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domingo, 28 de abril de 2019

Publicidade vs. Realidade

   Aproximando-nos do fim de um semestre em que foi possível aprofundarmos o nosso conhecimento do mundo publicitário, acredito que já não seja surpresa para ninguém que existe uma forte diferença entre o que é apresentado ao público através das imagens da publicidade e o que é, de facto, o produto oferecido.

   Neste sentido, o foco deste post serão os anúncios publicitários relativos a produtos alimentares. Os anúncios de comida com que as pessoas se cruzam diariamente, geralmente de fast food, contam com uma grande quantidade de truques que possibilitam a criação de imagens capazes de despertar o desejo dos consumidores. Evidentemente, trata-se de uma versão idealizada daquele que é o alimento real, tal como ilustra a seguinte imagem.


   O vídeo que se segue retrata alguns dos principais truques utilizados para a concretização destas imagens. É possível ver o contraste entre a imagem real e a imagem comercial de cada um dos produtos alimentares representados, assim como todo o processo envolvido na criação da publicidade. A verdade é que não deixa de ser uma execução bastante curiosa e interessante.

 
   Acredito que vídeos como este reforcem a necessidade de estarmos atentos ao mundo que nos rodeia e, principalmente, de questionarmos tudo o que vemos. É importante questionar e refletir sobre as imagens da cultura visual em que nos inserimos para evitar sermos alvo deste tipo de manipulações. Obrigado pela vossa atenção!

                                                                                                                             Daniel Bento - 151219

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Publicidade a alimentos para crianças


                                            
Boa tarde, colegas!

Na passada terça-feira, dia 23, foi publicada em Diário da República a lei que aprova restrições à publicidade a alimentos nocivos para a saúde, dirigida a menores de 16 anos. O veto surgiu três anos após esta proposta ter sido apresentada pelo PAN, PS e PE, segundo o jornal Público.

Desta forma, a partir do próximo dia 23 de junho, a publicidade a bebidas com altos valores energéticos, com sal, açúcar ou gorduras passa a ser proibida não só no interior de estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico e secundário, mas também num raio de 100 metros destes locais. Mesmo assim, as restrições não se ficam por aqui: este tipo de publicidade passa a estar também interdito em parques infantis e em atividades culturais e/ou desportivas em que participem menores de 16 anos.

Além disso, o alcance desta proibição estende-se também aos diferentes media: esta mesma lei aplica-se igualmente a programas televisivos (nomeadamente os que possuem um mínimo de 25% de audiência inferior a 16 anos) e de rádio (nos 30 minutos antecedentes ou procedentes a programas infantis). Por sua vez, este tipo de publicidade também deixa de ser possível nas salas de cinema com filmes destinados a menores de 16 anos, assim como nas redes sociais e aplicações destinadas à mesma faixa etária. Da mesma forma, não podem também ser usadas nos anúncios publicitários figuras e mascotes relacionados com programas infantis, de modo a tentar conquistar este público-alvo.

Por outro lado, mesmo com a entrada em vigor desta lei, permanece isenta de restrições a publicidade nos estabelecimentos comerciais, bem como em toldos ou em letreiros. Embora entre em vigor dentro de dois meses, conforme referi acima, esta medida ainda terá de ser regulada por despacho da Direção-Geral de Saúde, que por sua vez fixará os valores energéticos considerados elevados.

Na eventualidade de esta medida ser transgredida, os infratores serão penalizados com multas cujos valores oscilam entre 1750 euros e os 45 mil euros, sendo que a fiscalização está sob o cargo da Direção-Geral do Consumidor.

Posto isto, vale a pena pensar na forma como somos constantemente bombardeados por anúncios publicitários por todo o lado. Pensemos no simples (e eventualmente curto) percurso que alguém percorre desde que sai de casa até chegar ao seu destino, neste caso um estabelecimento de ensino em em como a quantidade de mupis e de outdoors é avassaladora, sobretudo nos meios urbanos. Mais do que isso, muitos dos anúncios apresentados estão relacionados precisamente com este tipo de alimentos nocivos para a saúde dos mais novos: basta pensar em anúncios da marca Bollycao, Burger King, entre outros. Muitas crianças e muitos jovens são bombardeadas por este tipo de “tentação” a toda a hora, ainda por cima em sítios que frequentam todos os dias, como as escolas (thumbs up – ou direi thumbs down? - para a marca, ao escolher estrategicamente o local onde publicitar o seu produto) e muitos deles nem sequer têm a noção dos perigos para a sua saúde implicados pelo consumo contínuo daqueles alimentos. Por estas razões, julgo que a medida acima referida é positiva e acho importante que se proíba a colocação de mascotes de programas infantis neste tipo de anúncios publicitários, visto que, muitas vezes, a criança acaba por querer consumir um determinado produto pelo simples facto de gostar dessa mascote/figura e não necessariamente por gostar do produto em si.
E vocês, concordam com esta lei? Qual é a vossa opinião?

            Obrigada desde já pelo vosso tempo. Bom estudo!

Carina Ferreira 151930
Estudos da Cultura e Comunicação

terça-feira, 2 de abril de 2019

Cultura de nicho ou ativismo visual?

No passado dia 17 de março, o clube Sport Lisboa e Benfica lançou uma campanha publicitária voltada para as famílias. Ao contrário do que seria de esperar, pelo menos da minha parte que detesto futebol, esta publicidade chamou-me a atenção e surpreendeu-me pela positiva.
Visando promover um produto chamado "Sócio família", o clube futebolístico lançou um vídeo promocional que espelha a diversidade de famílias que podemos encontrar na nossa sociedade. Usam o slogan «seja a família como for, o importante é haver amor. Se na tua família há amor pelo Benfica, adiram ao Sócio Família».


Habituados como estamos, grande parte das vezes, a ver o futebol como uma indústria virada, principalmente, para o homem ou, in extremis, para a família tradicional, podemos questionar-nos acerca desta publicidade: terá como objetivo desenvolver uma cultura de nicho ou, pelo contrário, uma forma de ativismo visual, inclusiva para todos? Na minha opinião, trata-se da segunda premissa. Uma publicidade que visa um espectro alargado da sociedade, a que todos, desde que haja amor, podem pertencer. E vocês? O que pensam?
Ricardo Falcato

terça-feira, 19 de março de 2019

"De pequenino se torce o pepino"

Boa noite, colegas
   A forma como a publicidade nos influencia tem sido um tema tratado ao longo de todo o semestre. Todavia, já repararam que desde pequenos somos levados a consumir de forma desenfreada, sem se quer nos apercebermos disso?
   Trago aqui, como exemplo, algumas séries (infelizmente não consegui encontrar os vídeos na língua original, apenas a versão dobrada em português do Brasil) que fizeram parte da minha infância, e muito provavelmente da vossa.
    Primeiramente, vou focar-me na série Zack e Cody: Todos a Bordo. Uma das duplas cómicas desta série é constituída por London e Bailey, duas personagens femininas radicalmente diferentes. No episódio 12 da 2ª temporada, há um concurso de beleza, onde, numa das etapas, as concorrentes têm de demonstrar o seu talento.


  Bailey escolheu demonstrar a sua inteligência apresentando uma forma de melhorar o mundo. Atentemos agora na performance de London.

  
Notaram a diferença? Enquanto Bailey foi considerada aborrecida, London foi aplaudida de pé devido ao seu "talento".
  Ao rever este episódio comecei a refletir sobre o modo como a identidade feminina é moldada através do constante apelo ao consumo, sendo que  a inteligência é preterida em relação à sensualidade.
  Chegando ao fim deste episódio questionei-me se seria apenas nesta série que esta situação ocorria e então decidi alargar a minha pesquisa.
  Descobri então outro exemplo de como a identidade das personagens é moldada pelos seus bens, e as figuras femininas mais inteligentes provocam o riso (i.e., são depreciadas), como se vê  no episódio 1 da temporada 4 de Hannah Montana, quando Miley (a personagem principal) e Lily (a sua melhor amiga) veem o novo quarto da primeira, após a família ter mudado de casa.

  Como se vê neste fragmento, o real problema das duas amigas prende-se com o medo de alguém da escola ver o quarto e as rejeitar, fazendo com que percam o seu estatuto.
 
  O objetivo deste post não é denegrir estas séries, pois apesar de tudo continuo a achá-las engraçadas. O objetivo é demonstrar que nas narrativas que as crianças consomem como fonte de entretenimento podem estar "escondidas" questões mais complexas. Ao verem a série as crianças ambicionam tornar-se como as personagens que tanto admiram, e para isso terão de consumir muito e focarem a sua energia não em cultivar a inteligência, mas a sensualidade e a popularidade entre os seus pares.

Obrigada por lerem e até amanhã 😊
Inês Fonseca-153674

quinta-feira, 14 de março de 2019

Representação da mulher na publidade

Boa tarde colegas,

A nossa aula da passada quarta-feira, dia 13 de março, despertou em mim uma sensação que, infelizmente, já antes senti, pois tivemos a oportunidade de levar com uma lufada de realidade que nos despertou para as questões da representação do género nos anúncios publicitários. A conversa e as questões que tivemos evocaram em mim o momento em que me apercebi o quão sexista, violenta e nojenta a publicidade consegue ser quando se aproveita de mulheres e as torna num objeto descartável, numa mercadoria, num boneco.

Foi no primeiro semestre deste ano letivo de 2019 que uma outra professora da nossa faculdade me despertou para a gravidade da violência contra o corpo da mulher. Por se tratar de uma professora italiana, a publicidade que aqui vou reproduzir é italiana; contudo, como vimos na aula, em Portugal também circula este tipo de lixo.

Os textos publicitários que se encontram neste post vão desde a perpetuação de estereótipos de género, relativamente às funções sociais que as mulheres desempenham, por exemplo, até à comparação da mulher com um animal, demonstrando quão maltratadas somos na nossa sociedade.





Nos dois textos acima, que são para publicitar a mesma empresa de serviços, é feita uma comparação entre a mulher do início do século XX e a mulher de hoje. O intuito desta empresa é publicitar a energia elétrica, equivalendo, por isso, à nossa EDP, pelo que o que a publicidade transmite é que a mulher mudou de energia, mas continua a ser a mesma, estando escrito no cartaz “a energia muda, mas a história é sempre a mesma”. Neste anúncio há claramente uma perpetuação do estereótipo de que a função da mulher é fazer as tarefas domésticas, servindo o homem. Note-se que ao contrário das próximas publicidades, nesta as mulheres apresentadas são já pertencentes a uma faixa etária elevada, possivelmente entre os 65-80, ao contrário das próximas, em que são todas jovens, dando a entender que, quando idosa, a mulher serve o homem nas tarefas domésticas, mas enquanto jovem serve-o sexualmente.



Para além disso, o discurso publicitário incentiva também à violência contra a mulher. Num anúncio de panos, como o de cima, a ideia é que a qualidade do produto é tal que este consegue limpar até os vestígios de um ato de violência sexual, provavelmente uma violação.  Este tipo de comportamentos é não só desculpado, como também incentivado, validado pelas narrativas implícitas na publicidade, tal como mostra o seguinte exemplo de uma campanha que se tornou muito polémica por glamourizar o gang rape.


Nos exemplos seguintes, a mulher é comparada a um animal que se encontra embalado, na primeira foto, e cozinhado, na segunda imagem. No primeiro anúncio é publicitado um serviço que nada tem que ver com a mulher e esta não só é colocada como cara deste anúncio como é violentamente comparada a um bife pronto a ser consumido. No segundo caso, que publicita um restaurante, a imagem da mulher é equiparada à de um porco no forno, o que, a menos que o restaurante venda carne humana, é completamente ridículo e lamentável.

Porém, a ideia mencionada na aula de que a mulher serve para "ser comida" não se fica por aqui. Nos três anúncios publicitários abaixo, os produtos alimentares encontram-se não só posicionados em zonais genitais, como ainda por cima vendem a ideia de que o produto é tão bom, saberá tão bem como fazer sexo. O iogurte encontra-se junto às nádegas da mulher, que são comparadas a fruta. O gelado promove-se como se de seios se tratasse e o vinho é para ser degustado como se fosse uma vagina. A forma como a mulher, que raramente tem um rosto, é retirada da espécie humana, e representada como um mero corpo de prazer é escandalosa.

 

Além do uso violento e repugnante do corpo da mulher, promovendo o abuso sexual do corpo feminino, também se denigre a imagem da mulher enquanto ser reprodutor, que menstrua, através do símbolo de uma companhia cinematográfica conhecida por ter como símbolo um leão (a Metro Goldwyn Mayer). Neste caso o anúncio pretende demonstrar que uma mulher menstruada se torna uma fera indomável, com o objetivo de vender um alívio para a dor, ou seja, um meio de a mulher ser dominada. 
Enquanto mulher, este tipo de texto publicitário revolta-me, choca-me e deixa-me imensamente desconfortável. Efetivamente, não acredito que tenha de ser a única pessoa a fazer as tarefas domésticas, não me considero um mero objeto sexual ao serviço do prazer masculino, não sou um animal pronto a comer nem gosto de ser dominada, desrespeitada e abusada. A perpetuação do machismo tóxico na nossa sociedade é gritante, está ao nosso redor, debaixo dos nossos narizes todos os dias e nós não temos de aceitar este tipo de textos. Na Itália, pelo que me recordo da apresentação da professora, as mulheres aceitam e consideram este tipo de texto normal, não vêm os problemas deste tipo de texto. Felizmente em Portugal, este tipo de representação não é tão explícito; no entanto, as representações sexistas da mulher persistem. Cabe-nos a nós mulheres, dizermos basta!

Resto de um bom dia, até amanhã!

Micaela Henriques Nº153621

terça-feira, 5 de março de 2019

Cérebro e Marketing

Boa noite colegas,

Hoje vim, novamente, partilhar um vídeo, que, apesar da pouca qualidade e do nervosismo do orador, é bastante interessante. Encontrei esta TED Talk no YouTube por acaso e quando a comecei a ouvir  pensei logo na nossa cadeira. Apesar de este vídeo assumir o ponto de vista da empresa e defender o marketing, demonstra a forma como este nos procura manipular através do cérebro.
(https://www.youtube.com/watch?v=yEO9Pb6l8to)

É possível vermos como o maketing recorre aos conhecimentos de várias áreas, desde a Psicologia até à Neurologia, com a finalidade de melhor nos persuadir a consumirmos.  De qualquer modo,  como aliás o orador refere e temos vindo a sublinhar nas nossas aulas, em última instância a escolha é sempre nossa.

Bons estudos, até sexta,

Micaela Henriques Nº153621

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ilusão publicitária

Boa tarde colegas,
Na aula de ontem foi discutido o modo como a publicidade utiliza as sensações primárias do ser humano para vender. Decidi escrever este post para falar mais um pouco sobre este assunto e sobre a maneira como somos enganados pela publicidade!
No mundo publicitário a linha entre o que é verdadeiro e falso é muito ténue. Temos consciência de que as ofertas publicitárias estão inseridas num mundo de faz-de-conta, em que todas as pessoas são maravilhosas e não existem problemas. Como sabemos isto é um universo utópico; no entanto, embora tenhamos consciência disso, continuamos a ser convencidos a comprar determinados produtos.
Porque que razão? As técnicas utilizadas na publicidade fazem com que inconscientemente o público tenha a necessidade de comprar o produto anunciado. Partilho convosco um vídeo de um anúncio já antigo (anos 1970) que mostra como o humor também é uma técnicas publicitária.


Já pensaram porque é este anúncio tão alegre e chamativo? Porque um dos maiores público-alvo da publicidade são as crianças. Toda a estrutura do anúncio se assemelha a desenhos animados, e o facto de a mensagem ser musicada também faz com que a criança fique cativada e queira aquele produto, pedindo aos pais para o comprar. Porém, se ouvirmos com atenção reparamos são dados exemplos de onde o produto poderá ser utilizado, explicando aos pais a razão de este produto ser uma boa opção de compra. Ou seja, num só anúncio são visados dois públicos-alvo.

Antes de terminar o meu post quero ainda compartilhar outros dois vídeos acerca de fotografia de alimentos, que mostram a diferença abismal entre o que é comido e o que vemos.


Na maioria dos anúncios a comida são utilizadas substâncias que nem sequer são comestíveis. Para mais, vale avpena relembrar que o marketing não está só na montagem das fotografias, mas também na época do ano em que as campanhas circulam. Já repararam que a publicidade a cervejas, gelados, comprimidos para emagrecer entre outras coisas só aparece no verão? E que os chás, perfumes, e chocolates são uma constante no inverno? Também isto é uma estratégia ligada ao desejo do ser humano e ao que este quer ser ou ter em cada altura do ano.

Obrigada por lerem e até quarta😊

Inês Fonseca 153674

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Os nossos sentidos levam-nos a comprar?

Boa noite colegas, gostaria de partilhar convosco um livro que comprei na passada sexta-feira e que trata de alguns dos temas que temos vindo a abordar em aula, como por exemplo, a influência dos nossos sentidos na avaliação e compra dos produtos. Para mais, temos visto que tanto a colocação dos produtos, como o cheiro das lojas são pensados com base em estratégias de marketing, para atrair a atenção dos consumidores e fazê-los comprar mais. Em Brand Sense, Martin Lindstrom ajuda-nos a compreender um pouco melhor este universo, de modo a podermos resistir a estas tentações e fazer escolhas mais informadas.
Deixo-vos a sugestão de leitura e espero que gostem!

Até quarta-feira!

                                                                                                               Rita Cabrita nº151248

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Marketing e consumo

Boa noite colegas,

Creio que a maioria segue ou pelo menos já viu algum vídeo do influencer estado-unidense Shane Dawson, um dos youtubers mais conhecidos e uma figura ligada à promoção de uma intervenção mais ativa no mundo.
Como referiu Nicholas Mirzoeff, em How to See the World, a internet é o medium que mais molda a nossa visão e aquele que mais nos influencia na construção da nossa perspetiva sobre o mundo. Por estas razões decidi partilhar o excerto de um dos vídeos mais recentes de Dawson, que me fez lembrar a nossa análise conjunta de uma embalagem de snacks alimentares. Neste vídeo é proposta uma reflexão sobre o marketing e a sua forma de operar e de manipular o consumidor desde o momento em que entra até que sai dos super e hipermercados.

(Conspiracy Theories with Shane Dawson
https://www.youtube.com/watch?v=BHLBaOASC74)

Trata-se de um conteúdo construído, maioritariamente,  com base em teorias da conspiração, todavia é possível retirar dele inúmeras ideias que, na verdade, são aplicadas em todos os supermercados, os norte-americanos  e os portugueses. Tal como discutido em aula, os supermercados aplicam várias estratégias que visam sempre convencer-nos a comprar o maior número de bens possível. Entre essas estratégias encontram-se: a colocação dos bens alimentares de primeira necessidade, tais como o leite, no fundo do estabelecimento, obrigando o comprador a deslocar-se por toda uma série de alas onde é bombardeado por vários produtos que acabará por comprar; a posição dos produtos apelativos para as crianças em prateleiras às quais têm acesso; o recurso às sensações, nomeadamente o olfato, para que haja sempre uma necessidade de se levar mais do que aquilo que inicialmente se tinha em mente.

Com este post vim não só sublinhar como somos todos manipulados, mas também relembrar que, apesar de persuasivo, o marketing é combatível. Este tipo de informação é uma arma que todos nós podemos utilizar!

Boa semana, até quarta,
Micaela Henriques Nº153621

sábado, 21 de outubro de 2017

"Use me!"

Boa tarde colegas,
Enquanto estava a pesquisar alguns vídeos para me ajudarem na elaboração da análise do texto, encontrei este que me chamou à atenção. Chama-se "What is branding?" e explica-nos de uma forma simples o papel das marcas no nosso dia-a-dia. Os autores do vídeo associam as marcas a confiança, segurança e ação, e mostram-nos como somos todos os dias levados para esse mundo, demonstrando isso através da frase "Use me" como sendo um pedido das  redes sociais para todos nós. Isto é algo com o qual me identifico bastante, porque acontece muitas vezes estar no telemóvel e olhar para o Facebook ou para o Instagram — é como se me sentisse a ser puxada para lá. 

Deixo aqui o vídeo para se quiserem ver


Catarina Pereira

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Video "The Road Trip" (H&M)

Boa Noite colegas!
Tendo em conta a apresentação do nosso grupo relativa à publicidade "Modern Essentials selected by David Beckham", da marca H&M, deixamos aqui o vídeo da campanha, uma vez que não tivemos a oportunidade de o mostrar na sua versão completa.




Ana Teresa Pousadas, Nº145793
Catarina Marques, Nº54110
João Nobre, Nº147216
Sandra Moreira, Nº145785

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Teaser - Modern Essentials by DBeckham (H&M)



                                                                                         "Fashion never sleeps, neither do we." - H&M

O que será verdadeiramente essencial para si?
David Beckham ajudá-lo-á a preencher o deserto da sua vida.
A não perder esta revelação, no dia 14 de Dezembro.


Ana Teresa Pousadas, Nº 145793
Catarina Marques, Nº 54110
João Nobre, Nº 147216
Sandra Moreira, Nº 145785

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Marketing Multinível e Esquemas em Pirâmide

Olá colegas.
Trago aqui um vídeo do John Oliver sobre "Multilevel Marketing". O tema central são os esquemas em pirâmide e a maneira como algumas empresas promovem o recrutamento de distribuidores. Os esquemas em pirâmide são negócios em que o lucro advém do próprio negócio, isto é, o lucro acaba por vir dos distribuidores que se registam. Estas pessoas são induzidas em erro pelas empresas que optam por este esquema. São-lhes prometidas grandes recompensas monetárias, mas no fim a grande maioria acaba por não ganhar nada e por perder dinheiro. Estas empresas utilizam celebridades conhecidas para fazer com que todo o esquema pareça legítimo e para atrair a população, convencendo-a a registar-se. 
É um vídeo extremamente interessante, acompanhado pela comédia e pela ironia do John Oliver, de que espero que gostem. Espero também que percebam como estes esquemas operam; caso conheçam alguém envolvido, ajudem a abrir-lhe os olhos para a situação.
Deixo-vos o vídeo e um link explicativo do que são estes esquemas em pirâmide.



Fábio Meseiro
Nº 145790

domingo, 25 de setembro de 2016

365 Days of Copy

Conheci este projecto em Agosto passado por intermédio da Tigerprint, uma equipa de design e comunicação. O Observador fez agora uma notícia sobre o assunto, e lembrei-me que seria pertinente partilhá-lo neste contexto. Chama-se 365 Days of Copy e é da autoria do publicitário Andrii Mishchenko. Como o próprio explica aqui, decidiu criar todos os dias da semana uma publicidade para uma marca ou organização escolhidas de modo aleatório. O objectivo é desenvolver as suas ideias sem as restrições com que teria de lidar num trabalho oficial.

Algumas das imagens criticam o comportamento dos consumidores, e são particularmente interessantes por mostrarem o espírito crítico e o sentido de ironia que alguém pode ter em relação ao seu próprio trabalho; outras constituem bons casos de publicidade inteligente. Deixo abaixo alguns exemplos:




Podem ir acompanhando na conta do Instagram através deste link.

Tiago Silva

terça-feira, 31 de maio de 2016

O marketing é tão giro!

Podemos não ser totalmente ingénuos, mas mesmo estando informados sobre as técnicas usadas para nos persuadir a comprar, há uma à qual estamos sempre susceptíveis — a estética.

Todos sabem que o ser humano tem uma imensa sede  de beleza. Quem é que não fez já uma compra absurda "só porque é tão giro"? Quem trabalha em publicidade sabe isto (e muito mais!), por isso não é de estranhar que haja tanto investimento no design do produto e, por mais incrível que pareça, no design das embalagens, que vão quase sempre directamente para o lixo, depois da compra.

Assim, deixo-vos uma imagem que brinca com essa nossa característica. A arte é de um ilustrador de que gosto muito, Marc Johns.
Carolina Pinto, n. 54135

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A ilusão de escolha

Boa noite colegas, há dias encontrei um vídeo que acho interessante partilhar aqui, pois refere a ilusão de escolha entre um produto de marca e uma "marca branca". A verdade é que, muitas vezes, não existe uma real diferença entre os produtos, mas a constante exposição à publicidade de determinadas marcas faz-nos crer que ao comprarmos um produto de marca (mais caro) estamos a adquirir algo melhor. 


Andreia Esteves nº 52016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Free the Kids - Dirt is Good

Colegas, Professora,

Venho falar-vos de uma campanha que achei surpreendente e muito bem conseguida. O nome da mesma é "Free the Kids", e, embora à primeira vista pareça alertar-nos para um problema muito mais grave (trabalho infantil), o assunto é bem mais leve. Deixo-vos o vídeo para não estragar a surpresa.


É isso mesmo. A marca por detrás deste trabalho é a Persil e a iniciativa chama-se "Dirt is Good" (Sujo é Bom). Nesta campanha as crianças dos nossos dias são comparadas a prisioneiros, por passarem demasiado tempo fechadas num espaço interior. A metáfora, embora agressiva, parece-me de grande eficácia. Uma publicidade que apela ao nosso lado emotivo tem, na maior parte das vezes, sucesso. A mim surpreendeu-me a audácia da Persil, e a vocês? Acham que foi uma jogada demasiado arriscada?

Diogo Pires, n52055

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Água potável

Vejam o que foi feito num cinema em Hollywood. Outra maneira de usar a publicidade como forma de campanha de sensibilização.



Se quiserem saber mais sobre a organização "The Water Project", acedam ao link.

Marta Faria, 43711

sexta-feira, 20 de março de 2015

Old Spice - The Man Your Man Could Smell Like

Um outro exemplo de naturalização dos papéis de género na publicidade. Os anúncios têm como público alvo as mulheres, pois são elas que consomem e fazem as compras, contudo o produto é para homens. Trata-se de um gel de banho para homens, o Old Spice. 

As mulheres são aliciadas a comprar o Old Spice para que o seu marido possa cheirar como o actor musculado e rico do anúncio, já que não pode ser como ele. As publicidades jogam com o sentimento de frustração das mulheres para as levar a acreditar que o seu casamento e a sua vida pode melhorar se comprarem o Old Spice para o seu marido e que serão mais felizes se consumirem.

Também está aqui presente a questão da separação do mercado por género, pois trata-se de um gel de banho só para homens e os anúncios são construídos à volta da ideia de que é preciso este gel em específico para que o homem possa "cheirar a homem", porque não pode usar um gel de banho para mulheres. 

É também interessante ver a frase que se encontra na descrição do vídeo, mostrando abertamente a manipulação dos sentimentos das mulheres - "We're not saying this body wash will make your man smell like a romantic millionaire jet fighter pilot, but we are insinuating it." (Não estamos a dizer que este gel de banho fará o seu homem cheirar como um piloto de aviões de combate romântico e milionário, mas estamos a insinuá-lo.) 
       







Cristina Ribeiro, nº 48510.