até as pessoas que quando vão às compras optam por sacos de ráfia e sacos de pano (conhecidos como “amigos do ambiente”), ou que fazem reciclagem em casa, incutindo essas regras aos filhos. Se esta lei for, realmente, posta em prática irá haver grandes mudanças (positivas espero). 
Sendo assim, neste momento, a maioria deve estar a questionar-se porque continuo eu preocupada com esta situação. Passo a explicar. Apesar de este aumento de consciencialização, há pequenas e (in)significantes coisas de que a maioria das pessoas nem se apercebe. Ora, pego em alguns exemplos bastante comuns e descritivos, não é a primeira vez que, quando estou num hipermercado, me deparo com pessoas que para levarem um cacho que bananas usam um saco de plástico. Também é recorrente, por exemplo, a maioria das pessoas vir de um talho, chegar a casa e deitar no lixo o saco de plástico onde veio a carne por este ter algumas gotas de sangue. Estes comportamentos levantam algumas questões, entre elas, será que as pessoas quando querem comer uma banana também comem a casca e será que os sacos de plástico não se podem lavar?
Honestamente, tenho por hábito reutilizar todos os sacos de plástico que trago para casa. Será que é preciso a publicação de uma lei que proíba, finalmente, a utilização de sacos de plástico para que as pessoas se apercebam de como o plástico é no quotidiano algo praticamente dispensável? A questão nem tem que ver diretamente com a utilização do plástico, mas, sim com a noção de que não precisamos de pegar num saco de plástico para tudo ou, até mesmo, deitá-lo fora pelo mínimo motivo.
Como a maioria de vocês, espero mesmo que esta ideia vá em frente, no entanto, há que ter a noção de que será algo muito difícil, tendo em conta que, atualmente, muitas das coisas que utilizamos são feitas de plástico.

Marine Soares, 149416

terça-feira, 23 de abril de 2019

Zero Waste

    Olá colegas, hoje trago-vos um post sobre o plástico e como é possível viver sem criar qualquer tipo de lixo.  
   Está declarada a guerra contra o plástico. Ninguém está a salvo deste problema que se acumula há mais de 60 anos. Mas viver sem ele será uma utopia ou uma realidade urgente? 
    Estamos a plastificar a nossa terra, os nossos oceanos e, consequentemente, os seres que nela habitam. Vivemos numa sociedade descartável, em que não valorizamos o que temos. Esperamos que o nosso lixo seja sempre reciclado, mas, infelizmente, três quartos do lixo nem sequer chegam a um aterro sanitário. Em vez disso, percorrem vários caminhos até chegarem ao oceano. 

  Neste sentido, a pergunta que devemos colocar a nós próprios é se será possível, de facto, vivermos num mundo sem plástico? A resposta é um grande sim.
         
 Criadora do blogue Trash is for Tossers, a ativista Lauren Singer ensina como podemos reduzir o que compramos, não usar plástico no dia-a-dia e, fazermos composto.

  
 Singer popularizou o movimento Zero Waste e através do seu blogue e de workshops e palestras, encoraja milhões a aderirem ao movimento que protagoniza.




  Para estimular a vossa curiosidade, deixo aqui algumas das propostas de Lauren Singer para reduzirmos o consumo de plástico:
  • Livra-te de sacos de plástico e troca-os por sacos recicláveis;
  •  Esquece as palhinhas, dado serem um dos piores inimigos do oceano;
  • Evita comprar produtos embalados em plástico...

 Espero que este post vos tenha suscitado curiosidade relativamente a  este modo de vida sustentável e desejo, igualmente, que tenham aprendido algo de novo. Finalizo, encorajando-vos a visitarem o Blogue de Lauren Singer e, fundamentalmente, a seguirem as suas dicas!
        Maria Lua Legateaux 151229

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Agenda Núcleo do Ambiente

Boa tarde colegas, espero que se encontrem bem, física e mentalmente.

Aproveitando a ótica ambiental e ativista desta cadeira, sirvo-me desta plataforma para vos informar sobre alguns eventos que o Núcleo do Ambiente da FLUL vai realizar nesta e na próxima semana.

-Amanhã, dia 4 de abril
Visionamento do filme La Belle Verte, no Anfiteatro II às 18h
Este belo filme explora o conceito de antropoceno, a relação da espécie humana com a natureza.

Enredo: "No Planeta Verde a utopia realizou-se e as pessoas desenvolvem a mente e corpo em harmonia com o meio natural onde vivem. Este filme relata a história dos nativos desse planeta e da sua vinda à Terra, o que implica um enorme choque de valores."

-Sexta-feira, 5 de abril:
Workshop de desodorizantes à base de produtos naturais
Para quem quiser ser amigo do ambiente e da carteira. O workshop é grátis e não precisam de trazer nada.

-Sexta-feira, 12 de abril
Palestra "O Espírito e a Natureza", com o professor Paulo Borges (Departamento de Filosofia, especialista em pensamento oriental), no Anfiteatro II, às 18h.

Face à crise ambiental, percebemos que também estamos em face de uma grande crise espiritual. Por trás das recentes modas de yoga, meditação e auto-desenvolvimento, podemos reparar numa tentativa coletiva de nos reconectarmos com a parte que se esconde dentro de nós, o dito espiritual.
O que une, pois, a crise ambiental e a crise espiritual que se manifestam nos nossos dias?
Poderá o entendimento sobre o nosso íntimo espiritual levar a uma relação com a natureza mais sustentável? Poderá a perda da dimensão espiritual da nossa sociedade ser uma das grandes causas da decadência do nosso comportamento ecológico?

Aconselho a todos a presença nestes eventos, em especial na palestra do professor Paulo Borges, para alargarem a vossa visão, não só em torno do que temos vindo a estudar nesta cadeira, mas também em relação ao vosso mundo e vida pessoal.

Eu, o Núcleo e a Mãe Terra contamos com vocês.
Saudações académicas,
Liliana Santos

terça-feira, 2 de abril de 2019

Nova onda de ténis “eco-friendly”

Bom dia, caros colegas!

Há uns dias surgiu a notícia de que a Adidas vai criar cerca de 11 milhões de pares de ténis com o plástico acumulado nos oceanos. Como a poluição é um tema muito abordado nas nossas aulas de Cultura Visual, achei por bem partilhar convosco esta informação (aqui de uma segunda fonte).

Na minha opinião, esta iniciativa é fascinante porque, em primeiro lugar, não é expectável criar ténis com plástico reciclado dos oceanos. Em segundo lugar, é importante ser uma marca tão influente como a Adidas, já que poderá influenciar outras marcas a seguirem o mesmo caminho. Mais fascinante ainda foi descobrir que, em 2018, já tinham produzido 5 milhões de pares com plástico reciclado e este ano propõem-se fazer mais do dobro.

Gil Steyaert, responsável pelas operações globais da marca, declara estarem interessados em melhorar a sua "performance ambiental" durante os processos de fabrico, uma ideia que desenvolve nos seguintes termos: “This includes the use of sustainable materials, the reduction of CO2 emissions and waste prevention. In 2018 alone, we saved more than 40 tons of plastic waste in our offices, retail stores, warehouses and distribution centers worldwide and replaced it with more sustainable solutions”. De facto, a Adidas está empenhada em usar somente poliéster reciclado em todos os produtos até pelo menos 2024, no sentido de tentar encontrar soluções para este tipo de poluição.



Por curiosidade, são necessárias em média 11 garrafas de plástico para fazer um par de ténis Adidas.

Obrigada por lerem e boa semana!

Ana Delgado nº 153187

segunda-feira, 18 de março de 2019

#TrashTag Challenge

Boa tarde colegas,

Nas nossas aulas o poder da internet enquanto instrumento político é um tema recorrente e tenho visto ultimamente vários exemplos que o comprovame. Mais do que um local para partilharmos fotos, para comunicarmos com aqueles que conhecemos ou encontrar novos amigosr, a internet é também uma plataforma que pode servir para maravilhas como esta que convosco partilho: muitos são os Challenges que conhecemos, uns melhores do que outros, e este é de certeza um dos melhores que já se viu.

Por iniciativa de um rapaz, de nome Roman, muitos foram os locais do nosso planeta que, desde 5 de março, estão mais verdes, mais limpos e mais saudáveis. O #TrashTag Challenge, como refere o jornal Público, é um desafio em que: “Primeiro, encontras um sítio que precise de ser limpo e tiras uma fotografia. Depois, pegas em alguns sacos e “perdes” alguns minutos a limpá-lo. No fim, tiras uma foto do mesmo sítio após a tua intervenção e partilhas nas redes sociais o antes e o depois. São estes os passos que precisas de dar para participares no novo desafio da Internet”.


"Aqui está um novo desafio para todos os adolescentes aborrecidos”, escreveu Byron Román no Facebook, chamando a atenção mundial para a necessidade de termos um planeta mais limpo. Com mais de 331 mil partilhas e quase um milhão de reações, a publicação de Román deu uma nova vida ao desafio lançado em 2015 pela UCO Gear, uma empresa de produtos de campismo. “Este é um movimento para inspirar as pessoas a serem melhores para o ambiente”, disse Craig Frazee, da UCO, à CNN”.

Deixo-vos em anexo algumas das fotos tiradas por pessoas que se sentiram desafiadas e não resistiram em deixar uma parte do planeta mais limpa!




A mudança é possível, este é só mais um exemplo de que uma ação que parece pequena, mas pode e mudar o mundo!

Até quarta,
Micaela Henriques Nº153621

quinta-feira, 14 de março de 2019

Viva o Ativismo!

Boa tarde, colegas,

Hoje trago-vos um vídeo acerca de um tema bastante recorrente nas nossas aulas: as alterações climáticas e o estado cada vez mais decadente em que se encontra o nosso planeta. Neste vídeo ouvimos Greta Thunberg, uma jovem sueca que, em agosto de 2018, começou uma greve com repercussão por todo o mundo, poucos meses depois. 
Esta jovem recusou ir à escola sexta-feira, para ficar sentada à frente do Parlamento sueco, como forma de protestar contra a falta de ação do governo perante as alterações climáticas no nosso planeta. Conseguiu, depois, juntar amigos à causa, e, em pouco tempo, este movimento ganhou uma dimensão incrível. Greta é apenas uma criança, com mais consciência e maturidade do que muitos adultos, porém, e afirma que nunca somos pequenos demais, para fazer a diferença.
Neste discurso que aqui podem ouvir, esta jovem ativista fala-nos do sacrifício que o planeta Terra tem de fazer, todos os dias, para que diversos países, incluindo a Suécia, possam viver luxuosamente. Aponta ainda para a hipocrisia do governo, que defende que as crianças são o mais importante, mas que destrói sistematicamente o seu futuro.
Logo em dezembro de 2018, este movimento chegou a mais de 270 cidades do mundo. Em fevereiro de 2019 vários cientistas juntaram-se à causa. Agora em março os protestos voltam em força e, na sequência do que diz o post anterior, amanhã, vão ocorrer manifestações globais, incluindo no nosso país. A "Grande Mudança", de que falam Joanna Macy e Chris Johnstone em “Three Stories of our time”, parece estar finalmente a acontecer.
O futuro começa agora, enquanto ainda há hipótese de agir e de mudar de rumo. As desculpas têm de acabar, porque o tempo não para. Greta é a prova viva de que, apenas com pequenos gestos, podemos e devemos tornar o mundo num sítio melhor. 

Tenham uma boa noite!

Andreia Cruz, nº150355

Greve Climática Estudantil

Boa tarde caros colegas e professora,


No contexto das temáticas ativististas já abordadas na aula, serve esta mensagem para avisar que amanhã decorrerá a Greve Climática Estudantil com marcha a partir do Largo Camões às 10:30h.
Como sabemos, a preocupação com as alterações climáticas do nosso planeta é crescente entre todos. Por isso, é hora de agir. Hora de deixar de ser ativistas de sofá e sair à rua.
Recomendo a todos e todas a participar (nem que seja passar) nesta marcha que procura chamar a atenção da população para as mudanças necessárias para a inversão do destino para o qual caminhamos.
A quem decidir participar, pede-se também que faça os professores das aulas a que vai faltar saber da razão da ausência. Pois isto não é uma desculpa para "baldar" às aulas, mas sim um chamamento de atenção que visa englobar todos.
Para quem quiser também, hoje das 18h às 20h (talvez até mais tarde) o Núcleo do Ambiente da Faculdade de Letras estará na associação de estudantes a preparar cartazes e etc para a manifestação. Sintam-se à vontade para aparecer e fazer um cartaz ou simplesmente informar-se sobre estas questões.


Obrigada pela atenção,
Saudações a tod@s


Liliana S.




https://m.facebook.com/#!/events/253285392231164
 

segunda-feira, 11 de março de 2019

Projeto 'SAUDADE'

Olá colegas!

No dia 2 de março participei num projeto, que acho importanto partilhar com vocês.

Como sabem, o tema da poluição é frequentemente aborbado nas aulas de Cultura Visual. De facto, o ser humano tem vindo a causar um imenso impacto negativo no meio ambiente. No entanto, embora seja sensível a este tema, nunca pensei que mudar os meus comportamentos fosse mudar alguma coisa. Porém, com o passar do tempo, e à medida que fui conhecendo pessoas novas, percebi que as nossas ações importam. Mesmo que pareçam pequenas, a nível global, é através de pequenas iniciativas que começa a mudança.
No dia 14 de janeiro, um amigo meu fez o seguinte post no facebook:
SAUDADE’
Na semana passada, auto-desafiei-me a uma semana sem SOCIAL MEDIA.
Dia 4 - Marina de oeiras
“Durante a minha deambulação de hoje, ali, no meu mundo, enquanto ia refletindo, cantando, sorrindo, pensando e sentido aquele momento de repente, parei.
Parei, no momento em que percebi. Era isto.
Estava rodeado de todo o tipo de Lixo, Cordas, Garrafas, uma quantidade assustadora de Plástico, Latas, Redes… vi aquilo que nunca pensei que fosse possível, tanto desrespeito e tanta falta de Civismo ou Conhecimento. Observei tudo aquilo de forma assustadora e preocupante. Senti que tinha de agir. Não podia ficar de braços cruzados perante aquilo. Precisava de ajuda, não tinha mãos para levar tudo dali sozinho.
Peguei no que consegui e fui.” Era a Hora.
O meu objetivo é limpar a zona, com a ajuda de quem quiser participar nesta iniciativa. Mutuamente conseguir que sejamos um grupo porreiro e com bons princípios envolvidos no projeto. Ainda não tenho uma data definida para o arranque mas o importante agora é formar um grupo motivado e receptivo ao objetivo.
Pessoal interessado em participar na limpeza deste espaço, falem comigo. Estarei ao vosso inteiro dispor.
A oportunidade está nas vossas mãos.
É necessário questionarmos-nos, interessarmos-nos e compreendermos o que nos rodeia. O conhecimento é poder! Tenham-no como uma arma, a vossa maior arma. Carpe Diem! Tomás.





Depois desta publicação todos os interessados contactaram o Tomás, incluindo eu! Atendendo aos cuidados necessários para tudo correr bem, contactámos a Câmara Municipal de Oeiras, para recolher os sacos do lixo que conseguíssemos juntar! A Câmara foi bastante prestável e ainda nos forneceu os sacos e as luvas: pusemos mãos à obra, no dia 2 de março, de 2019. Deixo aqui algumas fotografias do evento.





Ao todo recolhemos aproximadamente 300 Kg de lixo. Encontrámos de tudo um pouco nestas rochas: desde objetos que as pessoas atiraram para a praia, até coisas que deviam estar no mar e vieram dar à costa, incluindo alguidares, ou baldes de tinta, para mencionar alguns exemplos. Devo dizer que esta experiência me chocou bastante, e foi também uma grande aprendizagem.
Apenas num dia, foi impossível apanharmos o lixo na costa toda da Marina e é por essa razão que estou a divulgar este projeto aqui! 'Saudade' irá repetir-se várias vezes ao longo deste ano; por isso, se estiverem interessados em participar podem deixar o vosso email nos comentários.
Posso dizer que somos só um pequeno grupo de jovens que decidiu ocupar um sábado de sol de uma maneira um pouco diferente. A mudança não passa só pelas grandes corporações, começa por cada um de nós, ativistas.

#SetTheOceanFree

                                                                                                                         Joana Mateus nº154277

segunda-feira, 4 de março de 2019

Afinal, não são ilhas...

Boa tarde caros colegas,

Venho tratar de um tema que foi abordado na última aula, de dia 1 de março, pela convidada Ana Rita Seirôco. As ilhas de plásticos afinal não são ilhas, pois, segundo o jornal The Guardian: "A mancha de detritos tem duas vezes o tamanho da França e é dezasseis vezes maior do que se pensava". É, pois, errado usar as expressões "ilha", "mancha" ou mesmo "concentração" de plástico. Se há coisa que aquele plástico não está é concentrado: é impossível ser visto do ar, por exemplo, e mesmo um barco pode atravessar toda a região sem ver sinais dos detritos.

E aquelas fotos que muitas vezes surgem associadas ao tema, nas notícias, de manchas imensas de lixo a flutuar? São imagens de lixo junto à costa de grandes cidades do sudoeste asiático como Manila, nas Filipinas.

Outro pormenor é que, apesar de este problema estar a ser usado como a face da guerra contra o plástico doméstico, quase metade dos detritos são redes de pesca. Aqui ficam alguns dados, de um estudo publicado na revista Scientific Reports, do grupo da Nature, que ajudam a perceber melhor em que consiste este universo de plástico:
§   Calcula-se que 46% do total de lixo sejam redes de pesca abandonadas ou perdidas;
§   20% do lixo são detritos arrastados pelo tsunami do Japão, em 2011;
§   94% dos biliões de pedaços de plástico têm menos de 0,5 centímetros;
§   O peso total deste plástico aproxima-se das 79 mil toneladas;
§   Um grupo de estudos patrocinado pelo governo britânico recolheu várias amostras de objetos, alguns ainda com etiquetas: um terço dizia "Made in China" e outro terço tinha sido fabricado no Japão; no total, havia plásticos oriundos de 12 países;
§   Calcula-se que, por ano, em todo o mundo, cem mil animais (sobretudo mamíferos, como tartarugas, focas e baleias) morrem estranguladas em redes de pesca abandonadas.

Resultado de imagem para ilhas de plástico bbc
Aglomerados de lixo no mar do Caribe

~ Obrigada por lerem e votos de um bom Carnaval! ~
😄
Maria Oliveira, 153688