terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O uso da sexualidade na cultura popular

Boa tarde,

Venho dar a minha opinião relativamente ao uso da sexualidade a nível comercial na cultura popular.
É, cada vez mais, polémico o uso excessivo da sexualidade como estratégia imediatista — que garante um fácil reconhecimento da mensagem — e afirmação de suposta “maturidade” na cultura popular. Não esquecendo que este tipo de cultura se destina às grandes massas, há que considerar que esta opção pode ser problemática nas mentes mais jovens e ingénuas. 

No entanto, quero sublinhar que não é o uso de imagens sexuais, ligadas a uma "mentalidade aberta", que é prejudicial, mas sim a PERCEPÇÃO de que o corpo humano (feminino ou masculino) pode ser explorado graciosamente, sem qualquer tipo de consequências.

Os protagonistas deste movimento — as figuras públicas — ao aproveitarem-se deste tabu social, e  com ele fazerem lucro, estão a abrir caminho para que acções (como a pedofilia) sejam aceitáveis, pois o que é hoje chocante, amanhã será tolerável.

Miguel Rodrigues

1 comentário:

  1. A reificação (objetificação) do ser humano para quaisquer fins é sempre lamentável, em particular quando surge num contexto de suposto liberalismo de mentalidades onde, na verdade, a censura continua vigente. Os EUA são um caso particularmente chocante, onde a autorização de sexualizar corpos com intuitos de marketing (como já vimos na publicidade do American Apparel, por exemplo http://culturvisflul.blogspot.pt/2014/10/aula-8-10-2014.html) existe em paralelo com um código "moral" puritano nas indústrias culturais.

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