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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Planet of the Humans


E se as "soluções verdes" forem, afinal, mais um discurso que esconde a raiz do problema? Será que podemos continuar a consumir recursos energéticos para sustentar os atuais padrões de vida do ocidente? Este documentário ajuda-nos a pensar sobre estes assuntos e desvenda os interesses económicos por detrás da chamada "energia limpa".

domingo, 1 de março de 2020

A indústria do tabaco em Portugal_1970

Ainda a propósito da Cultura do Consumo (aula 19 de fevereiro) e dos perigos que esta acarreta, não só em termos ambientais como também pela exposição a produtos tóxicos a que estamos sujeitos, partilho dois documentários acerca da indústria do tabaco em Portugal nos anos de 1970.

Imagem do documentário Tabaco - uma cadeia de exploração.
A exposição a que estão sujeitos os trabalhadores de fábricas de produtos tóxicos é enorme, muitas vezes sem segurança e com fracas condições de trabalho (incluindo a poluição sonora), pelo que os trabalhadores têm a própria saúde condicionada, além de que muitas vezes esses perigos são aliados a um fraco rendimento salarial.

Imagem do documentário Tabaco - uma cadeia de exploração.
O primeiro documentário Tabaco– uma cadeia de exploração, da autoria do jornalista Luís Filipe Costa, aborda a publicidade ao tabaco, o seu consumo, a indústria do tabaco, os seus malefícios e a situação laboral dos cerca de 1400 operários de uma fábrica de tabaco nos arredores de Lisboa, ainda no rescaldo da revolução de abril. O documentário de 1975 destaca ainda a dificuldade em eliminar o consumo de tabaco na sociedade e os lucros da sua comercialização/mercado.

Imagem do documentário Tabaco - uma cadeia de exploração.
O segundo documentário, Tabaqueiros e Tabaqueiras é da autoria de Diana Andringa e Alfredo Caldeira. Aborda o problema da pobreza nos Açores, onde a plantação de tabaco, com recurso a mão de obra barata, é um dos poucos recursos para a sobrevivência da população.

Afonso S. Zeferino 155685 

terça-feira, 7 de maio de 2019

Destruidor Implacável

Boa tarde colegas, hoje venho partilhar convosco um pequeno vídeo. Penso que este vídeo descreve uma parte do que estudámos ao longo deste semestre, apresentando o ser humano como destruidor implacável do planeta, em benefício de um estilo de vida consumista, bem como a destruição que daí advém.

Ao longo da nossa história, temos vindo a destruir o planeta, pouco a pouco. Cada vez mais presenciamos catástrofes naturais como tempestades, mudanças climáticas, secas, cheias ou tornados, consequências diretas do comportamento humano. 
Com a evolução da espécie fomos ficando mais inteligentes, aprendendo a tirar partido daquilo que nos rodeia. A grande questão que aqui se coloca é se realmente é necessária tanta destruição só para termos uma melhor qualidade de vida. Provavelmente existem coisas que não precisavam de ser produzidas em massa devido à sua durabilidade; no entanto, são produzidas em enormes quantidades porque só assim se conseguirá obter lucro. 
A destruição de enormes extensões de espaço natural e de inúmeros habitats de espécies que acabam por se extinguir são as principais consequências do sistema capitalista em que estamos inseridos. Ao comprarmos coisas a mais ou coisas de que não precisamos estamos a contribuir para este sistema, mesmo que não nos apercebamos.
Todavia, não se trata apenas de consequências para o planeta. Cada vez mais, devido a produtos transgénicos  e a alimentos com hormonas de crescimento rápido (usadas nas carnes, principalmente) o número de doenças aumenta. Não só estamos a prejudicar o planeta como nos estamos a prejudicar a nós próprios. 
Segundo alguns estudos científicos, ainda estamos a tempo de mudar e não é tarde para reverter uma parte dos danos causados: temos cerca de 12 anos para o fazer. É verdade que teríamos de fazer enormes mudanças na forma como vivemos, mas isso não significa de todo que perderíamos o que temos hoje em dia. 
Devido às energias renováveis, cada vez mais temos opções menos poluentes. Todavia estas ainda são bastante caras para o cidadão comum, pois não estão implementadas como a norma a seguir. Um exemplo disto são os carros. Um carro elétrico (norma não implementada mas menos poluente) é mais caro do que um carro que trabalha com energias fósseis (norma implementada mas extremamente poluente). Devido ao pouco tempo disponível, penso que cada vez mais os governos e as empresas deveriam começar a adotar leis ecológicas e estratégias de produção não poluentes. 
Termino este post deixando-vos uma pergunta sobre a qual espero que reflitam: Será que vale a pena acabarmos os nossos dias como o boneco do vídeo, sozinhos e rodeados de lixo proveniente da nossa excessiva produção, ou será melhor tornarmo-nos amigos do ambiente?

Obrigada por lerem e até amanhã
Inês Fonseca
153674😊

terça-feira, 30 de abril de 2019

Dia do Trabalhor

Olá colegas!


Como todos sabem, amanhã, dia 1 de Maio, comemora-se o dia do Trabalhador.

Contextualizando-vos, esta homenagem remete para uma greve no dia 1 de maio de 1886,  em várias cidades dos E.U.A. com cerca de 300 mil participantes (sendo que há estimativas superiores), com a finalidade de conquistar melhores condições de trabalho, especialmente a redução das horas diárias de trabalho. 
Como sabemos, a redução da jornada de trabalho acabou por ser aprovada pelos governos; no entanto, atualmente os trabalhadores continuam a lutar por melhores condições de trabalho.

Abordemos o caso de Portugal, um país onde os ordenados são miseráveis, onde se trabalha muito e se ganha pouco, onde muitas vezes as horas extraordinárias nem sequer são pagas, onde pessoas idosas tem reformas baixíssimas que mal dão para sobreviver com dignidade ou nem direito a reforma têm e, sobretudo, um país onde se está a tornar cada vez mais difícil arranjar emprego.

Em Portugal, tal como em muitos outros países no mundo, a precariedade no emprego é a norma, colocando em causa os direitos dos trabalhadores, desincentivando a formação e alimentando a política de baixos salários. A precariedade dá aos trabalhadores falsos contratos de prestação de serviços, isto é, recebidos verdes, sendo uma forma de trabalho temporário e incerto. Além disso, é um modo de explorar os trabalhadores, especialmente os mais jovens, sistematicamente contratados para estágios não remunerados.

Posto isto, devemos repensar os direitos e condições dos trabalhadores, visto que são cada vez menos respeitados. Não podemos continuar a permitir e a aceitar esta constante exploração, devendo continuar a lutar pelos nossos direitos.

Grata pelo tempo despendido!

Bom feriado e até sexta-feira.

Cláudia Rodrigues, 151250

sábado, 20 de abril de 2019

Gig Economy

Deixo-vos com uma citação de um artigo sobre este novo trend da economia contemporânea, e o convite de lerem mais aqui.
"Depois de um período muito difícil para o mercado de trabalho, os norte-americanos encontraram uma nova forma de trabalhar: procuram cada vez mais empregos de curta ou muito curta duração que lhes permitam conciliar a vida privada e profissional, através de uma gestão pessoal do tempo do salário. A este fenómeno chama-se Gig Economy, um movimento que foi buscar o termo “gig” que se atribuía aos músicos de Jazz que nos anos 1920 saltavam de bar em bar nas ruas de Chicago à procura de trabalho. Atualmente, um gig é fazer um trabalho especializado e bem pago. Os profissionais liberais são os que mais facilmente se adaptam a este fenómeno, mas em teoria, desde que haja abertura por parte das empresas, qualquer função se pode adaptar."
Recomendo o vídeo  How Gig Economy is changing careers.

Obrigado por lerem e votos de uma boa ceia de Páscoa 😀

Maria Oliveira / 153688

sexta-feira, 1 de março de 2019

Quem governa o mundo?

Impõe-se a questão... Afinal, quem comanda tudo isto? Pensamos que seriam os governos das várias nações, mas parece que tal não acontece. As corporações passaram a liderar e a a exercer poder, a ponto de influenciarem os governos de vários países.

Estas grandes corporações dividem-se num enorme número de representantes e de sucursais, com um monopólio bastante vasto, dotado de muitos bens e de fundos monetários. Por exemplo, empresas como a Nike encontram-se espalhadas pelo mundo, tendo assim várias fábricas, sobretudo, no continente asiático, em países como a China. Aí as condições de trabalho maximizam o lucro, sendo que mulheres e crianças trabalham muitas vezes com jornadas de mais de 8h para ganharem menos do que 1$ por dia. Estes locais são conhecidos como sweatshops (literalmente, “fábrica de suor”), destacando-se pelos piores motivos, pois os trabalhadores estão expostos a vários perigos e não lhes é dada nenhuma dignidade enquanto seres humanos. Assim, mais peças de roupa são enviadas para o ocidente para serem vendidas num centro comercial, sendo que vão passar de moda pouco tempo, levando as pessoas a continuar o ciclo do consumo.
Trabalhadoras vietnamitas numa fábrica da Nike (2005)
Esta deslocação de fábricas para outros continentes deve-se ao facto de aí a mão de obra ser mais barata (não sendo necessários seguros de trabalho ou a garantia de salários fixos), tal como os terrenos onde as fábricas são construídas. Para mais, as "zonas de comércio livre" oferecem também vários benefícios fiscais às empresas, que ficam isentas de impostos durante um certo tempo, findo o qual, normalmente, as companhias optam por mudar de sítio.
Para mais, estas empresas julgam-se acima da lei e muitas vezes fogem ilegalmente ao fisco, para gerarem ainda mais lucro. A sua influência política tende a aumentar a desregulação legislativa, prejudicando os trabalhadores e contribuindo para acentuar a diferença entre os mais ricos e os mais pobres (tal como tem vindo a suceder em Portugal desde o período da Troika).

Na aula de dia 27, foi mencionado o movimento Occupy Wall Street, sobre o qual decidi pesquisar mais. Basicamente, trata-se de uma ação de protesto começada a 17 de setembro de 2011 em protesto contra a desigualdade económica e social e a corrupção existentes nos Estados Unidos. Inicialmente, o movimento tomou conta de Wall Street, uma das sedes do sistema financeiro mundial, e depois espalhou-se um pouco por todo o mundo, denunciando a impunidade das grandes corporações que agravam a crise global e criam mais precariedade e instabilidade.
   Como também já foi referido em aula, este movimento baseia-se na ideia dos 99% contra o 1% da população que detém a maior parte da riqueza, mostrando como o atual sistema é injusto. Quando me vi confrontado com este movimento e com outros modos de insurreição, tentei procurar elos entre o que eu já conhecia e esta nova informação e creio que os gráficos que apresento em seguida resumem bem estas questões.

O Coeficiente de Gini, uma medida de desigualdade, de acordo com dados do Banco Mundial (2014)
Certamente que muitos de vocês já ouviram falar ou até já viram a série televisiva Mr. Robot, que lida com uma série de temas contemporâneos. Na 1ª temporada, a personagem principal, Elliot (interpretado por Rami Malek), é recrutado por um grupo ativista de hackers que se intitula como fsociety (um nome bastante sugestivo, a meu ver). O seu objetivo é planear um ataque contra a ECorp, uma multinacional com bastante influência sobretudo nos E.U.A. Este plano de realizar um dos maiores ataques cibernéticos de toda a história, visa redistribuir a riqueza existente no mundo.


Com este ataque, intitulado 5/9 (numa suposta relação com o 9/11, um acontecimento que mudou os E.U.A. e o mundo), os mercados são desestabilizados e a economia americana colapsa. Daqui advêm uma série de consequências, tais como: a redução do dinheiro em circulação; a negação do uso de cartões de crédito; a bancarrota da ECorp, que vai depois recorrer a um empréstimo à China; múltiplos protestos um pouco por todo o mundo.

Daqui também se pode destacar outro tema, a segurança. Toda a série mostra como é fácil aceder a uma série de informações sobre alguém, passando a conhecer múltiplos detalhes da sua vida. Por vezes, muito deste conteúdo é partilhado pelas próprias pessoas, obrigando o espetador a pensar naquilo que mostra ao mundo. Uma outra questão é a desconfiança relativamente ao governo, que, apesar de procurar soluções, acabará por abafar certas questões e evitar lidar com elas. O último tema que gostava de mencionar diz respeito às doenças mentais. Eliott sofre de paranoia esquizofrénica, um estado agravado quando toma substâncias psicoativas, que mudam bastante o seu comportamento. Para mais, sofre também de ansiedade social, sentindo-se constantemente observado pelas pessoas à sua volta. Contudo, a série mostra o que ele pensa sobre tudo isto (e até existem cenas em que ele fala com a sua psiquiatra, o que aprofunda a nossa reflexão) e demonstra que as doenças mentais (uma realidade muitas vezes são ignorada) são algo preocupante, digna da nossa compaixão.

Para rematar, cada vez mais nos apercebemos como o mundo trabalha através de complexos sistemas que vêm prejudicar pessoas mais do que ajudar. Porém, todos nós temos algo a dizer e podemos contribuir para uma mudança, por muito pequena que seja. Deixo-vos o trailer da temporada de Mr. Robot para provocar o vosso interesse no tema da injustiça social.


   Espero que apreciem a minha partilha. Boas férias de Carnaval!

Dinis Oliveira nº 153155

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Moda: Forma de expressão ou de destruição?

Boa tarde colegas,
Um dos temos abordados na aula de hoje foi como a moda se tornou uma das indústrias que mais espelha o consumismo absurdo da nossa sociedade. A maioria de nós vê as roupas como uma forma de expressão, de caracterização e de externalização do "eu". Eu sou apologista desta ideia e penso que a moda é um dos fatores de individualização mais importantes.
Porém, as roupas têm-se tornado cada vez mais descartáveis ("fast fashion"). As "modas" mudam todos os anos, várias vezes por ano e a indústria impõe ao consumidor passivo uma ideia de que, se não usar um certo estilo de roupa, não será “trendy”.  
Em termos ecológicos, a indústria da moda está entre aquelas que mais contribui para a emissão dos gases de efeito estufa, a poluição dos rios, dos solos e do ar. E em termos sociais, nas maioria das “sweatshops” os salários são abaixo do mínimo considerado digno para a sobrevivência.

 
De facto, são dados assustadores e nós, como consumidores, precisamos de tomar a iniciativa de mudar esta realidade!
Deixo aqui algumas sugestões:
·         Reduzir a quantidade de roupa que compramos;
·         Comprar roupa em segunda mão;
·         Comprar em lojas que utilizam materiais sustentáveis e locais...
Deixo os link de um artigo com mais informação sobre a indústria da moda e da Humana, uma associação humanitária e a principal loja lisboeta de roupa em segunda-mão.

Obrigada pelo vosso tempo e até sexta!
Beatriz Bibas Silva

domingo, 26 de novembro de 2017

"The Tragedy of the Commons"

Boa noite, colegas!
Decidi partilhar este pequeno vídeo do Ted Ed convosco.
Creio que se relaciona com os assuntos abordados na aula - o contexto ambiental e a responsabilidade do ser humano, enquanto indivíduo e enquanto elemento de uma comunidade. O vídeo fala também de como é essencial pensar em comunidade para sobrevivermos, explicando que o que é o nosso Bem é o Bem de todos e vice versa. Ao sermos egoístas, penalizaremos todos os outros e, a longo prazo, prejudicamo-nos a nós mesmos. Assim, a "tragédia dos comuns" é a falta de pensamento para além de si, e dos seus, a falta de uma visão mais global das coisas!




Ana Alexandra Jacques
nº 50167

sábado, 21 de outubro de 2017

"The True Cost" (2015)

Bom dia colegas,
recentemente assisti ao documentário The True Cost (2015), realizado por Andrew Morgan, que mostra o mundo do fabrico de roupas. Roupas estas que, muitas vezes, compramos por mero impulso e a preços muito baixos em grandes superfícies - mas quem será que está na verdade a pagar por elas? Quando compramos quantidades absurdas por preços ainda mais absurdos, quem sente realmente o impacto desse consumo? São estas as questões às quais o realizador pretende responder para nos deixar a pensar, mostrando a realidade da industria em vários lugares do mundo.

Aconselho-vos, pois, a visualização deste documentário, porque penso ser importante a reflexão acerca do tópico por ele abordado, assim como a sensibilização para o consumo despropositado e em massa no qual (quase) todos nós participamos, sendo que, tanto direitos humanos como o planeta Terra são diariamente desrespeitados.


Podem assistir aqui ao trailer e, caso tenham interesse, está disponível na íntegra na plataforma Netflix.

Deixo-vos também a conhecer a Fashion Revolution, que consiste num movimento que luta pelo confronto dos consumidores para com as marcas, assim como uma indústria da moda sem crime.


Mariana Margarido 

sábado, 7 de janeiro de 2017

'Inside Job'_Crise financeira 2008

Olá colegas,

Em primeiro lugar, quero desejar um excelente ano a todos. Hoje, quero partilhar com vocês o documentário Inside Job, que é na minha opinião, o melhor alguma vez realizado dentro do seu género, não só pela qualidade e quantidade de informação importante que revela, mas também pela maneira como está estruturado. As inúmeras entrevistas com grandes nomes do mundo da alta finança que contribuíram de forma directa ou indirecta para a grande crise global de 2008 dão a conhecer alguns dos rostos por detrás do sistema. Recomendo vivamente a sua visualização, não só para quem gosta do tema, porque é muito informativo e revela muitos pormenores sobre como o sistema financeiro mundial realmente funciona. Dado que o saber não ocupa lugar, é sempre bom aumentar o conhecimento sobre o assunto e, saber mais sobre a crise financeira global de 2008 e as suas reais repercussões. Porque, na verdade, este problema poderia ter sido evitado, assim como muitos outros criados pelo homem...

Deixo aqui o trailer para aguçar a vossa curiosidade. Podem ver o documentário na íntegra aqui.


                                                              Marco Correia    N: 145788  

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

'The True Cost' A Documentary Film

Olá colegas!
Deparei-me na internet com um documentário relacionado com alguns dos temas que foram tratados por nós tanto em aula como nos textos de apoio. The True Cost é um documentário realizado pela Netflix em 2015 e pretende elucidar o espetador sobre o verdadeiro preço daquilo que vestimos diariamente, mostrando quem realmente paga pelos bens que consumimos no mundo ocidental. Deixo então aqui o trailer, para quem estiver interessado, e vou também deixar o link para o site oficial do documentário.


 Espero que tenham todos tido um ótimo Natal e desejo-vos muito boas entradas!

Rita Alves, nº 46737

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SWEATSHOP - Documentário sobre a indústria da moda (H&M)

Boa noite colegas,
Após a apresentação sobre uma publicidade da H&M falei-vos deste pequeno documentário. 3 bloguers de moda da Noruega foram desafiados a conhecer a realidade por detrás de uma marca multinacional. Frida, Ludvig e Anniken aceitaram o desafio para conhecer o mundo da indústria de roupa. Viveram em casa dos trabalhadores das fábricas de confeções; trabalharam nas mesmas condições impostas a esses trabalhadores e descobriram a triste realidade por detrás do glamour.

Pequenos episódios que valem a pena ver. Fica aqui o primeiro ( no site podem ver os outros).



Sara Meess, nº47160

domingo, 11 de dezembro de 2016

A industria têxtil nos países em desenvolvimento

   Boa noite, colegas!

   Decidi partilhar dois vídeos a respeito das condições de trabalho precárias que muitas multinacionais, especialmente da industria têxtil, oferecem aos seus trabalhadores.
   O primeiro vídeo é-nos apresentado por uma marca de roupa bastante conhecida mundialmente, a H&M. Devo confessar que me deu uma vontade enorme de rir ao assistir a este vídeo. Não me interpretem mal, mas a maneira como são retratadas as condições de trabalho é completamente ridícula e foge à realidade. No vídeo a companhia tenta-nos persuadir de que, na verdade, é responsável pelo desenvolvimento económico da região e promove não só boas condições de trabalho, como também igualdade de géneros. Trata-se de ''Business as Usual'', como é descrito em Active Hope (2012), de Joanna Macy e Chris Johnstone. O objectivo destas empresas é distanciar-nos dos graves problemas que existem no nosso mundo e fazer-nos consumir cada vez mais, para garantir o crescimento contínuo da economia:

           ''This is the story told by most mainstream policy makers and corporate leaders. Their view is that economies can, and must, continue to grow'' (p. 15).




    Neste primeiro vídeo é-nos contada uma história com um final feliz, a versão em que nos querem fazer acreditar. Porém, nós sabemos que nada disto é verdade e que, na realidade, as condições que estas empresas oferecem aos seus colaboradores são desumanas. Os salários são baixíssimos e muitas vezes insuficientes para estas pessoas sustentarem as suas famílias; o número de horas de trabalho é muito superior ao recomendável; as condições laborais põem muitas vezes em risco a saúde e mesmo a vida dos trabalhadores. Estas e outras situações são retratadas no segundo vídeo, que deixo abaixo. A meu ver, é um documentário bastante importante e um enorme ''abre olhos''. Se não tiverem tempo de ver o documentário todo, vejam a partir do minuto 13 que retrata em específico a situação da H&M e prova exactamente o contrário do que foi dito no vídeo anterior.



    Depois de assistirmos a este documentário acho que vamos todos pensar duas vezes antes de comprar uma peça de roupa deste tipo de marcas.


Luís Campos,
Nº 50491

sábado, 10 de dezembro de 2016

Muito Além do Peso


Resultado de imagem para muito além do peso

Olá colegas,

Hoje, quero partilhar um documentário sobre um problema que afecta cada vez mais a nossa sociedade — a obesidade infantil. O filme retrata o que se passa no Brasil, desde as grandes cidades como São Paulo, até ao lugares mais inacessíveis como a Floresta Amazónica. Embora se tratem de realidades distintas acabam por ter problemas idênticos. Uma das questões aqui abordadas é a publicidade especialmente direccionada para as crianças e os seus efeitos, assim como a incapacidade de os pais conseguirem controlar os caprichos dos filhos. Também se sublinha  a falta de conhecimento (e de educação) sobre a alimentação, tanto dos adultos como das crianças hoje em dia. Este é um problema que afeta crianças em todo o mundo, o Brasil serve apenas de exemplo para demonstrar esta realidade inquietante em que vivemos.

Marco Correia   Nº145788

domingo, 27 de novembro de 2016

10 empresas que controlam as maiores marcas mundiais

Boa tarde.
Na última aula a professora mencionou o facto de haver poucas empresas que detêm várias marcas de produtos que vemos e consumimos no nosso dia-a-dia. Curiosamente, apareceu-me um post no Facebook sobre este assunto. A Oxfam criou esta imagem em que se vê estas 10 mega-empresas e as marcas que lhes estão associadas.


Podem ver a imagem em tamnho maior AQUI.

Deixo aqui um link onde podem obter mais informação sobre as receitas destas empresas no ano passado (2015).

Fábio Meseiro
Nº145790

sábado, 26 de novembro de 2016

Monopólios e preços

Boa noite colegas.

Há uns dias deparei-me com um vídeo que achei muito interessante, especialmente pelo tema que trata, sendo que se insere na matéria sobre a qual temos vindo a falar. Por essa razão decido postá-lo aqui para o verem.
Trata-se da crescente monopolização da indústria óptica nos Estados Unidos da América feita pela empresa LUXOTTICA, que controla os preços dos óculos de sol e dos óculos graduados. A este respeito, são significativas as palavras de Andrea Guerra (o CEO da empresa): "Everything is worth what people are ready to pay".


A todos um resto de bom fim-de-semana e até quarta-feira!

Ana Laura Dias, nº50542

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

FREECONOMY

"Imagine a world where we give because there is no other reason." 





Quero convidar-vos a conhecer o Mark Boyle, um activista irlandês, com formação na área da economia, responsável pela fundação da plataforma online Freeconomy Community. Devo dizer-vos que, para minha desagradável surpresa, não encontro hoje, ao fazer a pesquisa no Google, referências actuais a esta iniciativa - não sei o que se terá passado! Mas quero que fiquem com uma ideia do que se trata. 
O Mark Boyle estava empregado em Bristol, no Reino Unido, quando constatou o seguinte que o dinheiro nos separa, ou, nas suas palavras — "money creates a kind of disconnection between us and our actions". Decidiu então constituir a Freeconomy Community. Em que é que consiste esta comunidade? Trata-se de instituir uma dimensão de confiança e de partilha nas transacções que todos realizamos no nosso dia-a-dia. Na sociedade sem dinheiro idealizada pela Freeconomy existe confiança genuína entre dois agentes: quem procura um determinado serviço e quem presta um determinado serviço. Como tal, é uma economia movida pela prestação de tarefas num regime de troca — tu que és mecânico arranjas o meu carro e eu, que sou electricista, reparo o sistema eléctrico de tua casa, por exemplo.

Assim tem vivido Heidemarie Schwermer nos últimos 16 anos. Deixo-vos também o link de uma plataforma de economia sem dinheiro e ainda uma conferência TED do Mark Boyle, no Porto. Um dos seus livros já foi traduzido entre nós.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Marketing Multinível e Esquemas em Pirâmide

Olá colegas.
Trago aqui um vídeo do John Oliver sobre "Multilevel Marketing". O tema central são os esquemas em pirâmide e a maneira como algumas empresas promovem o recrutamento de distribuidores. Os esquemas em pirâmide são negócios em que o lucro advém do próprio negócio, isto é, o lucro acaba por vir dos distribuidores que se registam. Estas pessoas são induzidas em erro pelas empresas que optam por este esquema. São-lhes prometidas grandes recompensas monetárias, mas no fim a grande maioria acaba por não ganhar nada e por perder dinheiro. Estas empresas utilizam celebridades conhecidas para fazer com que todo o esquema pareça legítimo e para atrair a população, convencendo-a a registar-se. 
É um vídeo extremamente interessante, acompanhado pela comédia e pela ironia do John Oliver, de que espero que gostem. Espero também que percebam como estes esquemas operam; caso conheçam alguém envolvido, ajudem a abrir-lhe os olhos para a situação.
Deixo-vos o vídeo e um link explicativo do que são estes esquemas em pirâmide.



Fábio Meseiro
Nº 145790

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Story of Stuff no Facebook

Podem ver aqui os projetos e as ações em que está envolvida a ONG que começou com a inquietação de um pequeno grupo sobre as implicações da economia de materiais contemporânea, como vimos no documentário The Story of Stuff, na última aula.

domingo, 2 de outubro de 2016

"Amanhã"

Este filme, mais do que constituir um conjunto de alternativas a um modelo económico que não se crê que seja sustentável, representa um movimento de esperança. Um movimento que se quer comunitário e partilhado porque, caso contrário, estará condenado ao fracasso prematuramente. Subvertendo a lógica capitalista do individualismo e da excessiva competitividade, testemunhamos como, perante um dos maiores desafios da História da Humanidade, o aquecimento global, o ser humano detém o poder de se reinventar, enquanto ser social, e contribuir para uma mudança. Para tal, o filme "Amanhã" apela à mobilização no sentido em que dota, cada um de nós, de maior consciência dos nossos actos. Somos responsáveis pelas nossas decisões, mas também o somos quando assistimos passivos ao que nos rodeia — não fazer nada também é uma escolha!


Recomendo vivamente que vejam este filme.
Está em exibição, pelo menos até quarta-feira, dia 5 de Outubro, nos cinemas Monumental no Saldanha - sessão única, diária, às 19h30. Aproveitem o feriado e vão ao cinema!

Site do filme

                                  João Quartilho