sábado, 14 de março de 2020

Nota metodológica

Não está a ser fácil para mim conseguir adaptar os conteúdos destas nossas aulas à versão digital, confesso. Pensei, então, em partilhar uma série de citações (cada uma num post numerado por ordem sequencial, de acordo com a paginação dos livros[1]) de Judith Williamson e David Machin, que iremos estudar ao longo das próximas semanas. É importante, pois, lerem este material o mais depressa possível de modo a poderem participar na discussão. (Imagino que alguns de vós não tenham a bibliografia, pelo que entrei em contacto com a Ana, da reprografia vermelha, perguntando se poderá disponibilizar os documentos digitalizados e facilitar o pagamento por algum canal vitual, por exemplo o MBWAy; aguardando resposta, deixo-vos desde já o email que deverão usar para este contacto que espero se possa materializar — reprografiavermelha@estratosfera.pt)
Em termos metodológicos, servem, pois, estes excertos a dupla funcionalidade de resumir matéria e de provocar discussão, pedindo dúvidas, que poderão expor em forma de comentário assinado com primeiro e último nome, por favor. Selecionei ainda vários anúncios recolhidos nos últimos anos nos mupis de Lisboa, de modo a que possamos realizar a sua leitura aplicando as ferramentas teóricas propostas por Williamson e por Machin; vou partilhá-los nos próximos dias.

Coloco ainda a hipótese de explorarmos sites de conferências online, nomeadamente o Jitsi, que me foi recomendado e não tem limite de tempo, segundo sei, e ao contrário da versão grátis do Zoom.

Cuidem de vocês e da comunidade de amor *


[1] Ex. JWilliamson 1 = citação retirada p. 17-18; JWilliamson 2 = citação retirada p. 19 e assim por diante.



sexta-feira, 6 de março de 2020

Eurythenes plasticus

Recentemente foi encontrada uma nova espécie animal. Não se trata, porém, de uma espécie qualquer, pois esta tem uma particularidade que outros animais não têm. De facto, Eurythenes plasticus é a primeira espécie conhecida que tem dentro de si uma partícula de plástico.


O consumo de plástico é de tal maneira excessivo que até contamina as profundezas do mar. Espécies que até hoje desconhecemos devem estar contaminadas também. É triste pensar em casos como este, mas ainda é mais triste pensar que o mundo não melhora pois o número de pessoas que evitam plástico (ou pelo menos tentam) é inferior a quem o continua a utilizar. Felizmente a esperança é a última a morrer e com as várias campanhas de consciencialização ao longo dos anos, acredito que, num processo longo e demorado, estamos a progredir para um mundo com menos plástico e com mais alternativas para o mesmo.

Para mais informação sobre esta notícia, podem consultar este link.

"Existem espécies que vivem nos lugares mais profundos e remotos da Terra que já ingeriram plástico antes mesmo de serem conhecidas pela humanidade. Os plásticos estão no ar que respiramos, na água que bebemos e agora também nos animais que vivem longe da civilização humana" — Heike Vesper, diretor do programa marinho da WWF Alemanha.

 A partícula de plástico encontrada
Patrícia Carmo 153919

segunda-feira, 2 de março de 2020

Colóquio_4 março 2020 + Expo posters



Podem consultar o programa do colóquio aqui.
Recordo que a aula de dia 4 de março decorre na sala B3 e faz parte da avaliação entregarem um resumo esquemático de uma das comunicações do Colóquio Discursos Publicitários: Semiótica, Multimodalidade e Visualidade(s).

excerto para análise


“Publicity exerts an enormous influence and is a political phenomenon of great importance. But its offer is as narrow as its references are wide. It recognizes nothing except the power to acquire. All other human faculties or needs are made subsidiary to this power. All hopes are gathered together, made homogeneous, simplified, so that they become the intense yet vague, magical yet repeatable promise offered in every purchase. No other kind of hope or satisfaction or pleasure can any longer be envisaged within the culture of capitalism.
Publicity is the life of this culture — in so far as without publicity capitalism could not survive — and at the same time publicity is its dream.
Capitalism survives by forcing the majority, whom it exploits, to define their own interests as narrowly as possible. This was once achieved by extensive deprivation. Today in the developed countries it is being achieved by imposing a false standard of what is and what is not desirable.”

Berger, John. Ways of Seeing. 147-148.

Comente o excerto apresentado, considerando as estratégias discursivas dos textos publicitários e a sua função político-económica na atualidade.

Seguem-se algumas indicações formais: o trabalho deve ter um cabeçalho (identificando a instituição de ensino, o nome cadeira e do professor e o vosso nome, mais data), no máximo 2 folhas A4, a espaço 1,5, tamanho de letra 12, sem alterar as margens pré-definidas do Word. Caso queiram fazer citações de outras obras, sigam a referência MLA (para livros, esta é a aindicação básica: último nome do autor, restantes nome. Título em itálico. Cidade da edição, editora, data). Consultem mais info aqui.
 
O trabalho deve ser impresso e entregue em mão durante a aula, até ao dia 13 de março. 

Este elemento de avaliação vale 20% no cômputo final. Não serão aceites trabalhos entregues após o prazo estipulado.

domingo, 1 de março de 2020

A indústria do tabaco em Portugal_1970

Ainda a propósito da Cultura do Consumo (aula 19 de fevereiro) e dos perigos que esta acarreta, não só em termos ambientais como também pela exposição a produtos tóxicos a que estamos sujeitos, partilho dois documentários acerca da indústria do tabaco em Portugal nos anos de 1970.

Imagem do documentário Tabaco - uma cadeia de exploração.
A exposição a que estão sujeitos os trabalhadores de fábricas de produtos tóxicos é enorme, muitas vezes sem segurança e com fracas condições de trabalho (incluindo a poluição sonora), pelo que os trabalhadores têm a própria saúde condicionada, além de que muitas vezes esses perigos são aliados a um fraco rendimento salarial.

Imagem do documentário Tabaco - uma cadeia de exploração.
O primeiro documentário Tabaco– uma cadeia de exploração, da autoria do jornalista Luís Filipe Costa, aborda a publicidade ao tabaco, o seu consumo, a indústria do tabaco, os seus malefícios e a situação laboral dos cerca de 1400 operários de uma fábrica de tabaco nos arredores de Lisboa, ainda no rescaldo da revolução de abril. O documentário de 1975 destaca ainda a dificuldade em eliminar o consumo de tabaco na sociedade e os lucros da sua comercialização/mercado.

Imagem do documentário Tabaco - uma cadeia de exploração.
O segundo documentário, Tabaqueiros e Tabaqueiras é da autoria de Diana Andringa e Alfredo Caldeira. Aborda o problema da pobreza nos Açores, onde a plantação de tabaco, com recurso a mão de obra barata, é um dos poucos recursos para a sobrevivência da população.

Afonso S. Zeferino 155685 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Sabrina



Partilho este post a propósito da última aula, onde refletimos sobre a atualidade, a partir do texto de Nicholas Mirzoeff, How to See the World, considerando a tomada de consciência coletiva sobre a beleza e fragilidade do nosso planeta, despertada pela fotografia Blue Marble, e as características do mundo atual em que a vida se tornou citadina, interligada, marcada pelo aquecimento global e pelo crescimento populacional. Recordo ainda a reflexão que fizemos sobre a flexibilidade em que operamos relativamente às imagens, conscientes de que estas podem ser tecnologicamente retocadas, sobre as redes sociais e a nossa relação com a internet, e sobre a possibilidade de "pesquisa inversa" que esta nos apresenta.

Como a Cultura Visual tem o objetivo de explorar os conteúdos visuais, desenvolvendo  o sentido crítico, construindo conhecimento a partir da visualização, através de estratégias de desfamiliarização, para podermos "ler" as crises que caracterizam o mundo, lembrei-me dum texto, também visual, que explora “o modo como se pode ilustrar uma ausência afetiva?"

Portanto não quis deixar de partilhar no nosso blog, a novela gráfica, finalista do booker, Sabrina. Nesta estória, a cartoonista Nick Drnaso "lança pistas para uma reflexão sobre conceitos como os de verdade e mentira, medo e vazio, ilusão e convencimento num tempo dominado pelas redes sociais e pela capacidade de manipulação tecnológica".

Se despertei a curiosidade de alguém ao ponto de querer ler o livro, posso emprestar ;)

Eduardo Koelho

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O papel do Facebook no Brexit


Um dos assuntos mais controversos e mais falados da atualidade é o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. No contexto de manipulação através de publicidade e de propaganda, tive conhecimento de uma TED Talk da jornalista britânica Carole Cadwalladr sobre “O papel do Facebook no Brexit” que achei pertinente partilhar com todos.

Num breve resumo, um dia após o referendo do Brexit, Carole Cadwalladr viajou até à sua cidade natal de Ebbw Vale para perceber porque é que 62% dos seus residentes votaram para sair da EU. Ao questionar um jovem residente sobre os motivos que o levaram a votar para sair, a resposta foi que a União Europeia não tinha feito nada por ele e estava farto. Outras pessoas que encontrou pelo caminho responderam o mesmo, que estavam saturadas da situação política, principalmente relativamente aos emigrantes e aos efugiados.

Visto que Ebbw Vale tem um dos índices mais baixos de imigração do país e era visível por toda a cidade que vários edifícios tinham sido renovados com fundos da EU, a jornalista não percebeu onde é que as pessoas tinham ido buscar estas informações.
Acabou por descobrir que antes do referendo a campanha “Vote Leave” lançou vários apelos como estes que aqui reproduzo.



Esta propaganda política não foi pública. De facto, através da empresa Cambridge Analytica, a campanha “Vote Leave” conseguiu aceder a dados privados dos utilizadores da rede social Facebook com o único propósito de fazer um perfil político das pessoas de forma a compreender os seus medos individuais e posteriormente explorar a sua xenofobia. Antes de ser dissolvida em maio de 2018, a empresa terá recolhido ilegalmente informações sobre 87 milhões de pessoas em todo o mundo.

Como os anúncios foram partilhados no Facebook é difícil perceber quem os viu e que impacto tiveram, mas pelos resultados podemos calcular que o objetivo da campanha foi cumprido. Por outro lado, a jornalista acusa o dono do Facebook, Mark Zuckerberg, de saber mais do que alegou quando foi contactado pelo parlamento da Grã-Bertanha e afirma que a nossa democracia liberal está viciada, controlada pelos os deuses do "Silicon Valley" que têm um poder enorme e saem impunes.

No fim deixa esta questão: “É isto que queremos? Sentarmo-nos a brincar com os nossos telemóveis à medida que a escuridão aumenta?” Carole Cadwalladr, TED2019.

Andreia Costa





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Por alguma razão estranha, não estou a conseguir fazer comentários no blogue, pelo que acrescento aqui uma nota sobre a importância de consultarmos fontes alternativas de informação, honrando o jornalismo de investigação (de que Naomi Klein é um exemplo). Deixo ainda o link para os documentários que revelaram as manigâncias da Cambridge Analytica (que apresentou falência para evitar julgamento, mas se reconstituiu em duas outras empresas, certamente dedicadas ao mesmo tipo de manipulação a favor da disseminação de políticas conservadoras). A democracia é uma construção dinâmica que pede o nosso constante contributo.
Diana V. Almeida

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Calendário 19-20


Diana V. Almeida
culturvis.flul@gmail.com

“Viver, entretanto, é ver, ir vendo
e também ver inclui dormir
sem que nada se desfaça ou exclua
no interior dos sonhos.”

                Luiza Neto Jorge (1939-1989)

Calendário e avaliação

Janeiro
29
Apresentação da docente e dos alunos. Métodos de trabalho e blogue da cadeira. Programa e bibliografia. Calendário e sistema de avaliação

31
O mundo como texto
Análise de objetos do quotidiano; elaboração coletiva de um esquema interpretativo
·       Howells, Richard. “Semiotics”, Visual Culture. Polity, 2013, 94-114.

Fevereiro
5
Definições de cultura
Howells, Richard. “Hermeneutics”, Visual Culture. Polity, 2013, 115-128.
·       “Powers of Ten”, Eames Office (1977)
http://www.youtube.com/watch?v=0fKBhvDjuy0

7
Abordagens da Cultura Visual
Mirzoeff, Nicholas. “How to See the World”. How to See the World. Penguin, 2015, pp. 3-27.
·       “Afinal o que é a Cultura Visual?”, alun@ mistério, 1/07/2016
http://culturvisflul.blogspot.com/2016/06/afinal-o-que-e-cultura-visual.html#comment-form

12
É a economia, estúpid@!
Varoufakis, Yanis. “The Birth of Market Society”, Talking to My Daughter About the Economy: A Brief History of Capitalism, traduzido por Jacob Moe e Yanis Varoufakis. The Bodley Head, Penguin, 2017, pp. 27-49.
--- “Stupid Viruses?”, pp. 165-199.
·       Noam Chomsky: Neoliberalism is Destroying our Democracy. The Nation, 02/06/2017.
https://www.youtube.com/watch?v=tBzSLu3MZ6I

·       Varoufakis and Chomsky discuss Neoliberalism. acTVism Munich, 13/09/2016.

https://www.youtube.com/watch?v=_t5_54GWGdw


14
Visão como performance
Berger, John. Ways of Seeing. Cap. 1.
http://waysofseeingwaysofseeing.com/ways-of-seeing-john-berger-15.7.pdf

·   Howells, Richard. “Ideology”, Visual Culture. Polity, 2013, pp. 70-93.
·       “How John Berger Taught Us to See”, Tiago Silva, 22/10/2016
http://culturvisflul.blogspot.com/2016/10/how-john-berger-taught-us-to-see.html

19
Cultura de consumo
The Story of Stuff, com Annie Leonard (2007)
http://storyofstuff.org/movies/story-of-stuff/

·       Elizabeth Dulemba, “Is your stuff stopping you?”, TEDx University of Edinburgh, 16/02/2016.

 https://www.youtube.com/watch?v=8Pb-hjqdjbY

·       “History: Consumerism”, The School of Life, 07/10/2016.
https://www.youtube.com/watch?v=Y-Unq3R--M0
·       “Less is more”, DVAlmeida, 16/01/2017
http://culturvisflul.blogspot.com/2017/01/less-is-more.html

21
Publicidade como motor do sistema neoliberal
Berger, John. Ways of Seeing. Cap. 7.
·       Berger, John. Ways of Seeing, episódio 4 (BBC, 1972)
https://www.youtube.com/watch?v=5jTUebm73IY
·       “How the Modern World Maskes Us Mentally Ill”, The School of Life, 08/05/2018.
https://www.youtube.com/watch?v=yO0v_JqxFmQ

28
Cidadania precária
Projeto de pesquisa — definir grupo e texto para análise[1]
Klein, Naomi. “Beyond the Brand”, No Logo. Picador, 1999, pp. 420-437.
--- “Consumerism versus Citizenship” 438-446
·       Jally, Sut, realizadora. NO LOGO. Brands, Globalization & Resistance, 2003.
https://www.youtube.com/watch?v=6ZpnZ6s6NWM
·       Klein, Naomi. “New Branded World”, No Logo. Picador, 1999, pp. 3-26.

Março
4
Colóquio Discursos Publicitários: Semiótica, Multimodalidade e Visualidade(s)
Sala B3

6
Estamos a tempo de mudar?
Macy, Joanna e Chris Johnstone. “Three Stories of Our Time”. Active Hope: How to Face the Mess We’re in without Going Crazy. New World Library, 2012, pp. 13-33.
·       --- “A Larger View of Time”, pp. 139-160.
·       Mirzoeff, Nicholas. “Visual Activism”, How to See the World. Penguin, 2015, pp. 289-298.

11
Saber ler o mundo como ferramenta política
Williamson, Judith. “A Currency of Signs”, Decoding Advertisements: Ideology and Meaning in Advertising. Marion Boyars, 2010, pp. 17-39.
·       reLER: Howells, Richard. “Semiotics”, Visual Culture. Polity, 2013, 94-114.

13
Entrega da análise de texto
Saber ler o mundo como ferramenta
Machin, David. "Visual Grammar and the Meaning of Metaphorical Associations", "Iconography: The 'hidden meaning' of images".  Introduction to Multimodal Analysis. Bloomsbury, 2010, pp. 1-30.

18
Saber ler o mundo
Williamson, Judith. “Time: Narrative and History” e “Conclusions”, Decoding Advertisements: Ideology and Meaning in Advertising. Marion Boyars, 2010, pp. 152-179.
·       “MamaPapa”, Repórter Estrábico
https://www.youtube.com/watch?v=5uPdO3VI7GE

20
Saber ler
Machin, David. "Representation of social actors in the image", "Composition and page layout". Introduction to Multimodal Analysis. Bloomsbury, 2010. 109-158.

25
Ler publicidade
Projeto de pesquisa — Elaboração de um esquema de análise

27
Aula aberta
Convidad@ mistério

Abril
15
Ler publicidade

17
Teste

22
Apresentações orais do trabalho de pesquisa realizado em grupo

24
Apresentações orais do trabalho de pesquisa realizado em grupo

29
Apresentações orais do trabalho de pesquisa realizado em grupo
Data final para realizar postagens no blogue

Maio
6
Apresentações orais do trabalho de pesquisa realizado em grupo

8
Afinal, o que é a Cultura Visual?
Construção de um esquema visual coletivo a partir de elementos trazidos pel@s alun@s
Versão final poster
Lista posts blogue


Avaliação

Presenças — 5%
Participação —15%
Análise de texto — 20%
Projeto de pesquisa — 30%
Teste — 30%


1. Presenças (24 aulas)
Contabilizadas em todas as aulas. Independentemente da assiduidade, os trabalhadores estudantes terão metade das presenças atribuídas.
Durante as aulas, o computador e o telemóvel devem ser utilizados apenas para realizar pesquisas relativas ao trabalho em curso e por indicação explícita da professora — não te feches ao mundo atrás de um ecrã!

2. Participação
Na aula, competência de leitura e discussão dos materiais bibliográficos propostos, pequenos textos escritos, comentários às apresentações orais... No blogue da disciplina (com posts, comentários e sugestões de leitura dos textos publicitários escolhidos pelos colegas para o projeto de investigação). Resumo esquemático de uma das comunicações do Colóquio Discursos Publicitários: Semiótica, Multimodalidade e Visualidade(s).

culturvisflul.blogspot.pt
Dados de acesso: culturavisual.alunos@gmail.com /  CulturaVisual2020

Na última aula, tragam uma listagem dos vossos posts [vão anotando à medida que os fazem], para serem considerados na totalidade, no processo de avaliação.

3. Análise de texto
Comentário escrito de um excerto de bibliografia relevante sobre as temáticas abordadas (2 páginas máximo). O enunciado será indicado no blogue cerca de uma semana antes da data.
O trabalho deve ser impresso e entregue em mão durante a aula, até ao dia 13 de março.

4. Projeto de pesquisa
Em grupos de 4 alunos, analisar um texto publicitário (vide nota de rodapé!) escolhido por vós, elaborar um poster (cartolina A2) esquemático e apresentar oralmente os resultados do trabalho.
Temos uma aula reservada para a preparação deste projeto, que será também acompanhado em sessões de tutoria a marcar comigo (pelo menos 1).

28 de fevereiro: i) definição dos grupos; ii) escolha do texto para analisar; iii) marcação de data para apresentação oral
25 de março: i) discussão das linhas de abordagem analítica; ii) apresentação de estratégias para composição do poster.

1 semana antes da apresentação oral, deverá ser colocado um teaser no blogue, com linhas de leitura. A apresentação oral dura no máximo 15 minutos (dividam o tempo de modo equilibrado entre os membros do vosso grupo).

A versão final do poster, integrando as minhas sugestões após a apresentação oral, deve ser entregue em mão na última aula.

5. Teste
17 de abril
Teste escrito com consulta de material impresso — caderno de apontamentos, livros, fotocópias... Há modelos de testes anteriores disponíveis para consulta no blogue da cadeira.

Haverá duas secções:
1) análise de um excerto crítico retirado da bibliografia por nós estudada;
2) leitura de um anúncio publicitário contemporâneo, relacionando-o com o atual contexto sociopolítico e económico.


Os trabalhos devem ser entregues/apresentados nas datas propostas. Não são aceites elementos de avaliação fora dos prazos inicialmente acordados. A nota final é calculada a partir da fórmula acima apresentada, os trabalhos não entregues correspondem a zero.


* Vamos aprender em comunidade este semestre *


[1] Até esta data, as alunas devem entregar-me uma folha A4 com o (primeiro e último) nome (e o número de aluna) das pessoas que integram o grupo de trabalho (com 4 elementos) e ainda uma fotocópia a cores do texto publicitário que pretendem analisar (retirado da imprensa portuguesa contemporânea). Para fundamentarem esta escolha e preparem o esquema de análise, devem ler os excertos de The World Is a Text: Writing, Reading, and Thinking About Culture and Its Contexts, da autoria de Jonathan Silverman e Dean Rader (Prentice Hall, 2003), disponíveis na reprografia — pp. 13-15, 547-585, 611-624.