quarta-feira, 26 de outubro de 2016

The Ugly Truth in Beauty Magazines

Olá! Há cerca de um mês, enquanto fazia scroll pelo Facebook, deparei-me com um vídeo que na altura não me pareceu importante, mas na aula de hoje (26/out.) lembrei-me dele devido à nossa conversa sobre o "papel da mulher" no discurso publicitário e como consumidora, nomeadamente a projeção da imagem da mulher consumista.
Vimos que as revistas femininas representam a mulher como um ser poderoso, se usar saltos altos e tiver uma certa atitude (recordo aquele exemplo da fotografia da senhora em cima da secretária, no capítulo "Visual grammar and the meaning of metaphorical associations", da obra Introduction to Multimodal Analysis, de David Machin, onde, por acaso, até é mencionada uma das revistas que o vídeo nos mostra, a Cosmopolitan).

Por outro lado, este vídeo remete também para Ways Of Seeing, de John Berger, pois apresenta várias palavras-chave como idealização, consumismo, valor próprio, apontando para o facto de o discurso publicitário sugerir que precisamos de estar sempre a consumir para nos sentirmos realizados.

As revistas femininas, em particular, apelam ao seu público alvo para comprar inúmeros produtos. Como podem constatar no vídeo 85% do conteúdo de uma das revistas analisadas é publicidade (mais precisamente, 364 de 426 páginas são publicidade). Grande parte desta publicidade leva-nos a acreditar que podemos ser algo que nem as próprias modelos de revista conseguem ser (a H&M admitiu usar corpos gerados por computador nas modelos que fazem as photoshoots da marca, como podem ver também no vídeo). 

É realmente algo que nos faz pensar. Na altura em que vi este vídeo pela primeira vez não tive a perceção de tudo o que estaria por detrás desta informação, mas agora que já refletimos mais sobre estes assuntos, podemos encarar esta informação de uma perspetiva bastante diferente daquela que teríamos há uns tempos atrás. 


- Andreia Capelo, nº 146445

Dolphin Project and The Cove

Escrevo este post para falar de um projeto que apoio e defendo — o Dolphin Project—, para que tenham conhecimento dele. Como temos observado nas aulas, tem existido um grande descuido por parte dos humanos no que toca à natureza e aos animais. Habitamos a Terra como se ela fosse propriedade nossa da qual podemos usar e abusar sem pensar nas consequências dos nossos atos. Refiro-me ao caso particular dos golfinhos.

Os golfinhos são dotados de enorme inteligência. Estes seres magníficos conseguem compreender-nos mas nós não os conseguimos compreender. Salvam vidas humanas e o que é que lhes dão em troca? Capturam-nos e escolhem os mais bonitos para viverem uma vida curta e horrível em cativeiro. Os outros? São chacinados sem piedade. Não tinham conhecimento disto? Não são os únicos. A maior parte da população visita espetáculos de golfinhos sem ter a mínima ideia do que se passa por trás da cena. Eu era uma dessas pessoas; na verdade, até o fundador desta organização fazia parte deste grupo.


Ric O’Barry era tratador de golfinhos e em 1963 foi contratado para capturar e treinar golfinhos para o famoso programa televisivo Flipper. Na sua convivência diária com golfinhos O’Barry percebeu que estes animais, tal como muitos outros, não são felizes em cativeiro. Desde então, tem lutado pela sua liberdade e proteção, expondo a monstruosidade que acontece no Japão.



De facto, o governo japonês é o maior causador da morte de golfinhos no planeta. O número é tão elevado que tem de se esconder do resto do mundo. A área (designada como "the cove") na qual isto acontece foi estrategicamente escolhida para que ninguém consiga ver. A carne de golfinhos, além de ser altamente prejudicial para a saúde devido à elevada percentagem de mercúrio que possui, é vendida no Japão sem que os seus consumidores saibam o que estão a comprar.

Os golfinhos são animais únicos. Eles têm radares super apurados, viver num aquário é o mesmo que para um humano viver numa sala toda espelhada. Não se deixem enganar pelo ar sorridente dos golfinhos, uma grande parte dos que vivem em cativeiro têm depressões. Estas depressões são escondidas ao público pela quantidade enorme de anti-depressivos colocados no peixe que lhes é dado, e mesmo assim um grande número de golfinhos comete suicídio. Sim, suicídio. Cada fôlego de um golfinho é um ato pensado, ao contrário do que sucede com os seres humanos, que respiram involuntariamente.
E por isto convido-vos a ver o documentário The Cove, de Ric O’Barry, e a visitarem o site. Façam parte desta causa. Vamos ajudar a mudar esta situação, protegendo uma das espécies mais sábias que connosco partilham o planeta Terra.



 “We’re their biggest threat and their only hope.”





Deixo aqui o link para o site do Dolphin Project. E para o documentário The Cove

Erica Fialho

sábado, 22 de outubro de 2016

'How John Berger taught us to see'


Ao ler a nova edição da Prospect Magazine (Novembro 2016, #248), fui surpreendido por um excelente artigo de Colin MacCabe sobre John Berger. Caso queiram saber mais sobre a história da produção de Ways of Seeing, as ideias do autor sobre arte e política e ainda ficar a conhecer alguns episódios importantes do seu percurso intelectual, contados por alguém que convive com ele de perto, não deixem de ler 'How John Berger taught us to see' na íntegra aqui. Na mesma edição, se tiverem interesse, há ainda uma perspectiva de Barry Eichengreen sobre a globalização que me parece fugir aos habituais lugares-comuns.

Tiago Silva

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Quando a Greenpeace faz humor para nos sensibilizar as questões ecológica

Olá a todos!

No Facebook (onde não aparecem só coisas estúpidas) encontrei um vídeo de Greenpeace, uma organização que toda a gente conhece, imagino.
Este vídeo parece ser um remake do Senhor dos Anéis e apresenta uma situação de guerra na Terra: as empresas e os governos que só têm o objetivo de fazer crescer uma economia da matéria vs. as pessoas que não concordam com este sistema.

Isso fez-me recordar o texto da Joanna Macy que lemos na aula hoje: o sistema pode mudar e evoluir somente se toda a gente estiver consciente dessas questões fundamentais e procurar agir em conjunto, em comunidade, para salvarmos a nossa casa comum, a Terra.

O vídeo foi criado especificamente para uma petição, "Stop Dark Trade!" que visa lutar contra os "free trade agreements" que permitem às empresas e aos investidores terem mais lucros.
Podem encontrar o site da petição neste link.

Achei o vídeo muito fixe, porque permite sensibilizar mais pessoas, se calhar um público mais jovem.





Alexandra Comnos- Estudante Erasmus



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

FIAT 500S - "Slaps"

"Todas as mulheres sabem que o Fiat 500S é um carro de atrevidos. Novo #Fiat500S: o carro que os #BadBoys conduzem!"

Boa tarde, colegas. No meu post anterior partilhei convosco o anúncio do novo movelo da FIAT. Como se não fosse já problemático o suficiente quanto às representações que faz da masculinidade vs. feminilidade, conseguiram lançar outro anúncio com implicações ainda mais perturbadoras. Exalta uma masculinidade absolutamente tóxica mas que será, ao mesmo tempo, desejável? Afinal, são os "bad boys" que compram este carro... É assim que os homens que compram este modelo da FIAT querem ser percecionados? Não percebo. Felizmente, a última mulher que aparece também não. Segue o anúncio.


Até sexta!

Ricardo Roseiro - 48231

terça-feira, 18 de outubro de 2016

"Give the orangutan a break"

Boa noite colegas!

Na aula de quarta feira passada, dia 12, na pós-discussão do documentário de John Berger, abordámos momentaneamente o tema da exploração do óleo de palma.  A plantação de palmeiras, das quais são extraídas as sementes deste óleo, é feita em larga escala principalmente na Ásia e em África — 85% do óleo de palma produzido é exportado da Indonésia e da Malásia. Este é usado por várias marcas de fast food, cosmética e produtos alimentares. Aqui fica um breve vídeo feito pela Greenpeace, legendado em português brasileiro, sobre mais um pouco da história.




Ao pesquisar sobre marcas que usam óleo de palma, deparei-me com os seguintes anúncios, realizados para uma campanha da Greenpeace, que usa pessoas disfarçadas de orangotangos - animais afetados pela deflorestação para a plantação da palmeira que destrói o seu habitat - a protestar com um slogan inspirado na marca Kit Kat, da indústria alimentícia Nestlé, uma das grandes usuárias deste óleo.




É muito mais agradável comer uma barrinha de chocolate ou um iogurte da marca sem sermos atingidos por um sentimento de culpa, mas temos a obrigação de ser conscientes sobre o que nos rodeia, e ainda mais sobre o que comemos! 

Maria Beatriz Rosa

Legado para o futuro

Pista para reflexão

A meu ver, para perceber a importância das últimas paginas do texto de J. Macy é necessário compreender em que contexto é que surge esta grande viragem, "the great turning".

A realidade da primeira história, "business as usual", está a ser interrompida pelo pessimismo e pelas más notícias da segunda, "great unravelling". É facilmente visível que o avanço tecnológico tornou as nossas vidas mais fáceis, e também mais facilmente controláveis, mas acabamos por ultrapassar os limites, usar recursos de modo indevido e cair no declínio. Isto faz-nos pensar que pertencemos ao grande descalabro desta segunda história.

Felizmente, é aqui que surge a terceira história, "the great turning", a grande viragem, que nos convida a agir, deixando a atitude conformista e tomar como certeza que a mudança é a única via de resolução deste conflito.
Levanto aqui uma questão: é possível mudar as estruturas da nossa sociedade sem marcar a diferença com ideias novas? Não, se nada de novo aparece, mais do mesmo será.
Então: o que posso eu fazer para mudar? Cada um de nós tem de perceber que para existir uma evolução saudável é necessário assumir que não temos só responsabilidade pessoal, mas também social, para com os outros e os seus feitos.
Temos de repensar a maneira como encaramos a situação global em que nos encontramos, está na nossa mão fazer escolhas diferentes. Às vezes, é necessário afastarmo-nos para ver as conexões e perceber o grande ponto da questão: somos nós que vamos deixar algo para as próximas gerações.

Ana Cláudia Alves

Story of Stuff no Facebook

Podem ver aqui os projetos e as ações em que está envolvida a ONG que começou com a inquietação de um pequeno grupo sobre as implicações da economia de materiais contemporânea, como vimos no documentário The Story of Stuff, na última aula.

we can love *


Desde já, uma óptima semana a todos! 


Como foi pedido na aula passada, venho lançar pistas sobre esta terceira parte do texto (a minha favorita) que se chama "The Third Story: The Great Turning". Esta parte do texto faz-nos realmente pensar sobre a nossa importância a nível global. Aqui há uma percepção de que, apesar de sermos pequenas peças do puzzle que é o mundo, conseguimos criar algo muito, muito maior. Temos de apelar a todos para que deixemos essa ideia que nos tem vindo a perseguir ao longo de gerações de que "se for só eu a fazer não vai mudar nada". A questão é essa! Se todos pensarmos assim, ninguém nunca vai fazer nada, certo? A consciência de cada um de nós apenas depende exactamente disso: de cada um de nós! Da nossa forma de pensar. Da nossa forma de ser. Da nossa forma de estar perante o Mundo.

Gostei imenso desta parte do texto e aquilo que deixo aqui para vocês é só uma parte das minhas reflexões. Deixo-vos ainda uns dos melhores vídeos que já vi. De uma forma ou outra, tem tudo a ver com aquilo que temos vindo a falar nas aulas. Espero que gostem! :)





Flávia Machado

melhor para Nós *

Pista para reflexão sobre Active Hope

"It is too easy to go on unconsciously contributing to the unraveling of our world. We become part of the story of the Great Turning when we increase our awareness, seek to learn more and alert others to the issues we all face." (pág. 28)

A citação acima refere-se à "primeira dimensão" de envolvimento na história da "Grande Viragem" e mostra-nos um primeiro e importante passo de tomada de consciência relativamente às opções que  de momento existem — podemos continuar numa atitude defensiva pessimista ou assumir a nossa responsabilidade na mudança.

Confesso com tristeza que só recentemente me juntei a esta viragem, e apenas através da reflexão — tenho-me questionado bastante sobre o que me leva a mim, e a tanta gente, a viver neste sistema e não noutro.

Penso que inconscientemente (como alerta a citação) tinha a impressão de que era mais fácil ou cómodo e sobretudo que "compensava" em termos utilitários. Qual não foi a minha surpresa quando me apercebi de que não. Comecei a fazer uma lista mental de como é mais benéfico e não mais custoso fazer as opções mais sustentáveis, e convido-vos a continuá-la na vossa cabeça.

Como é mais rápido andar de transportes públicos e não ficar no trânsito ou a tentar estacionar, como a comida biológica sabe melhor, como os cabazes não são mais caros (e evitam várias idas ao supermercado e várias indecisões), como sai mais caro estar sempre a comprar produtos baratos que se vão estragar facilmente, como os termus mantêm a água mais fresca do que as garrafas de água, etc. De facto, a maioria das escolhas que fazemos, e pelas quais nos desculpamos porque é o melhor "no imediato", não o são.

Portanto, esta não é uma luta onde, por um lado, temos uma opção eticamente correta mas desconfortável, por outro, uma opção menos responsável mas mais prática. São provavelmente cantigas da publicidade, frutos do "obtenha agora… por apenas". Sugiro que paremos para pensar o que é realmente melhor para Nós.

Luísa Silva


sábado, 15 de outubro de 2016

"And once I knew I was not magnificent"

A propósito do meu ato "voluntarioso" para escrever uma dica sobre as últimas páginas do capítulo de Active Hope por nós analisado, aqui vai!

"The Great Turning" é a tomada de consciência de duas coisas: em primeiro lugar, de que nós, individualmente, somos especiais; e, em segundo, de que não somos assim tão importantes. Um bocado estranho, não é? Mas passo a explicar.
O primeiro ponto é necessário para que entendamos que tudo o que fazemos, de bom ou de mau, tem um impacto, mais tarde ou mais cedo, mais ou menos significativo, no mundo. Somos especiais então  porque, apesar de sermos só um bocadinho pequenino desta Terra, somos visíveis e capazes de mudar alguma coisa ou até de criar uma corrente de mudança. Fazemos, então, parte de algo superior a nós: a Terra e toda a sua Natureza, e é aí que começa o segundo ponto.
Depois de tomarmos consciência da nossa importância, temos de nos colocar em perspetiva com o que nos envolve. A verdade é que a Natureza é muito superior a nós e devemos tratá-la com um respeito que reflita a sua superioridade em relação a nós. Recordo-me do vídeo que vimos numa das primeiras aulas desta disciplina. Aquele em que, num primeiro momento, se faz um zoom out desde o piquenique no parque até ao espaço e, depois, um zoom in até às células do corpo humano. Se fizermos uma pausa no zoom out, no momento em que olhamos para a nossa Blue Marble entendemos isso mesmo. Não vemos países, nem fronteiras, não vemos cidades, casas, nem pessoas — vemos a Natureza e toda a sua magnificência.

E terminando com esta palavra"magnificência", deixo-vos aqui uma maravilhosa obra de arte, de Holocene dos Bon Iver. Esta é a minha banda e a minha música preferidas.
Convido-vos então para, mais do que ouvir, sentirem esta música e o brilhante clip que a acompanha e que põe exatamente a nossa existência em perspetiva com a Natureza.


Alina Mansukhlal

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Olhares cinematográficos

Há três aulas atrás, a propósito do 1.º capítulo de Ways of seeing, de John Berger, falámos sobre o filme O homem da câmara de filmar, de Dziga Vertov, de 1929. Um filme importantíssimo pela forma como o olhar, através da câmara, está cheio de possibilidades - planos em movimento, montagens, pormenores e grandes planos, pessoas e (outras) máquinas. Vemos o fora (o homem da câmara de filmar à procura de planos) e o dentro (os próprios planos).



Um colega lembrou, também, o belíssimo filme A propósito de Nice, de Jean Vigo. Continuando a pensar nas cidades filmadas de uma maneira «nova», lembrei-me de Chuva, do realizador holandês Joris Ivens, também de 1929, onde o foco se centra nas transformações da cidade, neste caso Amesterdão, quando começa a chover.



Antes, em 1927, foi filmado, por Walter Ruttmann, um dos mais conhecidos e importantes filmes sobre cidades: Berlim, a sinfonia de uma cidade. Aqui, um olhar sobre um dia em Berlim (ainda que tenha demorado um ano a ser filmado, mas o cinema não tem de ser a realidade).


Youri Paiva

como escrever uma análise de texto ...



... ou o que espero eu das vossas leituras escritas. consultem o OWL Purdue, um site precioso com dicas adaptadas a diferentes tipos de texto, aqui

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Enunciado da análise de texto

“Just looking is just hunting, but it is not quite right to say it is only hunting. There is also something quietly hypnotic about just looking, something less like hunting and more like dreaming. (…)
So just looking is like hunting or being hunted, but it is also kin to hypnosis, nightmares, and dreams. Those meanings draw near to yet another, because there is also a deep parallel between looking and loving. Sometimes, falling in love really feels like falling, as if you have no control (…). On other occasions love is all a calculated pursuit. Some people spend their lives searching like detectives among all the faces and bodies they can find. (…) But as lovers say, it’s not always so easy to know who catches whom, and looking happens in both directions. There might be a good definition of love here: love as the moment when the prey becomes another hunter, so that both people are hunters and hunted at once. (…)
It’s strange that love stories begin to fill my mind when I meant to think only about looking, and that is what I want to say about that phrase ‘just looking.’ It is not possible; there is no such moment. All seeing is heated. It must always involve force and desire and intent. (…) It doesn’t matter what I’m looking at (…); ‘just looking’ is a lie. I am always looking out, looking for, even just looking around. (…) There is no looking that is not also directed at something, aimed at some purpose. Looking is looking at or for or just away. Everything that the eye falls on has some momentary interest and possible use. (…)
When I say, ‘Just looking,’ I mean I am searching, I have my ‘eye out’ for something. Looking is hoping, desiring, never just taking in light, never merely collecting patterns and data. Looking is possessing or the desire to possess—we eat food, we own objects, and we ‘possess’ bodies—and there is no looking without thoughts of using, possessing, repossessing, owning, fixing, appropriating, keeping, remembering and commemorating, cherishing, borrowing, and stealing. I cannot look at anything—any object, any person—without the shadow of the thought of possessing that thing. Those appetites don’t just accompany looking, they are looking itself.”

Elkins, James. The Object Stares Back: On the Nature of Seeing.  San Diego: Harcourt, 1997. 20-22.

Comente o excerto acima apresentado, refletindo sobre a complexidade do conceito de visão.



O trabalho deve: ter, no máximo 2 páginas A4, letra de corpo 12, espaço e meio (sem alterar as margens pré-definidas do Word); ser impresso e entregue em mão durante a aula, até ao dia 28 de outubro.

Quinta dos 7 Nomes




outro espaço cheio de propostas em várias áreas é a cooperativa Quinta dos 7 Nomes, em Colares (Sintra). ora espreitem este curso de "Horta Bio em Permacultura" (29 out. / 12 e 26 nov. / 10 dez.) e deem uma vista de olhos pelo site

Ecoaldeia de Janas

falando em alternativas aqui à mão de semear, consultem o site da ecoaldeia de Janas (em Sintra), onde é muita e variada a oferta de cursos. o próximo é de

Aquaponia e Aquacultura – Produção Plantas&Peixes

22 e 23 de outubro*

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

The new Barbie Doll

Olá a todos,

 Nesta última aula falamos sobre, provavelmente, a mais famosa boneca da história dos brinquedos - a boneca Barbie, criada pela primeira vez em 1959, em Nova Iorque.

 Deixo aqui três links, um deles contendo a história resumida da boneca em questão e outros dois que guiar-vos-ão às notícias publicadas no jornal eletrónico The Guardian e no USA TODAY relativas a uma nova geração de Barbies mais realistas criadas em 2016 com feições, corpos, alturas e cores diferentes abrindo as portas para uma nova interpretação e visão da beleza que difere daquela que nos era imposta pela Barbie tradicional desde pequenos.

1º- http://www.history.com/news/barbie-through-the-ages

2º- https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2016/jan/28/barbie-finally-becomes-a-real-girl-with-more-realistic-figure-and-skin-colours

3º- http://www.usatoday.com/story/money/nation-now/2016/01/28/barbies-new-shapes-tall-petite-and-curvy/79449784/

 A ideia foi geralmente bem aceite e estas novas bonecas estão, para já, disponíveis para efeitos de compra no site oficial desta marca.
 Deixo também um vídeo que envolve indivíduos verdadeiramente interessados nestas questões.


Uma boa semana para todos!
               
Olga Garasymiv, nº145702

terça-feira, 11 de outubro de 2016

À Propos de Nice, Jean Vigo

Bom dia !

Na ultima aula falamos do film do Dziga Vertov, O Homem com a camera. Este film pode ser definido como um dos primeiros documentário social e também uma reflexão sobre o acto de filmar (porque e como filmar ?).

Isto recordou-me de um outro documentário sobre qual eu trabalhei o ano passado, em aula de cinema: À Propos de Nice (=Sobre Nice, cidade francesa muito rica do sul da Franca, muito turística) do Jean Vigo, um realizador Francês.
À Propos de Nice é um documentário que foi realizado em 1930 apenas um ano depois do film do Vertov.
De facto, o Jean Vigo decidi fazer este film depois de ter visto o do Vertov, que era mesmo avant-gardista pela a época. Vigo foi encantado pela esta nova visão e maneira de filmar a sociedade para fazer surgir os problemas que a gangrena.
Sao imagens sem comentários, com uma musica que pode as vezes orientar nossa interpretação daquelas imagens. Podemos falar de um documentário de montagem, porque a ordem das imagens é significativa para fazer surgir o seguinte problema: as desigualdades; a faça luminosa, encantadora da cidade com os turistas e a burguesia VS. a faça mais escura da cidade com os trabalhadores, os pobres, os marginais... que no entanto sabem bem como se divertir.

Achei interessante de partilhar este film convosco porque para mim é mesmo atual... Nada mudou tanto não é ?




(podem encontra-la no seguinte link:) https://www.youtube.com/watch?v=24Ti_8c6qjI



Alexandra Comnos, estudante Erasmus

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

"First - have you ever questioned the nature of your reality?"


Boa noite, colegas. Para não fazer vários posts de seguida vou publicar neste só vários objetos de estudo interessantes que tenho recolhido e algumas sugestões que queria partilhar convosco. Vou tentar não me alongar muito.

1) Há uma semana encontrei um vídeo de propaganda lançado pelo Minstério do Turismo da Síria para promover o turismo na cidade de Aleppo, dividida entre forças de Assad e rebeldes. Na mesma semana em que, na zona Este da cidade, controlada pelas forças de oposição ao regime de Assad, foram assassinadas pelas forças estatais 338 pessoas e mais de 270.000 estão com acesso condicionado a comida, água e ajuda humanitária (dados da WHO). O vídeo é acompanhado por uma versão acústica da theme de "Game of Thrones". Já discutimos que ver é um processo complexo e que as sensações reconfiguram a informação visual. Com a música o vídeo torna-se uma apologia ainda mais clara à pretensa legitimidade da violência do Estado Sírio e à sua pujança militar que traz paz e estabilidade. Não sei se lhe possa chamar sequer uma narrativa implícita quando é tão assustadoramente explícita e coerente com as visões imperialistas de Assad e Putin.   


2) Também na semana passada uma amiga partilhou comigo uma publicidade para o FIAT 500S que viu num mupi na paragem de autocarros da FCSH. Localização interessante para fazer publicidade a um carro desportivo, "com estilo", "só para bad boys" porque "todos adoram um rebelde", como encoraja o site da FIAT. Deixo aqui o spot publicitário. O texto visual é insidioso. Começa com uma equipa de cientistas a testar a segurança e a durabilidade do carro fechando as portas com força, dando pontapés aos pneus e, no final, batendo no capô do carro... com uma mala de senhora. Na cena que se segue o homem (o proprietário do carro, porque pelos vistos as mulheres não compram carros e são conduzidas) ouve calmamente a namorada a gritar consigo; esta acaba por sair do carro e reproduzir a cena anterior. O spot perpetua uma narrativa implícita sobre uma diferença fundamental entre homens e mulheres (racionalidade vs. irracionalidade, controlo vs. emoções desenfreadas que devem ser disciplinadas pelos homens) que é amplamente aceite por ser também ciclicamente replicada por anúncios como este. Como já vimos, a publicidade é um discurso vivo que simultaneamente reflete e incita à reprodução de ideologias de desigualdade vs. privilégio. Aliás, quem andou pelo Facebook já se deve ter cruzado com as declarações polémicas de um taxista na manifestação de hoje: "As leis sabe como é que são? São como as meninas virgens — são para ser violadas".  


3) Dois documentários que estão a dar que falar - 13th e America Divided. O 13th já saiu na Netflix, para quem tiver. Aborda a questão do racismo institucional, de como foi construída a narrativa das pessoas negras como criminosas e dos homens negros como violadores, das prisões privadas e de como estas lucram com a população afro-americana... O America Divided só dá para ver numa plataforma específica, mas está a ser tão divulgado que provavelmente estará disponível em breve. Está dividido em 8 capítulos que abordam problemas sociais nos EUA desde a water crisis em Flint, até à especulação imobiliária, passando pela police brutality...




4) Westworld — a série da HBO que citei no título do post — é da autoria de Jonathan Nolan, o criador de Person of Interest e guionista de Interstellar. Opiniões pessoais à parte, aborda de forma muito inteligente as questões de o nosso campo de visão ser seletivo e de quem reconhecemos como humano. A série passa-se num parque temático virtual ao serviço de uma elite rica que pilha, viola e mata indiscriminadamente avatares virtuais.


5) Para terminar numa nota um pouco mais positiva recomendo-vos o meu filme favorito: Kubo and the Two Strings. É sobre a importância de ver o outro para o reconhecer como semelhante — os vilões não compreendem os humanos e as suas emoções porque são, literalmente, cegos e querem tirar os olhos do personagem principal, um contador de histórias mágico com o poder de apelar à humanidade e ao sentimento. É uma obra sobre a importância das histórias — de contarmos histórias, de fazermos sentido a partir de histórias de compaixão e perdão. É um filme de animação de um estúdio não muito conhecido, Laika, que só faz filmes em stop-motion. Trata-se de uma técnica interessantíssima e de uma abordagem diferente ao estilo da animação. O DVD sai a dia 22 de novembro e peço-vos que o comprem caso gostem, porque apesar de ser o filme da Laika com melhores críticas é o que menos está a arrecadar na bilheteira... É importante apoiarmos a criatividade e a inovação. Ah, e vejam por favor a versão original e não a péssima dobragem portuguesa. Segue o trailer:



Tenham uma boa semana!

Ricardo Roseiro, 48231

sábado, 8 de outubro de 2016

'Powers of Ten'

Olá caros colegas, creio que ainda hão-de ter na memória, o documentário intitulado Powers of Ten que vimos na aula há já algum tempo. No outro dia, estive a ver um episódio dos The Simpsons, e no tão habitual "couch gag" inicial apercebi-me de que havia ali uma alusão ao Powers of Ten. Depois de uma alguma busca pelo vídeo desse "couch gag", eis que o descobri. Deixo aqui a hiperligação. Espero que gostem.
             Saudações cordiais
Ricardo Ferreira
[post original 11/12/2014]

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

American Reflexxx (Alli Coates, 2015)

Foi exibido, esta semana, no Festival Internacional Signes de Nuit, e venceu inclusivamente o Signes Award, destinado a filmes que "expressem, de uma maneira surpreendente, aspectos perturbadores e sensíveis da realidade". American Reflexxx cumpre aquela função na totalidade, mas a sua relevância e os problemas que nos coloca não cabem numa definição abreviada. É também sobre problemas que estão no horizonte das aulas que temos tido, e que lidam com a percepção dos outros. A reacção dos espectadores, observou Dieter Wieczorek, director do festival, é quase sempre a mesma: "à projecção do filme, seja em que sítio for, segue-se um silêncio pesado, e os efeitos do murro no estômago são visíveis na cara das pessoas".

Saber algo acerca do contexto ajuda a perceber as imagens, e por isso importa transcrever a sinopse do filme: "American Reflexxx is a short film documenting a social experiment that took place in Myrtle Beach, South Carolina. Director Alli Coates captured performance artist Signe Pierce as she strutted down a busy oceanside street in stripper garb and a reflective mask. The pair agreed not to communicate until the experiment was completed, but never anticipated the horror that would unfold in under an hour. The result is a heart wrenching technicolor spectacle that raises questions about gender perception, mob mentality, and violence in America."

Felizmente, o documentário encontra-se no Youtube, e disponibilizo-o abaixo. Pode-se ainda ler aqui uma entrevista em que realizadora e performer confessam que não esperavam que a situação se pudesse descontrolar tanto.


Tiago Silva

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Deixem-se maravilhar.

Deixem-me que vos apresente Emanuele Dascanio.

Num dia normal, fazendo nada mais do que o excitante ''roll down'' no ''feed'' do Facebook, deparei-me com esta relíquia. Vi-o e revi-o por várias vezes! Inacreditável não é? Ainda há quem nos surpreenda neste mundo já tão dissecado.

E. Dascanio é um jovem artista de nacionalidade italiana que pinta quadros e elabora desenhos maravilhosos hiper realistas. O seu talento já lhe valeu uma dezena de prémios e várias exposições. Deixo-vos o link e espero ter despertado a vossa vontade de pesquisar os trabalhos dele.



                                                                                                                 Ana Filipa Pereira
                                                                                                                   Aluna nº 145780

Ilustrador Polaco

Ao navegar pela internet vi um artigo sobre um artista polaco, Paweł Kuczyński, que critica vários aspectos da sociedade através das suas ilustrações. Os temas são actuais e fazem-nos levantar algumas questões importantes sobre o estado da sociedade, o consumismo extremo ou a influência das tecnologias. Tenho a certeza que muitos de nós nos revemos nalgumas das suas ilustrações. 
O próprio, quando questionado sobre as suas ilustrações, disse: 


"I take inspiration from our reality. My works are my observations about our crazy times. Maybe my views on the reality are negative. Maybe because I’m afraid of the future of people or maybe just because it’s my style of humour. The black humor – the laughing over the tears – I don’t believe my works could change the world – but if someone has reflections after watching them, then at least that’s a start."
Deixo aqui algumas das ilustrações que mais gostei e, caso tenham curiosidade em verem mais, deixa também os links para o resto do seu trabalho.




Fábio Meseiro

Nº 145790

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Campanhas de consciencialização

Boas! Após tentar perceber e analisar algumas imagens de publicidade, dei por mim a pesquisar no Youtube os anúncios mais tocantes e criativos mais recentes. Deixo, então, aqui o o mini vídeo com uma série de anúncios para campanhas de consciencialização, para se entreterem e, quem sabe, reflectirem!


Margarida Louro

domingo, 2 de outubro de 2016

"Amanhã"

Este filme, mais do que constituir um conjunto de alternativas a um modelo económico que não se crê que seja sustentável, representa um movimento de esperança. Um movimento que se quer comunitário e partilhado porque, caso contrário, estará condenado ao fracasso prematuramente. Subvertendo a lógica capitalista do individualismo e da excessiva competitividade, testemunhamos como, perante um dos maiores desafios da História da Humanidade, o aquecimento global, o ser humano detém o poder de se reinventar, enquanto ser social, e contribuir para uma mudança. Para tal, o filme "Amanhã" apela à mobilização no sentido em que dota, cada um de nós, de maior consciência dos nossos actos. Somos responsáveis pelas nossas decisões, mas também o somos quando assistimos passivos ao que nos rodeia — não fazer nada também é uma escolha!


Recomendo vivamente que vejam este filme.
Está em exibição, pelo menos até quarta-feira, dia 5 de Outubro, nos cinemas Monumental no Saldanha - sessão única, diária, às 19h30. Aproveitem o feriado e vão ao cinema!

Site do filme

                                  João Quartilho