Mostrar mensagens com a etiqueta Ativismo Visual. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ativismo Visual. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de maio de 2020

Human 1, 2, 3

Este documentário é absolutamente incrível, de uma profundidade e beleza tocantes. Tem uma banda sonora eclética e inspiradora. As imagens lembram-nos que, apesar da ganância humana, a Terra é uma casa voadora mágica. Filma gente de todo o mundo, abordando temas fundamentais para a nossa humanidade. É tocante reconhecer que somos uma gigantesca família, com mais parecenças do que por vezes gostaríamos de admitir.
Recomendo!








quinta-feira, 21 de maio de 2020

Planet of the Humans


E se as "soluções verdes" forem, afinal, mais um discurso que esconde a raiz do problema? Será que podemos continuar a consumir recursos energéticos para sustentar os atuais padrões de vida do ocidente? Este documentário ajuda-nos a pensar sobre estes assuntos e desvenda os interesses económicos por detrás da chamada "energia limpa".

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Sabrina



Partilho este post a propósito da última aula, onde refletimos sobre a atualidade, a partir do texto de Nicholas Mirzoeff, How to See the World, considerando a tomada de consciência coletiva sobre a beleza e fragilidade do nosso planeta, despertada pela fotografia Blue Marble, e as características do mundo atual em que a vida se tornou citadina, interligada, marcada pelo aquecimento global e pelo crescimento populacional. Recordo ainda a reflexão que fizemos sobre a flexibilidade em que operamos relativamente às imagens, conscientes de que estas podem ser tecnologicamente retocadas, sobre as redes sociais e a nossa relação com a internet, e sobre a possibilidade de "pesquisa inversa" que esta nos apresenta.

Como a Cultura Visual tem o objetivo de explorar os conteúdos visuais, desenvolvendo  o sentido crítico, construindo conhecimento a partir da visualização, através de estratégias de desfamiliarização, para podermos "ler" as crises que caracterizam o mundo, lembrei-me dum texto, também visual, que explora “o modo como se pode ilustrar uma ausência afetiva?"

Portanto não quis deixar de partilhar no nosso blog, a novela gráfica, finalista do booker, Sabrina. Nesta estória, a cartoonista Nick Drnaso "lança pistas para uma reflexão sobre conceitos como os de verdade e mentira, medo e vazio, ilusão e convencimento num tempo dominado pelas redes sociais e pela capacidade de manipulação tecnológica".

Se despertei a curiosidade de alguém ao ponto de querer ler o livro, posso emprestar ;)

Eduardo Koelho

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Estratégias Consumistas do nosso TEMPO

Numa altura em que a nossa dependência de estímulos parece crescer inimaginavelmente, com crianças habituadas desde muito cedo a múltiplos ecrãs que lhes estimulam a produção de dopamina (neurotransmissor ligado a sensações de prazer), pareceu-me interessante vir aqui fazer uma retrospetiva da evolução, nos últimos anos, das estratégias dos meios de entretenimento, e o modo como, assim, nos exploram. Venho por isso apelar a um exercício de distanciamento, para vermos de uma perspetiva alargada, para não deixar que essas estratégias consumistas do nosso tempo, de procrastinação consumista, diminuam o nosso maior potencial de vida, o potencial de seguir sonhos ou simples objetivos do dia a dia. 

Neste sentido, e com o surgimento de indústrias específicas para os mais variados nichos de marketing, a indústria do entretenimento, com todas as áreas que contém, vem planeando meticulosamente formas de monopolizar o nosso tempo, que é talvez o bem mais precioso que temos. Neste caso, faz sentido dizer "tempo é dinheiro", pois tempo há de corresponder eventualmente a visualizações, audiência, consecutivamente, a publicidade, compras, terminando claro, em dinheiro. 

Comecemos então pela rede social base... o Facebook. Muitas vezes referenciado como uma ferramenta, rapidamente se torna uma fonte de procrastinação. Claro que tudo pode tornar-se uma fonte de procrastinação, sem dúvida. No entanto, com as redes sociais e a televisão, entre outros, trata-se de algo planeado para esse mesmo fim. Pretende-se a todo o custo manter o indivíduo ali preso, viciado, com hits de dopamina a cada clique. É neste âmbito que surgem duas recentes estratégias por parte do Facebook, de Mark Zuckenberg. 

Primeiro, mesmo que tentemos usar o Facebook como uma ferramenta de trabalho, de estudo, de comunicação, o scroll infinito rapidamente propõe vários posts, geralmente inúteis, que tentam o indivíduo a parar neles. Antes, os vídeos de posts, ainda que talvez com clickbaity titles, só começavam quando alguém carregasse play. Agora, no entanto, o facebook força nos a ver esses vídeos, com o chamado sistema auto-play no computador. Os vídeos começam a passar, ainda que sem som, e mais probabilidade temos de a nossa atenção ficar retida naquele post. E uma coisa leva à outra; a nossa curiosidade faz-nos instintivamente querer o som, e compreender o post que já nos fisgou visualmente. Mas claro, bastaria, depois de uns segundos, o indivíduo perceber a inutilidade de determinado vídeo, e continuar o seu scroll down, certo? Errado, caso interrompamos o vídeo, há um outro update que o faz surgir numa pequena caixinha de lado, acompanhando o nosso movimento, sempre a bombardear-nos com estímulos, enquanto a cada post recebemos ainda mais hits de dopamina. Ora, como num qualquer vício, o corpo habitua-se às doses que recebe, e começa a pedir mais. 
É isso que parece ocorrer nas gerações mais novas incluindo a nossa, em que por vezes uma fonte de entretenimento já não é suficiente. Precisamos da televisão ligada, do telemóvel, do tablet; muitas vezes todos ao mesmo tempo. E enquanto estamos a receber estes estímulos,  agora o vídeo para a meio para publicidade, algo baseado no que se faz na televisão. Trata-se de anúncios que aparecem a meio do vídeo, de modo a deixarem o espetador ansioso por retomar a linha narrativa apresentada. Na verdade, quando começaram a surgir os vídeos no Facebook, e quando surgiu o auto-play, não havia anúncios nestes. Eles surgiram devido a experiências, realizadas primeiro no YouTube, onde as pessoas se habituaram, e depois, mais tarde, no Facebook.  Por vezes, no Facebook, até colocam vídeos assim, repetidos duas vezes no mesmo post, de uma forma ambígua, em que parece haver uma continuidade visual, quando, na verdade, se trata de uma repetição, antes de um replay automático. 


Por outro lado, também podemos encontrar este tipo de situação no YouTube. Se antes talvez nos conseguíssemos concentrar completamente no vídeo escolhido, agora parece que, para grande parte das pessoas, esse estímulo não chega, daí que, tal como no Facebook, começarem a ler comentários de outras pessoas, enquanto ouvem o vídeo, talvez com outros dispositivos ligados em simultâneo. É fácil verificar isso, analisando os comentários de inúmeros vídeos, que se relacionam com esse "grupo" ou amostra. Para além disso, muitos dos comentários revelam que as recomendações do YouTube na página, e o auto-play também imbuído, levaram os visitantes à procrastinação, chamados por um vídeo que à partida não tinham interesse em ver, coagidos pelo vício por estímulos. Quanto à presença de anúncios, verifica-se a mesma trajetória. Só depois de uns anos, é que os anúncios começaram a surgir, e atualmente, já colocam dois anúncios num vídeo, um no início e outro no fim. E logo depois, o que acontece? O YouTube lança uma membership, sugerindo que se pagarmos podemos não ver constantemente estes anúncios. Cá está, habituam-nos devagarinho, vão aumentando, e depois usam isso para fins monetários (algo como o que o Mb Way parece estar a fazer com as suas transferências que irão passar a ser pagas, agora que muitos já usam a aplicação). 



Há também algo interessante, que apenas descobri há dias, no novo algoritmo de Instagram. Sendo uma ferramenta incrivelmente útil e especialmente relevante na sociedade visual atual, o Instagram é bastante utilizado por pequenos negócios ou por artistas que querem divulgar os seus produtos/trabalhos. No entanto, este novo algoritmo determina que a quantidade de tempo gasto na aplicação vai influenciar diretamente a quantidade de visualizações que o post irá ter. Porquê? Segundo a própria empresa, o Instagram pretende recompensar as pessoas que mais estão presentes na rede social, que mais interagem com o público, o que significa que alguém que está constantemente a colocar histórias, publica todos os dias, comenta várias fotos de outras pessoas, ou apenas dá likes em resposta a histórias, irá ter à partida mais visualizações num post feito à mesma hora por outra pessoa com o mesmo número de seguidores mas que só publica duas vezes por semana, estando mais ocupada com a vida “real”. Mais radicalmente, tenta-se treinar, domesticar o indivíduo fomentando a sua vida virtual e sacrificando a sua vida real.  



Contudo, esta obsessão com estímulos está presente nos vários meios de entretenimento, não só nas redes sociais e internet. Por exemplo, no meio da televisão, também são usadas estratégias para manter o espetador, preso ao ecrã. Algo que não acontecia na década anterior, é agora quotidiano, em canais por exemplo da Fox. Quando um programa acabava, um episódio, um filme, havia um pequeno intervalo com publicidade, antes do próximo. E o espetador, tendo terminado a sua jornada ficcional, sentia-se livre para passar a outra ação, regressando ao trabalho, por exemplo. Atualmente, no entanto, logo que termina um filme, começa imediatamente outro que tenta fisgar o espetador. Assim, se a publicidade, i.e., o intervalo, for no meio do visionamento, há mais probabilidades de o indivíduo, nós!, aguentarmos os anúncios e vermos mais do que um programa. Mesmo em sites de notícias, como a SIC notícias, os anúncios também têm a sua funcionalidade de auto-play, espelhando assim o mecanismo da televisão: recebes este conteúdo (as notícias) vendo o anúncio.  



Em suma, com estratégias cada vez mais pensadas para controlar o indivíduo, para monopolizar o seu tempo, torna-se fulcral construir uma disciplina forte para que não nos deixemos levar. É por isso importante, na minha opinião, fazermos regularmente exercícios de distanciamento destes meios de entretenimento para os observarmos de outra perspetiva, uma perspetiva mais crítica e objetiva, capaz de identificar estes mecanismos, e nos permitir emancipar do alheamento da vida que eles nos propõem, tal como sugere, aliás, a área disciplinar da Cultura Visual. 

António Santos 150381 

Logorama - uma distopia publicitária

Boas colegas,

Estamos a chegar ao fim, e queria refletir um bocadinho sobre algumas coisas essenciais que debatemos ao longo deste semestre. Assim, vou partilhar uma curta vencedora de um Óscar e premiada também no Festival de Cannes, cujo título é Logorama (2009). De modo resumido, o filme representa um universo utópico, no qual Los Angeles se transformou numa sociedade completamente dominada por marcas e produtos. Trata-se de uma história que a princípio nos parece completamente absurda, pela sua violência e excesso — no entanto, se pensarmos no habitual filme de Hollywood apercebemo-nos de que não é assim tão diferente, trata-se apenas, aqui, de um olhar irónico e crítico.

Este filme reflete sobre duas questões que são de importância máxima para o que temos vindo a discutir ao longo do semestre, nomeadamente a hegemonia visual da publicidade no espaço-tempo contemporâneo. Naomi Klein desconstrói esta espécie de monopólio do branding que se tem vindo a generalizar na sociedade atual. Também John Berger declara que a publicidade incentiva ao consumo mediante a criação de infelicidade e de inveja no consumidor, sugerindo que deverá consumir/possuir para ser alguém, definindo-se enquanto indivíduo mediante a identidade que a marca providencia. Como discutimos ao longo do semestre, em última instância, isto retira-nos o agenciamento individual, tornando-nos meros consumidores. 

Podem ler aqui um artigo sobre Logorama, cujo trailer vos deixo.


A segunda questão que quero explorar é o alerta deixado por este filme para um outro poderoso veículo ideológico — a indústria fílmica de Hollywood, e o modo perpetua uma série de estereótipos e representações que, mais uma vez, nos retiram a possibilidade de agir no mundo sem estarmos povoados por estas expectativas irrealistas e idílicas do que é a vida. Remeto-vos igualmente para um outro filme, Romantic Comedy, este de 2019, realizado por Elizabeth Sankey, que explora exatamente estas questões, abordando para isso o universo das comédias românticas e, especialmente, a representação da mulher e do homem nas mesmas. Podem ver igualmente o trailer abaixo.


Neste sentido, podem entender que mesmo estando estes filmes separados por um espaço de dez anos, as preocupações dos realizadores são essencialmente da mesma ordem — ambos remetem para um olhar crítico sobre dois veículos ideológicos que controlam os indivíduos, espartilhando-os com as suas idealizações, exigências e expetativas.
Apesar disto, não estamos num mundo sem esperança. Existirem autores que nos convidam a refletir sobre estas questões, é prova disto — de um modo geral, a mensagem que podemos retirar daqui, para a nossa vida futura, será sempre, estejamos atentos de modo a desenvolvermos o nosso próprio olhar. Levantemos questões Procuremos informação e sejamos críticos em relação ao que vemos, desconstruindo o mundo ao nosso redor. E continuemos a construir o nosso modo de ver, para que seja o mais completo e o mais justo possível, face ao mundo que temos e às possibilidades que se encontram ao nosso dispor, para nele agirmos.

Obrigada por lerem, continuação de bom percurso académico a todos, e bom descanso!

Leonor Madureira (150360)

quinta-feira, 9 de maio de 2019

"I want you to panic for our planet!"

Muito boa tarde colegas,
Temos cerca de 12 anos até que o aquecimento global seja irreversível; ou seja, dispomos apenas de uma dúzia de anos para salvar o planeta e as espécies que o habitam.
Embora ainda existam imensas pessoas que ignoram o estado alarmante do nosso planeta, este ano tenho me deparado com muito mais iniciativas ambientais. Sinto que as pessoas ao meu redor e no mundo inteiro estão a ficar cada vez mais sensibilizadas relativamente a esta questão, assumindo comportamentos mais equilibrados.
Por exemplo, vejo cada vez mais pessoas a comprarem em lojas de segunda mão; a evitarem comer carne; a não utilizarem sacos de plástico; a preferirem palhinhas de metal ou de papel. E até me parece que estão a abrir mais mercados biológicos!
Mesmo nas redes sociais, como o Instagram, encontro vendas de produtos ecologicamente conscientes, como escovas de dentes de bambu, que são muito mais sustentáveis do que as de plástico (que podem demorar até 400 para se decomporem!), ou copos menstruais, que são reutilizáveis e podem poupar cerca de 10 anos de lixo. Encontro também informação relativamente a marcas de maquilhagem que ainda testam em animais, e que devemos evitar a todo o custo, como por exemplo:
  • Nars
  • L’Oreal
  • Estee Lauder
  • MAC
  • Benefit
  • Maybelline
  • Rimmel
  • Revelon
  • Covergirl
  • Clinique
  • Alamay
  • Chanel
  • Bourjeois
  • Armani
  • Tom Ford
  • Yves Saint Laurent
  • Sephora
  • Shiseido
  • Burberry
  • Dior
  • La Mer
  • Gurlain
  • Avon
  • Mary Kay
Gostaria de terminar este post partilhando algumas das notícias a nível ambiental que mais me deixaram feliz este ano, como: o supermercado na Tailândia que agora utiliza folhas de bananeira invés de plástico; o facto de Portugal começar a proibir palhinhas, cotonetes de plástico e qualquer saco que se fragmente em microplásticos até ao próximo ano de 2020; o jovem indiano que limpou dez lagos para manter uma fonte de água sustentável para a sua aldeia e, por último, um vídeo comovente de Greta Thunberg, uma ativista ambiental sueca de 16 anos que ganhou atenção mundial devido aos seus protestos e discursos de consciencialização ambiental.



 Muito obrigada pela vossa atenção, espero que este post vos faça pensar na vossa pegada ecológica e que vos motive a viver de forma mais ética e consciente!

Desejo-vos um bom resto de dia e até amanhã,

Cristina Isabel Dabó nº153574

Movimento #nãoénormal

Olá colegas,
Hoje venho falar-vos de um movimento que talvez muitos ainda não conheçam, pois eu própria descobri-o recentemente no Instagram, através de uma amiga que seguia a página.


Decidi, então, explorar esta pista e percebi que este movimento é um manifesto que tem por objetivo combater o machismo e o abuso sexual, abordando, por exemplo, questões sobre o assédio. O movimento foi criado por Diogo Faro, um comediante que lançou um desafio nas redes sociais, apelando às pessoas para lhe enviarem um e-mail com a palavra “eu”, caso tivessem sido vítimas de assédio, pois pretendia fazer um vídeo abordando o tema em forma de comédia.

Segundo este site nas primeiras três horas recebeu mais de 700 e-mails, com relatos chocantes, que o fizeram querer chamar a atenção para o problema do machismo. Juntou-se a alguns amigos e lançou, assim, o movimento.
Apresento-vos, então, o vídeo feito pelo Diogo Faro sobre o machismo e peço desculpa pela linguagem contida, pois é um pouco forte.


Tenho a dizer que concordo com o que é dito no vídeo. O machismo cria violência doméstica (uma questão abordada na última aula, pelo grupo do qual eu fiz parte), violação, assédio; tudo considerado “normal”. Acredito que muitos de nós já nos habituámos ao facto de estas questões fazerem parte do dia-a-dia. Por exemplo, acho que praticamente todas as mulheres no meu círculo já foram vítimas de assédio, só que nunca pensei a sério nesta questão e acabava por esquecer. Este vídeo fez-me entender o quanto a sociedade desvaloriza todas estas questões e as naturaliza. 

Porém, para mim não é aceitável continuarem a repetir-se justificações como “estava bêbada e desmaiada, estava a pedi-las”, “foi a casa dele, estava à espera do quê? jogar às cartas?”. Este tipo de argumentação é injustificável e deixa-me profundamente indignada. A verdade é que enquanto não passamos pelas situações, temos a tendência a desvalorizar estas histórias; até nos podemos indignar, mas, infelizmente, só quando somos vítimas é que ganhamos verdadeira consciência da gravidade da situação.

Muitas vezes não fazemos nada porque pensamos “sempre foi e sempre será assim, nada vai mudar…". Ao mesmo tempo, por mais que tentemos fazer, a verdade é que estas situações são recorrentes e cada vez é maior o número de pessoas que passam por estes abusos sexuais. Na maioria dos casos as pessoas não conseguem sair das situações por medo ou por vergonha e nem sempre é fácil saber quem foram as vítimas e como as podemos ajudar.

Espero, então, que isto deixe de ser considerado “normal”, para evitar que continuem a morrer mulheres em situações de de violência doméstica. Acredito que todos nós, unidos, consiguiremos combater este tipo de mentalidade e criar uma sociedade mais justa.

E vocês? Também foram vítimas de assédio ou de qualquer outra situação extrema de abuso sexual? Qual a vossa opinião? Deixo também aqui ainda a página de Facebook do movimento, para quem queira explorar este tópico.
Grata pela vossa atenção.

Até amanhã!
Cláudia Rodrigues nº151250

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Arte contra a discriminação

Boa noite colegas!
Devido ao facto de nas aulas abordarmos diversas vezes o papel da mulher no mundo e consequentemente a forma como a mulher é vista pelos outros, tive a ideia de escrever este post sobre arte feminista e dar-vos a conhecer algumas artistas que marcam este tipo de arte.
Primeiramente irei explicar o que é e como surgiu. Esta forma de arte nasceu entre as décadas de 1960 e 1970 quando diversas artistas, na sua maioria mulheres, começaram a incorporar na sua arte os princípios filosófico-políticos do movimento feminista. Passou a dar-se especial atenção à análise das representações da mulher na arte, mostrando que a mulher é muito mais do que um corpo objetificável.

 Na década de 1990 algumas exposições pensadas a partir do feminismo começaram a percorrer o mundo. Abordavam questões como o corpo, o género, a exualidade, a identidade e a autobiografia. Um dos nomes mais emblemáticos é o de Louise Bourgeois, que, embora nascida em França, desenvolveu a sua longa carreira nos E.U.A. Efetivamente Bourgeois integrou na sua expressão artística temáticas feministas muito antes de estas se terem popularizado.

Um dos temas presentes na sua vasta obra, realizada em vários media, é o modo como a domesticidade, a maternidade e as relações de casal moldam o corpo feminino, como podemos ver nas esculturas abaixo reproduzidas.
 





Outra artista que também primou pela diferença foi Adrian Piper. A sua obra aborda temáticas como o racismo, a misoginia e as relações de género. O seu nome ficou mais conhecido entre o público durante o ano de 1986, quando a artista criou um cartão-de-visita cujo objetivo era consciencializar o público em geral acerca de casos de violência sexual.










Hoje em dia, existem cada vez mais artistas que se declaram feministas. Gostaria de citar, como exemplo, as  ilustradoras Lela Brandão e Helena Morani, pois embora não trabalhem juntas o seu estilo e a mensagem a transmitem são semelhantes. Através das suas contas no instagram — @ lela.brandao (outrora @ fridafeminista) e @helenamorani — as artistas publicam ilustrações digitais que empoderam a figura feminina e denunciam algumas questões que ainda hoje oprimem as mulheres.
Lela Brandão
Helena Morani
Através de composições relativamente simples, Brandão e Morani demonstram que cada mulher deve aceitar-se tal como é, sem tentar obedecer a padrões de beleza externos, e reconhecer o seu valor enquanto indivíduo, evitando deixar-se instrumentalizar. As ilustradoras refletem, pois, sobre os processos de autoconhecimento e desconstroem estereótipos sobre a feminilidade. 













Lela Brandão foi também a criadora de um projeto denominado Frida Feminista. Começou-o nas ruas de São Paulo através de panfletos com frases de empoderamento cujo público-alvo eram as mulheres. 


Escrevi este post com o objetivo de, como já anteriormente referido, vos dar a conhecer algumas artistas que foram pioneiras no campo da arte feminista e outras que continuaram esse trabalho. Devemos ter em atenção que, embora hoje em dia a sociedade já possua uma mente mais aberta, o sexismo persiste e a forma como a sociedade vê a figura feminina é ainda bastante idealizada. Assim, espero que tanto este post vos ajude na vossa reflexão sobre este tema. 
Obrigada por lerem e até amanhã😊 
Inês Fonseca 153674